<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052</id><updated>2012-02-01T23:53:20.888-02:00</updated><category term='tucanos'/><category term='capitalismo'/><category term='judeus'/><category term='laicidade'/><category term='apple'/><category term='stevie jobs'/><category term='Protocolo dos Sábios de Sião'/><category term='repressão'/><category term='goldman sachs'/><category term='espionagem'/><category term='Michael Moore'/><category term='Israel'/><category term='FHC'/><category term='movimentos sociais'/><category term='USA'/><category term='estupro'/><category term='Estado'/><category term='Veronica Serra'/><category term='direitos reprodutivos'/><category term='urânio'/><category term='Big Brother'/><category term='aborto'/><category term='DILMA'/><category term='direito internacional'/><category term='violência de Estado'/><category term='guerra'/><category term='NRA'/><category term='PSDB'/><category term='CIDADE DE DEUS'/><category term='bancos'/><category term='machismo'/><category term='CUFA'/><category term='crimes de guerra'/><category term='Imperialismo'/><category term='José Serra'/><category term='misticismo'/><category term='corrupção'/><category term='ONU'/><category term='Jerusalém'/><category term='direitos humanos'/><category term='http://www.blogger.com/img/blank.gif'/><category term='CPI da Privataria'/><category term='machsimo'/><category term='MV BILL'/><category term='WikiLeaks'/><category term='tortura'/><category term='Palestina'/><category term='juventude'/><category term='adolescentes'/><category term='privatizações'/><category term='Mundo árabe'/><category term='privataria tucana'/><category term='violência'/><category term='Individualismo'/><category term='war crimes'/><category term='estado laico'/><category term='Tiros em Columbine'/><category term='União Européia'/><category term='trabalho escravo'/><category term='direita'/><category term='cinema'/><category term='direitos sexuais'/><category term='feminicídio'/><category term='Bowling for Columbine'/><category term='feminismo'/><category term='urânio empobrecido'/><category term='DILMA ROUSSEFF'/><category term='Afeganistão'/><category term='crise financeira'/><category term='EUA'/><category term='Oriente Médio'/><category term='Iraq'/><title type='text'>Boca no Trombone - um blog de notícias feminista, de esquerda e esquentado.</title><subtitle type='html'>Ativismo na Rede!
"Nunca duvide que um pequeno grupo
de pessoas conscientes e engajadas
possa mudar o mundo;
de fato, sempre foi somente assim
que o mundo mudou."

Margaret Mead</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>3995</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-5849142398615836752</id><published>2012-01-13T10:35:00.000-02:00</published><updated>2012-01-13T10:36:10.587-02:00</updated><title type='text'>Você sabe o que é um estupro?</title><content type='html'>&lt;p&gt;::&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;por Lis Lemos, no Blogueiras Feministas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Carla sentiu um puxão no braço. Quando se virou levou um murro no   nariz. Tentou gritar. Logo sentiu algo bem debaixo das costelas e ouviu:   “se você gritar eu te mato agorinha mesmo”. Quando ele a jogou no chão   sentiu o mato molhado, um cheiro de cocô de cachorro e um pedaço de   tronco bem debaixo das suas costas. Pensou em pegar o toco e bater nele.   Levou outro murro e viu, ou sentiu, já não lembrava mais, a arma   encostada na sua cabeça. Ouviu de novo aquela voz nojenta, que não   conseguia identificar: “se mexer de novo, eu te mato, sua vagabunda”.   Vagabunda, piranha, puta foi só o que ouviu dali em diante. Sentiu   aquela mão pesada, grossa, percorrendo seu corpo, quando ele abriu o   botão da sua calça com força começou a chorar. “Cala a boca vadia”.   Sentiu os dedos arrancando sua calcinha, passando pela sua vagina, teve   vontade de vomitar. Ele enfiou o pau dentro dela. Sentia ele  respirando,  arfando em seu pescoço. Depois que ele a penetrou, já não  sentia nada.  Cerrou os dentes. Não pensava mais. Sentia nojo. Ele a  xingava. Passava a  mão por seu corpo, puxou seu cabelo tão forte que  arrancou vários fios  de uma vez só. Ela gritou e levou mais um murro na  boca. Sentiu ele  ejacular, sair de cima dela e falar: “não sai agora  sua vagabunda”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="width: 310px" class="wp-caption alignright" id="attachment_7264"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0290673/"&gt;&lt;img rel="lightbox" alt="" src="http://blogueirasfeministas.com/wp-content/uploads/2012/01/irreversible-300x150.jpg" title="irreversible" class="size-medium wp-image-7264" height="150" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;p class="wp-caption-text"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Cena do Filme Irreversível (2002)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não se lembra quanto tempo ficou lá. Queria morrer, só isso. Morrer.   Era a única coisa que esperava da vida agora. Mas não morreu. Teve que   se levantar. Chorava, as pernas tremiam, não conseguiu andar. Estava   descalça, as calças arriadas, a blusa rasgada, sentia a boca toda   dormente, o rosto deveria estar inchado. Andou pela rua, não sabia para   onde ir, pensou em atravessar a rua e morrer atropelada. Seria a   solução. Mas não deixaram. Um taxista parou, ela tremeu toda, imaginou   aquele homem em cima dela de novo; “moça, cê ta bem? Eu levo a senhora   pra delegacia”. O que mais podia piorar? Aceitar ajuda de um estranho já   não lhe causava horror. O homem a levou a uma delegacia. Se sentou num   banco frio, num canto. De lá foi levada para o IML para fazer o exame.   Na delegacia não lhe informaram que ela poderia ir primeiro a um   hospital, tomar os remédios para evitar doenças sexualmente   transmissíveis e pílula do dia seguinte para evitar engravidar. Teve que   reviver aquela coisa asquerosa toda de novo, contando para a psicóloga   da Deam e a delegada. Depois tomou os remédios e foi para casa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não queria ir pra casa. Não queria contar para a mãe e o pai o que   lhe aconteceu. Queria morrer. Só isso. Mas foi para casa, chorou como   uma criança no colo da mãe, ficou envergonhada, achou que tivesse culpa,   “não devia estar andando naquela rua uma hora dessas”, tomou banho,   vomitou, não quis jantar. Sentia um embrulho enorme por dentro. A irmã   estudante de farmácia lhe deu dois calmantes, ela tomou e desmaiou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;*****************&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="width: 310px" class="wp-caption alignright" id="attachment_7265"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0290673/"&gt;&lt;img rel="lightbox" alt="" src="http://blogueirasfeministas.com/wp-content/uploads/2012/01/irreversible-2-300x133.jpg" title="irreversible-2" class="size-medium wp-image-7265" height="133" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;p class="wp-caption-text"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Cena do Filme Irreversível (2002)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Essa descrição pode ser a história de qualquer uma das milhares de   vítimas de estupro desse país. Aí um deputado, que nunca será vítima de   um crime desses, que faz parte de um grupo que se diz a favor da vida,   resolve criar um &lt;a target="_blank" href="http://www.jornalopcao.com.br/posts/ultimas-noticias/gestantes-vitimas-de-estupro-podem-receber-orientacao-contra-o-aborto"&gt;projeto de lei&lt;/a&gt; que quer incentivar que mulheres estupradas não façam aborto, “pois essa seria outra violência”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ora, o que se percebe é que esses grupos não têm o menor entendimento   do que é vida. A vida de uma mulher não vale muita coisa para essas   pessoas, mas a vida de algo que pode, ou não, um dia vir a se tornar   gente, ah isso vale muito. Esse tipo de gente, acha que mulher é   cachorro: “ah, tem o filho, depois você dá pra alguém”. Mas também são   os primeiros a crucificar uma mulher que entrega o filho para adoção.   Essas pessoas não acham que mulher seja ser humano, que tem sonhos,   vontades, desejos, responsabilidades, direitos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Para gente desse tipo, um estupro é um crime pequeno, algo como tirar   doce de criança. Aliás, de criança não, porque eles gostam mesmo é de   feto. Para eles, toda a violência que uma mulher sofre não é nada,   porque para eles mulher é nada. Aborto, mesmo o previsto em lei, é que é   uma aberração.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Para o tal deputado que fez essa lei baseada apenas no seu   eleitorado, e que se esquece que como representante do povo, ele não   representa só a sua igreja na Assembleia Legislativa, fica uma dica:   conheça a realidade das mulheres vítimas de violência sexual. Vá a Deam   de Goiânia e veja como chegam lá as mulheres que foram estupradas. Caso   isso ainda não seja suficiente para entender o que um estupro provoca  na  vida de uma mulher, pense se sua mulher ou se sua filha fossem   violentadas por um homem qualquer, na rua ou na igreja que vocês   frequentam. O seu julgamento de que o estupro é um crime menor que um   aborto seria o mesmo?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://blogueirasfeministas.com/2012/01/voce-sabe-o-que-e-um-estupro/"&gt;Blogueiras Feministas&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;::&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-5849142398615836752?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/5849142398615836752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=5849142398615836752&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/5849142398615836752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/5849142398615836752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2012/01/voce-sabe-o-que-e-um-estupro.html' title='Você sabe o que é um estupro?'/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-1140264611938098829</id><published>2012-01-13T10:26:00.000-02:00</published><updated>2012-01-13T10:35:33.791-02:00</updated><title type='text'>Maternidade sob vigília</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana,;font-size:130%;color:#000000;"&gt;O   governo brasileiro  demonstrou novamente que caminha na contramão do  seu  histórico de  defesa e promoção da saúde reprodutiva feminina. A  opinião  é do  movimento de mulheres. No final de dezembro, a Presidência  da   República promulgou a Medida Provisória (MP) 557, que institui o   Sistema  Nacional de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento da Gestante e    Puérpera para Prevenção da Mortalidade Materna. A medida gerou uma   onda  de críticas de movimentos e entidades que trabalham na área de   direitos  da mulher sobre a pertinência técnica e jurídica da MP e sobre   o risco  de que a mesma instaure o vigilantismo reprodutivo. A decisão   do  governo, avaliam as feministas, é mais um capítulo dos recuos    institucionais - envelopados sob o argumento da atenção à saúde maternal    - em matéria de integralidade da saúde da mulher, contrariando ações    internas e compromissos internacionais que o país vem firmando desde  os   anos 1980.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana,;font-size:130%;color:#000000;"&gt;A    MP 557 prevê o “cadastramento universal das gestantes e puérperas, de    forma a permitir a identificação de gestantes e puérperas de risco, a    avaliação e o acompanhamento da atenção à saúde por elas recebidas    durante o pré-natal, parto e puerpério”. A coordenação do sistema ficará    a cargo do Ministério da Saúde, em cooperação com Estados, municípios  e   o Distrito Federal. Para gerir o cadastro, a MP estabelece um  Comitê   Gestor Nacional e Comissões de Cadastro, Acompanhamento e  Vigilância –   estas serão instituídas pelos estabelecimentos de saúde  que realizam o   pré-natal.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana,;font-size:130%;color:#000000;"&gt;O    cadastro será abastecido pelas Comissões. Todas as gestantes e    puérperas atendidas pelo estabelecimento deverão ser incluídas no    cadastro, segundo a MP. Em caso de gravidez de risco, deverá ser    informado o diagnóstico e o projeto terapêutico definido e executado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana,;font-size:130%;color:#000000;"&gt;A    MP 557 estipula também o pagamento de um auxílio de até R$ 50 para as    gestantes cadastradas, com o intuito de auxiliar o deslocamento e o    acesso aos serviços de pré-natal e parto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana,;font-size:130%;color:#000000;"&gt;No    Brasil, a promulgação da Medida Provisória no final de dezembro  chamou  a  atenção de pesquisadoras e ativistas feministas. Época em que  a   atividade política na capital do país está em marcha lenta e o    Congresso, parado, o recesso de final de ano esvazia o espaço para    discussão política. Para a diretora do Centro Feminista de Estudos e    Assessoria (CFEMEA), Guacira César, a Medida Provisória foi urdida em    silêncio. “Não houve discussão prévia sobre uma medida do governo nesse    sentido. A escolha do período de promulgação da MP é auto-explicativa:    dezembro, durante o recesso parlamentar. O governo não teve a   iniciativa  de compartilhar isso com quem tradicionalmente defende os   direitos das  mulheres. Durante a 3ª Conferência Nacional das Mulheres,   em dezembro,  nada nos foi passado. Por que não conversar com o   movimento feminista?  Essa MP diz muito não apenas sobre o que não se   deve fazer em matéria de  saúde reprodutiva das mulheres, mas também do   contexto político de  fortalecimento de setores contrários aos direitos   das mulheres”, critica  a diretora do CFEMEA.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana,;font-size:130%;color:#000000;"&gt;Medida    semelhante foi implantada no Peru em 2002, pelo Congresso. A   iniciativa  no país foi promovida também por setores contrários aos   direitos  femininos, liderados por grupos religiosos anti-aborto que   estavam  instalados no Ministério da Saúde. De acordo com Susana Chávez,   do  Centro de Promoção e Defesa dos Direitos Sexuais e Reprodutivos    (Promsex), a medida teve um efeito simbólico, pois o Ministério da Saúde    incluiu em seu calendário oficial o Dia da Criança por Nascer.    “Conseguiu oficializar um discurso confessional, que se opõe aos    direitos humanos e afeta principalmente políticas vinculadas à atenção    da saúde sexual e reprodutiva”, afirma, lamentando o caso brasileiro.  “É   uma medida que desresponsabiliza o Estado de temas centrais como    planejamento familiar, especialmente em relação à contracepção e métodos    considerados abortivos. É um exemplo de arbitrariedade”, avalia  Susana   Chávez.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana,;font-size:130%;color:#000000;"&gt;As    críticas à iniciativa brasileira assinalam como problemáticos vários    aspectos da MP 557. A advogada e consultora do Ipas Beatriz Galli  aponta   para o caráter de controle da vida reprodutiva das mulheres. “O  foco   dessa Medida Provisória está na gravidez e não na mulher, que é  um   sujeito de direitos. O texto da MP prevê que os serviços de saúde    garantam às gestantes e aos nascituros o direito ao pré-natal, parto,    nascimento e puerpério. No entanto, o nascituro não tem, em nossa    constituição, proteção jurídica. Há um problema de inconstucionalidade    nessa medida. O que existe é uma expectativa de direito do feto. O    Supremo Tribunal Federal, em 2008, ao julgar as pesquisas com    células-tronco, definiu que a vida tem dimensão biográfica, isto é, a    partir do nascimento”, adverte Beatriz Galli.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana,;font-size:130%;color:#000000;"&gt;Para    Guacira César, do CFEMEA, a inclusão do nascituro no texto da MP é um    contrabando. “O direito da mulher não pode ser preterido em relação  ao   direito do que ainda não é vida. É uma menção muito perigosa, pois    equipara direitos distintos e abre brecha para que, em casos de  estupro,   o feto gerado tenha mais força que o direito da mulher a  interromper a   gravidez”, argumenta a diretora do CFEMEA.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana,;font-size:130%;color:#000000;"&gt;A    questão do nascituro, sublinha Bernardo Campinho, advogado    constitucionalista e membro da Comissão de Bioética e Biodireito da    OAB-RJ, não é o único ponto jurídico questionável. Uma Medida    Provisória, explica, é um instrumento com força de lei aplicado pelo    Poder Executivo, invertendo o processo legislativo habitual. Para tanto,    é preciso que o propósito da MP exija duas condições: relevância e    urgência. “A MP 557 tem como objetivo garantir a melhora do acesso, da    cobertura e da qualidade da atenção à saúde materna. Desse ponto de    vista, o requisito da relevância é justificável, na medida em que a    mortalidade materna é um problema grave no Brasil. No entanto, a    configuração de urgência não faz sentido uma vez que os índices de    mortalidade materna têm se reduzido nos últimos anos. Além disso, já    existem outras políticas com o mesmo propósito”, explica Bernardo    Campinho.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana,;font-size:130%;color:#000000;"&gt;De    acordo com o integrante da Comissão de Bioética e Biodireito da   OAB-RJ,  a MP é um instrumento que, com força de lei, entra em vigência   assim  que é instituída. “O debate sobre o conteúdo da medida, nesse   sentido, é  postergado para a apreciação no Congresso, embora a norma já   esteja em  vigor e produzindo efeitos. Tudo o que está previsto na   medida já pode  ser implementado assim que ela é promulgada. A MP   precisa ser analisada  pelo Congresso em no máximo 120 dias. Temos um   ano eleitoral, com temas  complexos a serem discutidos – como a   regulamentação do pré-sal e o  Código Florestal. Corremos o risco de o   tempo de tramitação da MP  estourar o prazo máximo previsto pela   Constituição sem delibração e,  consequentemente, haver um desperdício   de dinheiro público em relação ao  que já estiver em funcionamento. Um   projeto de lei seria mais adequado,  seja pelo debate que geraria, seja   pela aplicação mais segura de verbas  públicas”, observa Bernardo   Campinho.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Política paralela e de vigilância&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana,;font-size:130%;color:#000000;"&gt;O    acúmulo de políticas com o mesmo objetivo – acompanhar e combater a    mortalidade materna – é desnecessário, segundo a médica e demógrafa    Sandra Valongueiro. “Não há necessidade de se criar um cadastro de    gestantes. Já temos o SisPreNatal, um software do Sistema Único de Saúde    que permite o acompanhamento desde o pré-natal até a primeira  consulta   do período puérpero. Se pensarmos em um cadastro como medida  para   incrementar a atenção à saúde materna, veremos que já há. É  redundante   criar outro. Além disso, desde 2008, temos uma portaria que  regulamenta o   monitoramento dos óbitos maternos e os óbitos ocorridos  em idade   fértil.”, avalia Valongueiro, que integra o Comitê Estadual  de   Mortalidade Materna de Pernambuco, mencionando a portaria &lt;u&gt;&lt;a href="http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/portaria1119.pdf" target="_blank"&gt;1.119 do Ministério da Saúde&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana,;font-size:130%;color:#000000;"&gt;Os    Comitês Estaduais de Mortalidade Materna irão coexistir com as   chamadas  Comissões de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento das   Gestantes e  Puérperas de Risco, estabelecidas pela MP 557. Um equívoco   técnico,  segundo Sandra Valongueiro. “A medida parece ignorar que o   país já tem  mecanismos de acompanhamento das grávidas. É estranho o   governo fazer um  discurso em prol das mulheres sem em nenhum momento a   MP 557 mencionar a  morte materna no âmbito dos direitos sexuais e   reprodutivos. Para  reduzirmos a mortalidade materna, o foco não deve   ser o acesso. Eu vejo  isso em Recife, onde há casos de mulheres que   morrem na 5ª ou 6ª  consulta do pré-natal. A questão é a qualidade do   pré-natal e a  assistência ao parto. Um cadastro que compete com outro   já existente não  irá resolver esse problema. A impressão que tenho é   que estamos andando  em círculos, pois temos metas, protocolos,   políticas e um histórico de  décadas de atenção à saúde da mulher – como   as metas do milênio  [estipuladas pela ONU e que inclui como um dos   objetivos a redução da  morte materna até 2015] e o Pacto Nacional de   Redução da Mortalidade  Materna – e o governo insiste na questão do   acesso. Nosso problema é a  qualidade do atendimento”, avalia Sandra   Valongueiro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana,;font-size:130%;color:#000000;"&gt;Atualmente,    a taxa de mortalidade materna brasileira é de 67 mortes para cada 100    mil nascidos vivos, longe das 35 por cada 100 mil defendidas pela ONU    até 2015. Ainda mais distante da taxa aceitável pela Organização  Mundial   da Saúde (OMS) – 20 mortes para cada 100 mil nascidos vivos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana,;font-size:130%;color:#000000;"&gt;Para    Guacira César, do CFEMEA, o Brasil tem cada vez mais assistido a ida    das mulheres gestantes aos serviços de acompanhamento da gravidez. No    entanto, ainda convivemos com taxas de mortalidade materna altas. “O    governo federal erra nos meios escolhidos para combater as taxas. Mesmo    com as mulheres tendo mais acesso aos serviços, não conseguimos  reduzir   significativamente a mortalidade, pois o problema é de  qualidade, má   formação profissional, recursos financeiros escassos  etc. O governo   deveria criar um cadastro sim, mas para vigiar a si  próprio e o serviço   de saúde. Vigiar as mulheres não é a solução”,  critica a diretora do   CFEMEA.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana,;font-size:130%;color:#000000;"&gt;Beatriz    Galli chama atenção para a questão do cadastramento das gestantes. De    acordo com ela, o cadastro tem uma finalidade de vigilância. “Já  temos o   SisPreNatal. O governo criou uma política paralela. É  preocupante a   forma como esses dados serão manejados, pois é um modelo  com   capilaridade abrangente. Como isso será feito na ponta? Como as    comissões irão controlar esses dados? Não está claro se as informações    serão usadas para fins de investigação policial. Deveria haver uma    cláusula impedindo que isso ocorra. A MP está regida por uma lógica de    controle e vigilância da vida reprodutiva das mulheres, desrespeitando a    autonomia delas”, analisa Beatriz Galli.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana,;font-size:130%;color:#000000;"&gt;O    cadastro é caracterizado como universal no texto da MP. Assim que a    medida foi promulgada, as críticas dos movimentos sociais e feministas    apontaram para o caráter compulsório do registro das mulheres. De  acordo   com o texto da MP 557, os estabelecimentos de saúde, públicos  ou   privados, que realizam acompanhamento pré-natal deverão instituir  as   Comissões de Cadastro para que estas registrem em sistema  informatizado   os dados de todas as gestantes e puérperas atendidas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana,;font-size:130%;color:#000000;"&gt;Em entrevista ao &lt;u&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/entrevistas/fausto-pereira-dos-santos-so-a-gestante-que-nao-aderir-ao-pre-natal-esta-dispensada-do-cadastro.html" target="_blank"&gt;site Viomundo.com.br&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;,    o assessor especial do ministro da saúde, Fausto Pereira dos Santos,    afirmou que o pré-natal é de adesão voluntária, não sendo obrigatório a    ninguém realizá-lo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana,;font-size:130%;color:#000000;"&gt;O    ministro da saúde, Alexandre Padilha, já tinha anteriormente   respondido  às críticas afirmando que universal não significa   obrigatório, pois  ninguém é obrigado a se submeter a atendimento. A MP,   segundo o  ministro, reforça o SisPreNatal e não há risco de vazamento   do cadastro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana,;font-size:130%;color:#000000;"&gt;No    entanto, o advogado Bernardo Campinho afirma que o direito à saúde  não   pode ser condicionado a requisito que não atenda de forma  proporcional  e  razoável a exigências decorrentes da realização de  outros direitos   humanos e que a MP 557 não prevê sanções claras para o  uso indevido das   informações do cadastro. “É inconstitucional que o  acesso a um direito   seja preterido em relação a outro sem uma  justificativa que demonstre a   adequação, necessidade e  proporcionalidade da medida. O cadastro  criado é  compulsório, pois  prevê que o registro da mulher seja feito no  momento  em que ela for  atendida. Toda mulher grávida precisa ser  acompanhada.  Isso é  elementar, portanto, há um equívoco em afirmar que  não há um  caráter  compulsório. Além disso, não fica claro como as  comissões de   cadastramento e vigilância serão compostas.  Consequentemente, o uso do   cadastro não se encontra delimitado por  parâmetros seguros”, afirma.   “Outra questão importante a destacar é que  o SisPreNatal é um software   do SUS, cuja confidencialidade é garantida  pois os dados registrados  não  contêm o nome da gestante”, enfatiza  Bernardo Campinho, observando  que a  MP 557, ao prever o repasse de um  auxílio para as gestantes se   deslocarem aos serviços de pré-natal,  coloca essas mulheres em   evidência. “Todo o repasse de verba pública  deve ser registrado para  que  seja fiscalizado pelo Tribunal de Contas  da União (TCU) e  publicado  pela União. Portanto, o auxílio de R$ 50 que  a MP 557 prevê  para as  mulheres deverá tornar público o nome delas. O  sigilo entre  médico e  paciente fica sob ameaça pela falta de garantias à   privacidade e à  vinculação aos usos dos dados para os fins que a MP   557 porpõe. Apesar  disso, a concessão de um auxílio em sinão é ilegal”,   avalia Bernardo  Campinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A concessão do auxílio, segundo  Guacira César, do CFEMEA, é uma medida   populista do governo. “É um  equívoco, pois o Brasil já tem uma rede de   transportes que serve os  serviços de saúde. Temos o Samu (Serviço de   Atendimento Móvel de  Urgência), temos outras formas de atendimento   móvel. Se a intenção é  facilitar o transporte das mulheres, que se   invista nesses  instrumentos para incrementá-los. O que não podemos é   transferir para a  mulher, a pretexto de um auxílio, uma responsabilidade   que é do  Estado brasileiro, obrigado a garantir saúde de qualidade a   todos os  cidadãos”, critica a diretora do CFEMEA.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Contexto interno e externo&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana,;font-size:130%;color:#000000;"&gt;A promulgação da MP 557 vem poucos meses após a &lt;u&gt;&lt;a href="http://www.clam.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=_BR&amp;amp;infoid=8553&amp;amp;ok=ok&amp;amp;query=simple&amp;amp;search_by_authorname=all&amp;amp;search_by_field=tax&amp;amp;search_by_headline=false&amp;amp;search_by_keywords=any&amp;amp;search_by_priority=all&amp;amp;search_by_section=all&amp;amp;search_by_state=all&amp;amp;search_text_options=all&amp;amp;sid=7&amp;amp;text=sandra+valongueiro" target="_blank"&gt;condenação do Brasil pelo Comitê para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (CEDAW/ONU)&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;  por causa da morte da gestante Alyne da Silva Pimentel. Em 2002,   Alyne,  com 28 anos, peregrinou em estado grave – o feto estava morto -   entre  hospitais no Rio de Janeiro. O atendimento e o tratamento não   foram  adequados. Alyne faleceu, deixando uma filha de 5 anos. A   condenação do  Brasil foi o primeiro caso em que um comitê internacional   emitiu uma  decisão considerando a morte materna como violação de   direitos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O CEDAW recomendou ao Brasil tomar todas as  ações necessárias para   compensar a família de Alyne e para assegurar o  direito de todas as   mulheres do país às mesmas condições de pré-natal  e de uma maternidade   segura. A condenação, lembra Bernardo Campinho  (OAB-RJ), recomendou   ações e políticas que incrementem a qualidade do  atendimento. “A MP 557   não dá conta do que foi proposto pelo CEDAW”,  atesta o advogado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final de 2011, outra ação do governo  chamou a atenção de movimentos   de direitos das mulheres. Durante a 66ª  Assembléia Geral da ONU, o   relator especial Anand Grover apresentou o  relatório sobre o direito de   que toda pessoa goze do mais alto nível  possível de saúde física e   mental, afirmando que leis criminais e  outras restrições legais   relacionadas à saúde sexual e reprodutiva são  violações de direitos   humanos. O Brasil, histórico promotor e  defensor desses temas nos fóruns   internacionais, &lt;u&gt;&lt;a href="http://www.clam.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=_BR&amp;amp;infoid=9051&amp;amp;sid=7" target="_blank"&gt;calou-se&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;. A posição do governo foi criticada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana,;font-size:130%;color:#000000;"&gt;Essas    ações demonstram uma mudança que vem ocorrendo sobretudo no governo    Dilma Rousseff: recuo institucional diante de temas sobre sexualidade e    reprodução. Para Rosângela Talib, coordenadora-executiva das  Católicas   pelo Direito de Decidir (CDD), a MP 557 é um mais um recuo  do governo   que compromete o paradigma da integralidade da saúde  feminina. “No   Brasil, não podemos falar de saúde da mulher sem tocar  na questão do   aborto inseguro, que o governo da presidente Dilma  Rousseff procura   ignorar. A ilegalidade do aborto impõe severas  conseqüências sobre as   mulheres. O aborto clandestino é a quarta causa  mais comum de morte   materna”, critica Rosângela Talib.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana,;font-size:130%;color:#000000;"&gt;De    acordo com a coordenadora-executiva da CDD, o governo rasga o    compromisso histórico do Brasil com as questões de saúde sexual e    reprodutiva. “A maternidade é um momento importante na vida da mulher e    exige atenção. Mas a qualidade da saúde da mulher não pode ser    priorizada apenas para o evento gestacional. A mulher não se resume ao    papel de genitora. O que o Ministério da Saúde pensa sobre saúde    reprodutiva? Não parece ser o que historicamente o Estado brasileiro se    propôs a pensar. Desde os anos 1980, com a Política de Assistência    Integral à Saúde da Mulher (PAISM), passando pelas Conferências do Cairo    (1994) e de Pequim (1995), o Brasil se colocou como ator relevante na    defesa dos direitos das mulheres. E, agora, infelizmente, sob o  governo   de uma mulher, recua e rasga compromissos”, avalia Rosângela  Talib,  que  lamenta que no Brasil a integralidade da saúde da mulher  esteja  cada vez  mais se tornando restrita e delimitada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana,;font-size:130%;color:#000000;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.clam.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=_BR&amp;amp;infoid=9095&amp;amp;sid=7"&gt;CLAM&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-1140264611938098829?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/1140264611938098829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=1140264611938098829&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/1140264611938098829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/1140264611938098829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2012/01/maternidade-sob-vigilia.html' title='Maternidade sob vigília'/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-8106196263972098343</id><published>2011-12-19T00:53:00.003-02:00</published><updated>2011-12-19T10:45:07.853-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-lRY5m1XSSSY/Tu6nnKkqn4I/AAAAAAAADb4/0v3yHEzThx8/s1600/sus.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 201px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-lRY5m1XSSSY/Tu6nnKkqn4I/AAAAAAAADb4/0v3yHEzThx8/s400/sus.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687667670710394754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Saúde pública em mãos privadas: para onde vai o SUS no governo Dilma? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;h2 class="contentheading clearfix"&gt;&lt;a href="http://www.feminismo.org.br/livre/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=6672:saude-publica-em-maos-privadas-para-onde-vai-o-sus-no-governo-dilma&amp;amp;catid=109:atencao" class="contentpagetitle"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;por Veronica Ferreira*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O anúncio dos dois novos programas de saúde – SOS Emergências e  Melhor em Casa – feito esta semana (dia 08 de novembro) pela Presidenta  Dilma Roussef, estarreceu a todos(as) aqueles(as) que lutam pelo Sistema  Único de Saúde, o SUS.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;p style="margin-top: 15px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0cm; margin-left: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O  Governo Federal lança mão da parceria com o setor privado, por meio dos  grandes hospitais, para resolver os problemas de gestão e qualidade do  atendimento das grandes emergências públicas. Em quase 10 minutos de seu  pronunciamento em rede nacional, Dilma falou com entusiasmo da parceria  com o setor privado. A palavra SUS não foi pronunciada em nenhum  momento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p style="margin-top: 15px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0cm; margin-left: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O  anúncio acontece após semanas de campanha de desqualificação e ataque  ao SUS pela mídia conservadora e privatista, e a menos de vinte dias da  Conferência Nacional de Saúde, na qual representantes da sociedade  civil, movimentos sociais, trabalhadores(as) e gestores(as) apresentarão  suas propostas para a consolidação do SUS. O Governo escolheu a quem  responder. Capitulou frente à pressão da imprensa conservadora e  privatista e retirou da disputa na conferência uma de suas pautas mais  importantes e tensas: a adoção do modelo das fundações privadas e OS's –  organizações sociais, na gestão do SUS.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p style="margin-top: 15px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0cm; margin-left: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nós,  dos movimentos de mulheres, sabemos - e vivemos - os problemas no  atendimento que roubam vidas, todos os dias, nas grandes emergências dos  hospitais públicos. E dos problemas ainda persistentes na atenção  básica e de média complexidade. Uma situação de barbárie que precisa ser  enfrentada. Para isso, defendemos em nossas mobilizações e nos espaços  de participação (conselhos e conferências) o investimento pesado de  recursos nos hospitais públicos, a contratação de mais profissionais com  condições de trabalho e possibilidades de realizar uma carreira pública  plena no SUS, além da ampliação de unidades de alta complexidade e da  qualificação no atendimento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p style="margin-top: 15px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0cm; margin-left: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Isto  é possível e pode ser feito pelo Estado, com investimento e gestão  pública, pelos sujeitos que vêm construindo, há duas décadas, um dos  maiores sistemas públicos e universais de saúde do mundo. O SUS é a  prova de que isto é possível. Para isso, há que se optar por qual modelo  de Estado e por qual projeto para a saúde queremos construir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p style="margin-top: 15px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0cm; margin-left: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Para  consolidar o SUS, evidentemente, é preciso recursos. E recursos não  caem do céu, como disse a Presidenta em seus discurso. Isto já estava  claro no processo Constituinte, que teve como uma de suas principais  conquistas a definição de um orçamento próprio para a Seguridade Social,  estabelecendo uma diversidade de fontes de financiamento. Os fundos  públicos são disputados pelos interesses econômicos, razão pela qual a  Constituição estabeleceu e protegeu o orçamento para os direitos  sociais. O orçamento da Seguridade, tal como estabelecido na  Constituição, nunca se realizou, por exemplo, a partir da taxação das  grandes fortunas, do capital financeiro. O que ocorre, hoje, é o  contrário. Os recursos da seguridade são levados para o “céu” do capital  financeiro, para o pagamento infindo de juros da dívida, que não se  paga nunca, para sustentar a política econômica de &lt;em&gt;superávit&lt;/em&gt;primário, para assegurar a credibilidade do País frente aos credores e investidores, digo, aos&lt;em&gt;especuladores&lt;/em&gt; do capitalismo financeiro internacional, que hoje dominam o mundo e subordinam estados nacionais a seus interesses.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p style="margin-top: 15px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0cm; margin-left: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O  orçamento da Seguridade Social tem sido drenado, desde 1994, por meio  da DRU – Desvinculação de Receitas da União, para o pagamento de juros  da dívida pública e para sustentar a credibilidade internacional do  Brasil junto ao grande capital financeiro. Os 45 bilhões de reais que o  SUS precisa para garantir melhor qualidade, conforme o próprio  Ministério da Saúde já estipulou, são desfalcados anualmente para pagar  os impagáveis juros da dívida. Em 2012, o desfalque será de 62 milhões! E  enquanto Dilma fazia seu pronunciamento, o Congresso nacional aprovava a  prorrogação da DRU até 2015, sob pressão do Governo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p style="margin-top: 15px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0cm; margin-left: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Para  pressionar pela aprovação da DRU, o Governo lança mão em seu discurso  do enfrentamento à pobreza. A pobreza tem sido acionada em muitos  momentos para legitimar as ações do Governo, mesmo aquelas que  claramente favorecem a concentração de riqueza. Como o volume de  recursos retirado dos direitos sociais para o capital financeiro é um  escândalo, o Governo sustenta que os recursos irão também para a  construção de moradias, para o PAC e para o Programa Brasil sem Miséria.  Ocorre que, para garantir os recursos do Brasil sem Miséria, não  precisamos de DRU. Basta deixar as receitas onde elas já estão: no  Orçamento da Seguridade Social, que inclui os recursos para a política  de assistência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p style="margin-top: 15px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0cm; margin-left: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não  queremos gestão privada do SUS, em nenhum nível – municipal, estadual  ou nacional. Não aceitamos a prorrogação da DRU. Seguimos acreditando  que um sistema de saúde público, universal, de qualidade, é possível. E  que precisamos seguir realizando a revolução na saúde que o SUS  representa, ainda inacabada. E também que, para isso, é preciso  realizá-lo com recursos públicos, sob a gestão pública e o controle  democrático da sociedade, a partir da experiência enorme e  revolucionária que a implementação do SUS nas duas últimas décadas  construiu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p style="margin-top: 15px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0cm; margin-left: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;*pesquisadora do SOS Corpo, participante do Fórum  de Mulheres de Pernambuco e da Articulação de Mulheres Brasileiras&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p style="margin-top: 15px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0cm; margin-left: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;fonte: &lt;a href="http://www.blogger.com/www.soscorpo.org.br"&gt;SOS Corpo - www.soscorpo.org.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;::&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-8106196263972098343?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/8106196263972098343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=8106196263972098343&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/8106196263972098343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/8106196263972098343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/12/saude-publica-em-maos-privadas-para.html' title=''/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-lRY5m1XSSSY/Tu6nnKkqn4I/AAAAAAAADb4/0v3yHEzThx8/s72-c/sus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-8933750689967808542</id><published>2011-12-19T00:11:00.003-02:00</published><updated>2011-12-19T00:16:29.611-02:00</updated><title type='text'>Conferência Nacional de Mulheres aprova legalização do aborto</title><content type='html'>::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-P-ZKofkXiLQ/Tu6d_7zzIqI/AAAAAAAADbs/mlycyvhU4aU/s1600/cartazaborto.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 280px; height: 330px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-P-ZKofkXiLQ/Tu6d_7zzIqI/AAAAAAAADbs/mlycyvhU4aU/s400/cartazaborto.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687657101127787170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 102);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Conferência Nacional de Mulheres aprova legalização do aborto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;por Maíra Kubík Mano&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“Direito ao nosso corpo, legalizar o aborto!” Foi sob esses gritos, muito debate e polêmica que a 3a Conferência Nacional de Mulheres, encerrada ontem em Brasília, aprovou a proposta de legalização do aborto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma  resolução, a meu ver, absolutamente coerente com o cenário brasileiro:  em nosso país, quase 2 milhões de abortos são realizados por ano, sendo  que 95% deles em situação de risco. As condições de ilegalidade em que  as mulheres estão submetidas têm gerado, por ano, cerca de 800 mil  internações nos serviços de saúde e provocado aproximadamente seis mil  mortes maternas. O aborto inseguro é a quarta causa de mortalidade  materna nos últimos cinco anos. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Diante  desse quadro, legalizar esse procedimento apenas dar assistência a  milhares de mulheres que veem nisso uma última alternativa. Não é justo  que apenas as classes alta e média, que conseguem pagar R$ 2 mil ou R$ 3  mil, tenham acesso ao aborto seguro.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:130%;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O que está em discussão aqui não é nenhum absurdo: em todo o mundo  56 países já adotaram a legalização ou a descriminalização do aborto e  outras 37 nações admitem IVGs por motivos econômicos ou de saúde mental e  mais 36 aceitam a interrupção para preservar a saúde física da mulher,  de uma maneira mais ampla. No total, são 93 Estados que, de forma menos  restritiva, descriminalizaram o aborto, de acordo com os dados da  associação Reproductive Rights. Algo em torno de 74,3% da população  mundial.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Do  outro lado dessa conta está o Brasil e outros 67 países que proíbem  completamente a prática ou abrem uma exceção bastante limitada, como em  caso de risco extremo para a vida da mãe e de estupro. Estes somam 25,7%  dos habitantes do planeta, a maioria na África, América Latina e no  mundo islâmico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma  em cada cinco brasileiras já interrompeu ao menos uma gravidez ao longo  de sua vida, por vontade própria, e as quase 3 mil delegadas da 3a Conferência Nacional de Mulheres simplesmente reconheceram essa situação. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Resta  saber o que o governo vai fazer se a diretriz fizer parte do próximo  Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, que supostamente aponta os  rumos das políticas públicas para o setor. A ministra da Secretaria de  Políticas para as Mulheres (SPM), Iriny Lopes, já disse que o assunto é  com o Congresso Nacional e tirou o time de campo. Ou seja, nem ela nem a  presidenta Dilma irão mover uma palha sobre o tema.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Enquanto isso, as mulheres continuam morrendo de aborto inseguro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:130%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://viva.mulher.blog.uol.com.br/arch2011-12-16_2011-12-31.html#2011_12-16_12_36_34-132652156-0"&gt;Blog Viva Mulher&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;::&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-8933750689967808542?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/8933750689967808542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=8933750689967808542&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/8933750689967808542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/8933750689967808542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/12/conferencia-nacional-de-mulheres-aprova.html' title='Conferência Nacional de Mulheres aprova legalização do aborto'/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-P-ZKofkXiLQ/Tu6d_7zzIqI/AAAAAAAADbs/mlycyvhU4aU/s72-c/cartazaborto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-8404115371469048743</id><published>2011-12-18T23:52:00.002-02:00</published><updated>2011-12-19T00:08:16.851-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.conferenciadasmulheres.com.br/blog/"&gt;&lt;img class="alignright size-thumbnail wp-image-6462" title="CartazCNDM" src="http://blogueirasfeministas.com/wp-content/uploads/2011/12/CartazCNDM-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 102);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;  Políticas Públicas para Mulheres&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="title"&gt;&lt;h2&gt;&lt;a href="http://blogueirasfeministas.com/2011/12/politicas-publicas-para-mulheres/" rel="bookmark" title="Permanent Link to Políticas Públicas para Mulheres"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt; &lt;/div&gt;      &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;por Bárbara Lopes, das Blogueiras Feministas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Durante a 3ª Conferência Nacional de Políticas para Mulheres,  perguntamos para militantes presentes: O que mais avançou em políticas  públicas para mulheres? O que você espera que avance? Juntamos as  respostas no &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=REzH17bEqnY" target="_blank"&gt;vídeo&lt;/a&gt; abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/REzH17bEqnY" allowfullscreen="" width="560" frameborder="0" height="315"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="text-align:center; display: block;font-size:130%;" &gt; &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Da  Conferência, sai um plano com as diretrizes que a sociedade civil e o  governo – já que é uma construção conjunta – esperam que norteiem as  políticas públicas para as mulheres. A Conferência é fundamental porque  acreditamos que o Estado tem um papel importante para mudar a vida das  mulheres. Entender as medidas que melhoram a situação das mulheres como  políticas públicas também significa que elas não devem ser isoladas, mas  parte de uma estratégia. A existência dessas políticas tem também um  poder simbólico – que precisa ser confirmado na prática, com a  efetivação dessas políticas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Plano Nacional de Políticas para Mulheres foi tema de um dos  painéis da 3ª Conferência e, entre as palestrantes, estava Tatau  Godinho, subsecretária de Planejamento e Gestão da Secretaria de  Políticas para Mulheres (SPM). Queria ressaltar dois pontos da fala  dela. O primeiro é sobre o tema da Conferência: “Autonomia e igualdade  para as mulheres”. Ela afirmou que a SPM pretende dar prioridade para a  autonomia econômica e social – no trabalho, na política, no lazer, etc. –  das mulheres agora, como foi prioridade o enfrentamento à violência na  gestão anterior.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O segundo ponto é o que Tatau colocou como “armadilha da  institucionalização”. No processo de construção da Conferência com as  etapas municipais e estaduais, houve um aumento no número de organismos  de políticas para mulheres (secretarias, coordenadorias, etc.), que  passaram de 294 para 432. Isso é um ganho importante. O perigo é, ao  transformar mulheres em gestoras de políticas, afastá-las do feminismo,  do movimento. E as políticas públicas, por mais poderosas que sejam, não  substituem a militância, a luta nas ruas, a que a gente faz todos os  dias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) fez um &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Pmcz7jpP1LU" target="_blank"&gt;vídeo&lt;/a&gt; de encerramento com um resumo dos vários dias de conferência, veja abaixo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/Pmcz7jpP1LU" allowfullscreen="" width="560" frameborder="0" height="315"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="text-align:center; display: block;"&gt;    &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;*Imagem do destaque: &lt;a href="http://www.conferenciadasmulheres.com.br/blog/galeria-de-fotos/" target="_blank"&gt;Auditório no 4° Dia da Conferência&lt;/a&gt;. Foto: 3° Conferência/Divulgação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://blogueirasfeministas.com/2011/12/politicas-publicas-para-mulheres/"&gt;Blogueiras Feministas&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;::&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-8404115371469048743?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/8404115371469048743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=8404115371469048743&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/8404115371469048743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/8404115371469048743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/12/politicas-publicas-para-mulheres-por.html' title=''/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/REzH17bEqnY/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-237517894114928725</id><published>2011-12-15T22:39:00.003-02:00</published><updated>2011-12-15T22:50:59.498-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-6qWycOv6XEE/TuqU-3uGfyI/AAAAAAAADbU/eiEbAwNtC64/s1600/metano%2Bpermafrost1.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 350px; height: 262px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-6qWycOv6XEE/TuqU-3uGfyI/AAAAAAAADbU/eiEbAwNtC64/s400/metano%2Bpermafrost1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5686521287338786594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;ilustração sobre o metano contido abaixo da camada de gelo Permafrost&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Choque: recuo do gelo do Oceano Ártico libera gases de efeito estufa mortais              &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A equipe de pesquisadores russos ficou estupefata depois de  encontrar 'fontes' de metano, em quantidade cem vezes maior que o já  visto, borbulhando até a superfície&lt;/span&gt;&lt;h2&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;              Por Steve Connor, no jornal &lt;a href="http://www.independent.co.uk/environment/climate-change/shock-as-retreat-of-arctic-sea-ice-releases-deadly-greenhouse-gas-6276134.html"&gt;The Independent&lt;/a&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;       &lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(0, 51, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Tradução de Idelber Avelar &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quantidades inéditas e dramáticas de  metano—um gás de efeito estufa 20 vezes mais potente que o dióxido de  carbono—foram vistas borbulhando até a superfície do Oceano Ártico por  cientistas que realizavam uma vistoria extensiva da região.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A escala e o volume da liberação de metano  deixaram estupefato o chefe da equipe russa de pesquisa que há vinte  anos vistoria o solo oceânico da Plataforma Ártica da Sibéria do Leste,  na costa norte da Rússia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Em entrevista exclusiva a &lt;em&gt;The Independent&lt;/em&gt;,  Igor Semiletov, do ramo extremo-oriental da Academia Russa de Ciências,  disse que nunca havia testemunhado a escala e a força do metano  liberado de debaixo do solo oceânico ártico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“Havíamos encontrado estruturas em formato  de tocha como esta, mas elas possuíam apenas dezenas de metros de  diâmetro. Esta é a primeira vez que encontramos estruturas de escoamento  contínuas, impressionantes e poderosas, de mais de 1.000 metros de  diâmetro. É impressionante”, disse o Dr. Semiletov. “Eu fiquei mais  estupefato pela simples escala e alta densidade das plumas. Em uma área  relativamente pequena encontramos mais de 100, mas numa área mais ampla  deve haver milhares de plumas”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os cientistas estimam que há centenas de  milhões de toneladas de gás metano presas por baixo do subsolo congelado  do Ártico, que se estende do continente até o solo oceânico do mar  relativamente raso da Plataforma Ártica da Sibéria do Leste. Um dos  maiores medos é que com o desaparecimento do gelo marinho do Ártico no  verão e a elevação rápida das temperaturas em toda a região, que já está  dissolvendo o subsolo congelado da Sibéria, o metano preso poderia ser  liberado de repente na atmosfera, levando a uma rápida e severa mudança  climática.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A equipe do Dr. Semiletov publicou, em  2010, um estudo avaliando que as emissões de metano dessa região são  mais ou menos de oito milhões de toneladas por ano, mas a expedição mais  recente sugere que esse número subestima significativamente o fenômeno.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-sjVBxHDDCFI/TuqU_MdrODI/AAAAAAAADbc/AWcaiBwN9j0/s1600/permafrost_melting_016.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 271px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-sjVBxHDDCFI/TuqU_MdrODI/AAAAAAAADbc/AWcaiBwN9j0/s400/permafrost_melting_016.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5686521292907034674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;camada de gelo Permafrost visível&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-sjVBxHDDCFI/TuqU_MdrODI/AAAAAAAADbc/AWcaiBwN9j0/s1600/permafrost_melting_016.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No final do verão, o navio de pesquisa  russo Acadêmico Lavrentiev conduziu uma vistoria extensiva de cerca de  10.000 milhas quadradas de mar a partir da costa do leste da Sibéria. Os  cientistas utilizaram quatro instrumentos altamente sensíveis, tanto  sísmicos como acústicos, para monitoras as “fontes” ou plumas de bolhas  de metano que sobem até a superfície do mar vindas de debaixo do solo  oceânico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“Numa área bem pequena, de menos de 10.000  milhas quadradas, contamos mais de 100 fontes, ou estruturas em formato  de tocha, borbulhando pela coluna d'água e sendo injetadas diretamente  na atmosfera a partir do subsolo oceânico”, disse o Dr. Semiletov. “Em  115 pontos estáticos, nós checamos e descobrimos campos de metano numa  escala impressionante—creio que numa escala jamais vista antes. Algumas  plumas eram de um quilômetro ou mais de largura e as emissões iam  diretamente para a atmosfera. A concentração era cem vezes maior que a  normal.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Dr. Semiletov divulgou suas descobertas  pela primeira vez na semana passada, no encontro da União Americana de  Geofísica, em San Francisco.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="display: block;" id="formatbar_Buttons"&gt;&lt;span class=" down" style="display: block;" id="formatbar_CreateLink" title="Link" onmouseover="ButtonHoverOn(this);" onmouseout="ButtonHoverOff(this);" onmouseup="" onmousedown="CheckFormatting(event);FormatbarButton('richeditorframe', this, 8);ButtonMouseDown(this);"&gt;&lt;img src="img/blank.gif" alt="Link" class="gl_link" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;img alt="http://www.arctic.noaa.gov/detect/detection-images/land-permafrost-romanovsky_fig6.jpg" src="http://www.arctic.noaa.gov/detect/detection-images/land-permafrost-romanovsky_fig6.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Original &lt;a href="http://www.independent.co.uk/environment/climate-change/shock-as-retreat-of-arctic-sea-ice-releases-deadly-greenhouse-gas-6276134.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.blogger.com/www.revistaforum.com.br/conteudo/detalhe_noticia.php?codNoticia=9636/choque:-recuo-do-gelo-do-oceano-%C3%83%C2%81rtico-libera-gases-de-efeito-estufa-mortais"&gt;Revista Fórum&lt;/a&gt; / &lt;a href="http://www.independent.co.uk/environment/climate-change/shock-as-retreat-of-arctic-sea-ice-releases-deadly-greenhouse-gas-6276134.html"&gt;The Independent&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://www.independent.co.uk/environment/climate-change/shock-as-retreat-of-arctic-sea-ice-releases-deadly-greenhouse-gas-6276134.html"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://www.independent.co.uk/environment/climate-change/shock-as-retreat-of-arctic-sea-ice-releases-deadly-greenhouse-gas-6276134.html"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Leia também: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ecodebate.com.br/2009/02/21/o-derretimento-do-permafrost-artico-e-uma-bomba-relogio-climatica/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O derretimento do permafrost Ártico é uma ‘bomba relógio’ climática&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;h2&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;::&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-237517894114928725?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/237517894114928725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=237517894114928725&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/237517894114928725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/237517894114928725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/12/ilustracao-sobre-o-metano-contido.html' title=''/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-6qWycOv6XEE/TuqU-3uGfyI/AAAAAAAADbU/eiEbAwNtC64/s72-c/metano%2Bpermafrost1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-7414629641031278007</id><published>2011-12-14T23:58:00.003-02:00</published><updated>2011-12-15T00:21:53.083-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-M6zAcLJIIro/TulZdsy5XWI/AAAAAAAADbE/4eG8oZ6qUO0/s1600/dalai%2Blama%2Bcolor.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 271px; height: 186px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-M6zAcLJIIro/TulZdsy5XWI/AAAAAAAADbE/4eG8oZ6qUO0/s400/dalai%2Blama%2Bcolor.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5686174371307674978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="caption"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dezoito maneiras de viver bem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;                               Por Dalai Lama&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;1-&lt;/span&gt;&lt;span class="text_exposed_show"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Leve em consideração que grandes amores, e grandes realizações envolvem grandes riscos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2-Quando você perder, não perca a lição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3-Siga os 3 Rs: respeito por você; respeito pelos outros; responsabilidade sobre suas ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4-Lembre-se de que não conseguir o que se quer algumas vezes é um tremendo golpe de sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5-Aprenda as regras, assim você saberá como quebrá-las devidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6-Quando você perceber que cometeu um erro, tome decisões imediatas para corrigi-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7-Passe algum tempo sozinho todo dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8-Abra seus braços às mudanças, mas não abandone seus valores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9-Lembre-se de que o silêncio às vezes é a melhor resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10-Viva uma vida boa e honorável. Assim, quando você envelhecer e voltar no tempo poderá aproveitá-la uma segunda vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11-Uma atmosfera de amor na sua casa é a base para a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12-Nos desentendimentos com aqueles que ama, lide somente com a situação em questão. Não revolva o passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13-Divida seus conhecimentos. É uma forma de atingir a imortalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14-Seja gentil para com a terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15-Lembre-se de que o melhor relacionamento é aquele no qual o amor pelo outro excede a necessidade dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16-Julgue seu sucesso pelas coisas das quais você teve que abrir mão para consegui-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17-Aproxime o ato de amar ao de cozinhar, e ouse despreocupadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18-Não permita que uma pequena disputa prejudique uma grande amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;::&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-7414629641031278007?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/7414629641031278007/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=7414629641031278007&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/7414629641031278007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/7414629641031278007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/12/dezoito-maneiras-de-viver-bem-por-dalai.html' title=''/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-M6zAcLJIIro/TulZdsy5XWI/AAAAAAAADbE/4eG8oZ6qUO0/s72-c/dalai%2Blama%2Bcolor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-7577843681909288595</id><published>2011-12-14T22:35:00.004-02:00</published><updated>2011-12-14T23:15:12.426-02:00</updated><title type='text'>A faxina urgente e necessária</title><content type='html'>::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-5lb750zqovE/TulJ7Vw3nPI/AAAAAAAADa4/7EI0J6Kc67E/s1600/alckmin-serra-covas1.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 176px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-5lb750zqovE/TulJ7Vw3nPI/AAAAAAAADa4/7EI0J6Kc67E/s400/alckmin-serra-covas1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5686157288335187186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Basta de privataria!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;São Paulo precisa mudar       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A faxina urgente e necessária&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;h1&gt;&lt;/h1&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Por Izaías Almada&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O ano de 2012 oferece ao eleitor brasileiro, ao eleitor paulista e ao  paulistano em particular, a excelente oportunidade de iniciar uma  providencial e necessária faxina no governo da cidade de São Paulo, e em  2014 no Palácio dos Bandeirantes, desalojando a gestão incompetente  moradora há quase vinte anos no Palácio dos Bandeirantes e oito anos na  cidade. Senão vejamos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Confrontada com a sua indigência programática e com as sucessivas  derrotas eleitorais nos últimos dez anos no plano federal, a atual  oposição brasileira, aquela que majoritariamente se abriga sob as siglas  do PSDB, DEM, PPS e agora do noviço PSD, cuja hipócrita defesa da  alternância do poder não leva em consideração quando se trata de seus  próprios interesses, tem que ser derrotada no Estado de São Paulo, sob o  risco de o estado continuar a servir de estorvo ao espírito  progressista assumido pelo país nos últimos anos. Tanto na capital em  2012, como no governo estadual em 2014.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E por quê? Pela simples razão de que essa oposição representa um  perigo para o modelo desenvolvimentista brasileiro, para a soberania do  país e para a própria democracia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Começaria aí o verdadeiro sentido da faxina, quer do ponto de vista  da alternância do poder, como tanto defendem em nível federal, quer do  ponto de vista ético, com o desmonte de uma engrenagem viciada, com a  limpeza das inúmeras falcatruas domésticas no estado, quando dezenas de  CPIs são engavetadas na assembléia estadual e ignoradas pela mídia e que  fariam destampar de vez o caldeirão do cinismo e da hipocrisia daqueles  que já não têm alternativas a oferecer ao novo Brasil, a não ser as da  sua própria incompetência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Como afirmou o jornalista Mino Carta em recente simpósio em Salvador,  “São Paulo é o estado mais reacionário da federação”. Sempre foi,  aliás. Não há aqui o que contestar. Desde as famosas marchas em 1964  para não irmos mais atrás à História pátria, São Paulo continua sendo o  depositário maior do espírito da Casa Grande em detrimento da Senzala.  Provas da afirmação do jornalista, a qual endosso, vão se acumulando no  dia a dia da política brasileira, ganhando patamares perigosos para o  próprio exercício da democracia, repito, mesmo que ainda incipiente e  tutelada, após os anos de ditadura.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;É em São Paulo que se localiza o quartel general da direita  brasileira, aquela que representa de fato o atraso, a submissão a  interesses estrangeiros, aquela que não perde a sua formação aculturada,  o seu preconceito contra pobres, negros e nordestinos, por exemplo,  aquela que morde o próprio cotovelo de inveja ao não querer reconhecer  que um metalúrgico sem diploma universitário, sem plumas e paetês, tirou  o país da condição de devedor passando-o a emprestador internacional.  Oposição no mais puro estilo quinta coluna.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;É em São Paulo também que se localiza o centro mais reacionário da  mídia corporativa que diariamente apostou suas fichas contra o governo  do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante oito anos e agora  continua a apostar contra o governo da presidenta Dilma Roussef na  esperança de que possa encontrar motivos políticos para enfraquecê-la e  preparar o terreno onde, numa eventual regresso ao governo federal,  façam o Brasil voltar ao mercado de negócios e interesse escusos em que  transformaram o país enquanto governaram, bem como o Estado de São Paulo  que governam há anos e agora a capital do estado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Tal qual na mitologia grega, o eleitor paulista entre outros tem que  fazer um dos trabalhos de Hércules e ir cortando as cabeças da Hidra,  tantos anos ignorada, e que insiste em renascer sob novos disfarces. Uma  dessas cabeças, talvez a mais perigosa, reúne jornais, revistas e  emissoras de televisão. Seu centro criativo e ideológico está em São  Paulo, onde editoriais e jornalistas de aluguel destilam seus  preconceitos ideológicos e sociais com o apoio do setor rentista, de  grandes agências de publicidade, bancos, latifúndios muitos deles  grilados, sucursais de empresas multinacionais, cujos interesses  defendem sem qualquer escrúpulo e com a aceitação a conivência de  grandes setores de uma classe média para fascista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-0AmPsSxvkOY/TulJdMrnNhI/AAAAAAAADas/wPd_GGAjG6E/s1600/cancer%2Bkassab%2Bandre%2Bdahmer.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 395px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-0AmPsSxvkOY/TulJdMrnNhI/AAAAAAAADas/wPd_GGAjG6E/s400/cancer%2Bkassab%2Bandre%2Bdahmer.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5686156770501146130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span id="more-10956"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;A promiscuidade desses atores do espectro econômico com seus  representantes nas câmeras de vereadores, assembleias estaduais e  principalmente em Brasília, através de lobbies com polpudas verbas nos  bolsos vai, a cada ano que passa, transformando São Paulo numa peça cada  vez mais encardida e rançosa no mapa político do país nesse início de  século XXI, com o arcabouço administrativo da cidade e do estado  engessado pela concepção econômica neoliberal e pela mesmice de quadros  políticos que têm um olho político em nosso passado ditatorial e outro,  econômico, na possibilidade de amealhar grandes fortunas no uso de  tecnologias do futuro e não só, num jogo que beneficia os governantes de  plantão e os seus apaniguados mais próximos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nesse audacioso jogo de assalto ao patrimônio público, onde o  exercício da política quase que anula a procura pelo bem estar da  coletividade, não é difícil enxergar, cada vez com maior nitidez os fios  trançados entre os já nem tanto obscuros interesses econômicos e  políticos da imprensa das quatro famiglias (Marinhos, Civitas, Mesquitas  e Frias), onde não se descarta sempre a possibilidade de um hipotético,  mas não de todo imprevisível golpe de estado, não aquele tradicional  com soldados na rua, fechamento do Congresso, toques de recolher, etc.,  mas um golpe que, sob certo aspecto, é mais perverso: o da  desinformação, quando não da repetição pura e simples de uma suposição,  de uma acusação irresponsável ou mesmo de uma mentira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nesse aspecto, o impressionante e minucioso relato contido no livro  PRIVATARIA TUCANA do jornalista Amaury Ribeiro Jr. não deixa dúvidas  quanto à necessidade do eleitor paulista e paulistano darem início  àquela que seria a verdadeira e necessária faxina para que o país  iniciasse nova jornada de recuperação ética. Arrumar a casa em São Paulo  e dar o exemplo para o resto do país, pois o denuncismo seletivo e  irresponsável que emana de certas redações paulistas recebeu agora um  duro golpe, pois aqui não se trata de denúncia sem provas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;São tantas as denúncias de práticas criminosas nos anos 90 que fica  difícil escolher qual a mais impressionante. Contudo, é curioso ver que  os principais beneficiários, econômicos e políticos, são paulistas, o  que não vem a ser exatamente uma coincidência, mas um jogo perverso pela  manutenção do poder político, e o pior deles: o poder de assaltar o  patrimônio público.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No meu entender, o eleitor paulista e paulistano têm o dever de fazer  uma assepsia ética e política das mais rigorosas, desinfetando o  Palácio dos Bandeirantes e a Prefeitura da Capital e devolvendo o Estado  de São Paulo ao leito do novo país que começa a se erguer na América  Latina e no mundo. Não se trata de comparar corrupções onde as houver,  mas de combatê-las com o rigor da lei quando provadas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E provas não faltam na PRIVATARIA TUCANA, provavelmente a mãe de  todas as corrupções entre nós nos últimos anos pós ditadura. Nada mal  que se pense numa CPI da Privataria, pois além dela convocar – com toda  certeza – a juízo público os principais personagens da dilapidação de  grande fatia da riqueza nacional para que expliquem o que fizeram, é  muito provável que surjam sólidos motivos jurídicos para se pensar em  uma ação de recuperação para o Estado de uma empresa como a VALE, por  exemplo. Isso sem falar na necessidade de se estabelecer maior rigor na  defesa de nossa soberania e na urgente reforma da Lei de Imprensa. Com a  palavra o Brasil progressista e genuinamente democrático.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;*Izaías Almada é escritor, dramaturgo e roteirista  cinematográfico, É  autor, entre outros, dos livros TEATRO DE ARENA, UMA  ESTÉTICA DE  RESISTÊNCIA, da Boitempo Editorial e VENEZUELA POVO E  FORÇAS ARMADAS,  Editora Caros Amigos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="display: block;" id="formatbar_Buttons"&gt;&lt;span onmouseover="ButtonHoverOn(this);" onmouseout="ButtonHoverOff(this);" onmouseup="" onmousedown="CheckFormatting(event);FormatbarButton('richeditorframe', this, 8);ButtonMouseDown(this);" class=" down" style="display: block;" id="formatbar_CreateLink" title="Link"&gt;&lt;img src="http://www.blogger.com/img/blank.gif" alt="Link" class="gl_link" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/a-faxina-urgente-e-necessaria.html#more-10956"&gt;Escrevinhador - blog do Rodrigo Vianna&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;::&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-7577843681909288595?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/7577843681909288595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=7577843681909288595&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/7577843681909288595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/7577843681909288595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/12/faxina-urgente-e-necessaria.html' title='A faxina urgente e necessária'/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-5lb750zqovE/TulJ7Vw3nPI/AAAAAAAADa4/7EI0J6Kc67E/s72-c/alckmin-serra-covas1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-8829421767488431880</id><published>2011-12-14T02:06:00.003-02:00</published><updated>2011-12-14T02:19:02.996-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='PSDB'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corrupção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Veronica Serra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tucanos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='privatizações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CPI da Privataria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='privataria tucana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FHC'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='José Serra'/><title type='text'>Textos sobre o livro-bomba "A Privataria Tucana":</title><content type='html'>::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="cursor: -moz-zoom-in; width: 360px; height: 526px;" alt="http://3.bp.blogspot.com/-8c-RaLoDtTE/TudARv1zOMI/AAAAAAAAMEk/uNenHapan5c/s980/privatariatucana.jpg" src="http://3.bp.blogspot.com/-8c-RaLoDtTE/TudARv1zOMI/AAAAAAAAMEk/uNenHapan5c/s980/privatariatucana.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Baixe o livro  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;" class="messageBody"&gt;"A Privataria Tucana": &lt;a href="http://www.megaupload.com/?d=F2Y31SMK" target="_blank" rel="nofollow nofollow"&gt;&lt;span&gt;http://www.megaupload.com/&lt;/span&gt;&lt;wbr&gt;&lt;span class="word_break"&gt;&lt;/span&gt;?d=F2Y31SMK&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 153);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Textos sobre o livro-bomba "A Privataria Tucana":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://jblog.jb.com.br/palavralivre/2011/12/13/a-privataria-tucana-%E2%80%94-o-resto-e-o-silencio-ensurdecedor/"&gt;A Privataria Tucana — O resto é o silêncio ensurdecedor&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5354"&gt;A mídia não sabe o que fazer com "A privataria tucana"&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/as_relacoes_perigosas_da_imprensa"&gt;As relações perigosas da imprensa&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/politica/a-%E2%80%9Cprivataria-tucana%E2%80%9D-de-amaury-ribeiro-jr-chega-as-bancas-cartacapital-relata-o-que-ha-no-livro/"&gt;Chega às livrarias ‘A Privataria tucana’, de Amaury Ribeiro Jr. CartaCapital relata o que há no livro&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/politica/os-bons-negocios-do-jp-morgan-com-veronica-serra/"&gt;Os bons negócios do JP Morgan com Verônica Serra…&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19205"&gt;Pedido de CPI e discursos quebram silêncio sobre Privataria Tucana&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogcidadania.com.br/2011/12/%E2%80%98privataria-tucana%E2%80%99-ja-pode-ser-considerado-best-seller/"&gt;‘Privataria Tucana’ já pode ser considerado best-seller&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/denuncias/amaury-ribeiro-jr-o-primo-mais-esperto-de-jose-serra.html"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;O primo mais esperto de José Serra, c&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/denuncias/amaury-ribeiro-jr-o-primo-mais-esperto-de-jose-serra.html"&gt;&lt;strong style="font-weight: normal;"&gt;apítulo 8 de A privataria tucana, de Amaury Ribeiro Jr., publicado com autorização da Geração Editorial&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://noticias.r7.com/blogs/nirlando-beirao/2011/12/12/a-imprensa-blinda-serra-o-eleitor-nao/"&gt;A imprensa blinda Serra. O eleitor, não&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19198"&gt;Emediato: “Silêncio da mídia com o livro do Amaury será rompido em breve”&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.revistaforum.com.br/blog/2011/12/12/leia-o-capitulo-11-do-livro-a-privataria-tucana/"&gt;Leia o Capítulo 11 do livro “A privataria tucana”&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.revistaforum.com.br/blog/2011/12/09/a-privataria-tucana-conheca-ricardo-sergio-de-oliveira/"&gt;A Privataria Tucana: conheça Ricardo Sérgio de Oliveira&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19196"&gt;Um sucesso de vendas cercado por um muro de silêncio&lt;/a&gt;&lt;span style="display: block;" id="formatbar_Buttons"&gt;&lt;span onmouseover="ButtonHoverOn(this);" onmouseout="ButtonHoverOff(this);" onmouseup="" onmousedown="CheckFormatting(event);FormatbarButton('richeditorframe', this, 8);ButtonMouseDown(this);" class=" down" style="display: block;" id="formatbar_CreateLink" title="Link"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span class="tilt_5"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/emediato-so-hoje-privataria-tucana-vendeu-155-mil-exemplares.html?awesm=fbshare.me_AfQSA&amp;amp;utm_campaign=&amp;amp;utm_medium=fbshare.me-facebook-post&amp;amp;utm_source=facebook.com&amp;amp;utm_content=fbshare-js-large"&gt;Livro que a mídia ignorou, vendeu 30,5 mil cópias em apenas 4 dias&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="messageBody"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www3.cinemaemcena.com.br/pv/BlogPablo/post/2011/12/12/Jornalismo-brasileiro-vergonhoso-corrompido-e-revoltante.aspx"&gt;Jornalismo brasileiro: vergonhoso, corrompido e revoltante&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="messageBody"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/o_escandalo_do_seculo"&gt;A PRIVATARIA TUCANA - O escândalo do século&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://youtu.be/ufUjcYOY_iE"&gt;&lt;span id="eow-title" class="long-title" dir="ltr" title="Debate sobre o livro &amp;quot;A Privataria Tucana&amp;quot; com Amaury Ribeiro Jr."&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ufUjcYOY_iE"&gt;Debate sobre o livro "A Privataria Tucana" com Amaury Ribeiro Jr. &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;  &lt;h1 id="watch-headline-title"&gt;      &lt;/h1&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://altamiroborges.blogspot.com/2011/12/amaury-desafia-os-privatas-da-midia.html"&gt;&lt;span class="messageBody"&gt;Amaury desafia os privatas da mídia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="messageBody"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/politica/a-privataria-tucana-vende-15-mil-exemplares-no-1%C2%BA-dia-nas-livrarias/"&gt;‘A privataria tucana’ vende 15 mil exemplares no 1º dia nas livrarias&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="messageBody"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.tijolaco.com/a-reportagem-de-amaury-e-um-processo-penal/"&gt;A reportagem de Amaury é um processo penal&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="messageBody"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.tijolaco.com/o-estrondoso-silencio-da-midia/"&gt;O estrondoso silêncio da mídia&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="messageBody"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogcidadania.com.br/2011/12/familias-midiaticas-estao-na-cola-do-amaury-saiba-por-que-2/"&gt;Famílias midiáticas estão na cola do Amaury. Saiba por quê&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="messageBody"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI5511127-EI6578,00-Livro+de+jornalista+acusa+Daniel+Dantas+de+pagar+propina+a+tucanos.html"&gt;Livro de jornalista acusa Daniel Dantas de pagar propina a tucanos&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="messageBody"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.casacinepoa.com.br/o-blog/jorge-furtado/privataria-tucana"&gt;Jorge Furtado sobre o livro Privataria Tucana&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="tilt_5"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/denuncias/privataria-tucana-livro-de-amaury-ribeiro-jr-explica-poder-de-serra.html"&gt;Leilões, arapongas e o poder de Serra&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.rodrigovianna.com.br/geral/a-fala-de-amaury-o-livro-e-a-cpi.html"&gt;A fala de Amaury, o livro e a CPI&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.tijolaco.com/do-paraiso-fiscal-ao-paraiso-sp-a-conexao-citco-phc/"&gt;Do paraíso fiscal ao Paraíso, SP. A conexão Citco-PHC&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&amp;amp;v=pJQFijdzRWw#t=6s"&gt;Comentário de &lt;strong&gt;Bob Fernandes&lt;/strong&gt; sobre o livro de Amaury Ribeiro Jr. e sobre o silêncio da mídia.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.tijolaco.com/a-inutil-moralidade-seletiva-da-midia/"&gt;A inútil “moralidade” seletiva da mídia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="messageBody"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.rodrigovianna.com.br/plenos-poderes/privataria-o-comeco-o-fim-e-o-meio.html"&gt;Livro do Amaury - Ricardo Sérgio: “o começo, o fim e o meio”&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.rodrigovianna.com.br/plenos-poderes/amaury-ribeiro-jr-explica-os-tentaculos-da-privatizacao-levam-a-jose-serra.html"&gt;&lt;span class="messageBody"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Amaury Ribeiro Jr. explica: “os tentáculos da privatização levam a José Serra”&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="messageBody"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://pontoecontraponto.com.br/?p=6794"&gt;Privataria Tucana – O maior escândalo de corrupção da história do Brasil &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="messageBody"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://mariafro.com.br/wordpress/2011/12/11/amaury-ribeiro-junior-em-entrevista-vou-mostrar-que-a-imprensa-que-me-ataca-e-socia-de-daniel-dantas/"&gt;Amaury Ribeiro Júnior em entrevista: vou mostrar que a imprensa que me ataca é sócia de Daniel Dantas&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="tilt_5"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/e-ja-que-voces-querem-ler-sobre-lavagem-de-dinheiro.html"&gt;E já que vocês querem ler sobre lavagem de dinheiro…&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="messageBody"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-reportagem-investigativa-da-decada"&gt;A reportagem investigativa da década&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="messageBody"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/12/11/privataria-cerra-e-o-pig-fazem-o-pacto-da-morte/"&gt;Privataria: Cerra e o PiG fazem o pacto da morte&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.fpabramo.org.br/o-que-fazemos/editora/livros/brasil-privatizado-o-um-balanco-do-desmonte-do-estado"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Brasil privatizado, O: Um balanço do desmonte do Estado&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="messageBody"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/politica/o-que-serra-tanto-temia/"&gt;O que Serra tanto temia&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="tilt_5"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/denuncias/a-bomba-que-vai-estourar-no-colo-de-teixeira.html"&gt;A bomba que vai estourar no colo de Teixeira&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="messageBody"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogcidadania.com.br/2011/12/imprensa-%E2%80%9Cindependente%E2%80%9D-esconde-livro-sobre-privataria-tucana/"&gt;Imprensa “independente” esconde livro sobre privataria tucana&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/politica/a-%E2%80%9Cprivataria-tucana%E2%80%9D-de-amaury-ribeiro-jr-chega-as-bancas-cartacapital-relata-o-que-ha-no-livro/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;‘A Privataria tucana’, de Amaury Ribeiro Jr., chega às bancas&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/12/09/como-o-livro-do-amaury-leva-o-fhc-para-a-cadeia/"&gt;Como o livro do Amaury leva o FHC para a cadeia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="messageBody"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/denuncias/os-amigos-sao-mais-perigosos-que-os-adversarios.html"&gt;“Os amigos são mais perigosos que os adversários”&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="tilt_5"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/denuncias/perfil-do-doutor-escuta-contratado-com-dinheiro-publico.html"&gt;Quem é o Doutor Escuta&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/denuncias/washington-araujo-o-silencio-ensurdecedor.html"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;O silêncio ensurdecedor&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;::&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-8829421767488431880?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/8829421767488431880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=8829421767488431880&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/8829421767488431880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/8829421767488431880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/12/textos-sobre-o-livro-bomba-privataria.html' title='Textos sobre o livro-bomba &quot;A Privataria Tucana&quot;:'/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-8c-RaLoDtTE/TudARv1zOMI/AAAAAAAAMEk/uNenHapan5c/s72-c/privatariatucana.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-524634962593742033</id><published>2011-12-09T13:38:00.003-02:00</published><updated>2011-12-09T13:47:12.895-02:00</updated><title type='text'>Os vazamentos que não saem na Mídia</title><content type='html'>::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-3J8QSxt10ig/TuItB-4CGaI/AAAAAAAADag/Jo_AnJ2ItVI/s1600/nigeria.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-3J8QSxt10ig/TuItB-4CGaI/AAAAAAAADag/Jo_AnJ2ItVI/s400/nigeria.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5684155191776123298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;CRIMES AMBIENTAIS DAS PETROLEIRAS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os vazamentos que não saem na Mídia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O vazamento no Golfo do México eclipsa o desastre no delta do rio Níger, onde se produze um 'Exxon Valdez' cada ano ( Madrid  - texto de  21/06/2010)&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt; por MANUEL ANSEDE - Tradução de Guadalupe Bárcena&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O presidente dos EEUU, Barack Obama, a chegado a gritar que quer  "chutar a bunda" dos diretivos da BP, a petroleira responsável da  plataforma que explodiu o passado 20 de abril provocando uma fuga de  mais de 400 milhões de litros de crudo ate a data. Seus ataques contra a  multinacional de origem britânico tem feito que a companhia trema e  perda a metade de seu valor na bolsa. Durante dois meses, só tem  existido um vazamento. Nem uma palavra sobre o que ocorre a miles de  quilômetros, no delta do rio Níger. Poderia se justificar a Obama  aduzindo que se debe preocupar pelo que acontece no seu país, mas o 40%  do petróleo que importa EEUU procede do delta do Níger. E a mareia negra  do Golfo do México tem coberto as negligencias das petroleiras em este  canto esquecido do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na passada terça feira, o ministro do  Meio Ambiente da Nigéria, John Odey, expresso sua "preocupação" perante  a excessiva quantidade de vazamentos da companhia estadunidense Exxon  Mobil no delta do rio Níger. Nos últimos quatro anos, 2.400 vazamentos  tem tingido de preto a região, a maior parte provocadas por sabotagens,  segundo a Agencia Nacional de Detecção e Resposta a os Vazamentos de  Petróleo. Uma mare preta como a que alaga hoje os médios de todo o mundo  não seria novidade na Nigéria. Em essas costas, segundo algumas  estimativas, se tem vertido quase 40.000 toneladas de cru cada ano no  último meio seculo. És como si um petroleiro como o da Exxon Valdez  naufragara todos os anos no delta do rio Níger.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt; A petroleira Shell admite um vazamento cada quatro dias na Nigéria&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E necessário que Exxon Mobil mostre mas prudencia na gestão de seus  verteduras", exigiu mornamente Odey apos uma reunião com diretivos da  petroleira. E uma mudança de estratégia em um governo acostumado a calar  ante os desastres ao médio ambiente causados pelas petroleiras. Nada a  ver com Obama e seus chutes na bunda. O 85% dos ingressos da Nigéria  dependem do gás e do petróleo.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt; Peixe contaminado&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"De  que maneira tao diferente funcionam as coisas na Nigéria. O governo  normalmente não se incomoda em emitir comunicados, mas não e só isso:  nunca sente a necessidade de desprestigiar estos vazamentos", denuncio  faz uns dias o professor nigeriano Anene Ejikeme, da Trinity University  de Santo Antônio (Texas), nas páginas do The New York Times.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt; O 40% do cru que importa EEUU procede do delta do rio africano&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diretora de assuntos globais de Amnistia Internacional, Audrey  Gaughran, autora de um exaustivo informe sobre o desastre do médio  ambiente no Golfo da Guine, descreveu assim a situação faz um ano já:  "Os que habitam no delta do Níger tem que beber, cozinhar e lavar-se com  agua contaminada. Comem peixe contaminado com petróleo e outras  toxinas, si e que conseguem ainda encontrar bancos de pesca. A terra que  cultivam esta se degradando. Trais os vazamentos de petróleo, o ar que  respiram cheira a petróleo, gás e outros agentes contaminantes. A gente  se queixa de problemas respiratórios e lesões na pele e, pesse a isto,  nem o Governo nem as petroleiras vigilam os efeitos da contaminação do  petróleo nos seres humanos".&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A responsabilidade da tragedia na  Nigéria não e só da Exxon Mobil. A companhia anglo-holandesa Shell, e a  maior operadora no pais, admitiu em maio que, só no 2009, mais de  100.000 de seus barris de petróleo (14.000 toneladas) acabarão  derramados na Nigéria. Uma mare preta da Shell cada quatro dias. "A  grande maioria dos vazamentos [o 70%, segundo seus cálculos] no delta do  Níger são resultado do sabotagem o devidos a fugas causadas quando  ladroes perfuram os oleodutos para roubar petróleo", se defendeu a  companhia, que assegura estar "comprometida a limpar todos os vazamentos  tao rápido como for possível".&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A opinião de Amnistia  Internacional e muito diferente. "Mesmo que a  Shell assegura que e uma  empresa social e ecologicamente responsável, segue causando danos  direitos a os direitos humanos ao não prevenir devidamente e mitigar os  efeitos de a contaminação e o dano ao medo ambiente no delta do Níger",  tem criticado Gaughran. Shell pagou pouco mais de três milhões de euros  em compensações a os proprietários das terras afetadas em 2009.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt; 280.000 milhões em ingressos e a viver com 80 cêntimos ao dia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Arabia Saudita da África, Nigéria, onde os políticos corruptos se  enchem os bolsos com muitos petrodólares, a esperança de vida ao nascer  de um cidadão e de 48 anos, 33 menos que um espanhol. E quase 100 de  cada 1.000 nenés morrem antes de cumprir o ano.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um velho  análises, elaborado em 2003 mas ainda vigente, derruba o discurso das  petroleiras sobre seu efeito beneficioso na sociedade. O economista  espanhol Xavier Sala i Martín, da Universidade estado-unidense de  Colúmbia, y Arvind Subramanian, do Fundo Monetário Internacional,  develarão que a porcentagem de pessoas que viviam com menos de um dólar  (0,8 euros) ao dia na Nigéria tinha pulado do 36% ao 70% da população  (uns 140 milhões de pessoas) entre 1970 e 2000. No mesmo período de  tempo, nos governos nigerianos ingressarão uns 280.000 milhões de euros  graças ao petróleo.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A principal operadora do país, Shell,  admite que o dinheiro do cru não chega a os cidadãos, mas se vangloria  de sua contribuição econômica. “A corrupção tem sido uma das barreiras  para transformar os ingressos do petróleo em benefícios para a população  da Nigéria”, assegura a multinacional num informe publicado faz umas  semanas.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo documento, a petroleira presume de ter  firmado contratos com empresas nigerianas por valor de 720 milhões de  euros em 2009 e de ter ingressado outros 36 milhões em um fundo para  melhorar a educação no país.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A multinacional assegura que o oro  negro não basta para criar riqueza. “Mesmo que se investisse bem, os  ingressos do petróleo na Nigéria não dão para muito no país más povoado  de África. Os ingressos totais por gás e petróleo divididos entre os 140  milhões de habitantes se reduzem a menos de um dólar ao dia por  pessoa”, explica Shell no seu informe.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O análise de Sala i  Martín e muito menos autocomplacente: “O petróleo exerce um impacto  negativo no crescimento a causa de seu impacto daninho na qualidade das  instituições”.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;::&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-524634962593742033?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/524634962593742033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=524634962593742033&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/524634962593742033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/524634962593742033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/12/crimes-ambientais-das-petroleiras-os.html' title='Os vazamentos que não saem na Mídia'/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-3J8QSxt10ig/TuItB-4CGaI/AAAAAAAADag/Jo_AnJ2ItVI/s72-c/nigeria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-3071227320366188803</id><published>2011-12-09T13:15:00.003-02:00</published><updated>2011-12-09T13:36:13.451-02:00</updated><title type='text'>Ativistas ambientais expõe os crimes da Chevron</title><content type='html'>::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-_K0ETYYyUqU/TuIqraFCKFI/AAAAAAAADaU/ZW3jrxzJjug/s1600/chevron%2Bnigeria.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-_K0ETYYyUqU/TuIqraFCKFI/AAAAAAAADaU/ZW3jrxzJjug/s400/chevron%2Bnigeria.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5684152604918163538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PARA CONHECER MELHOR A CHEVRON&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);font-size:180%;" &gt;Ativistas ambientais expõe os crimes da Chevron&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; por Gloria Rubac* - tradução de Matias Romero&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emem Okon viajou meio mundo da Nigéria até Houston para ir ao encontro  anual de acionistas da Chevron Oil Company em 27 de maio. Mas ela e  treze outras tiveram sua entrada negada a despeito de terem credenciais  de procuradoras.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Okon queria representar as vozes e contar as  histórias das mulheres no Delta do Níger - mulheres que em vão  telefonaram, escreveram cartas e protestaram na Nigéria. Elas se  organizaram para exigir que a Chevron limpe o meio-ambiente, termine com  as emissões das torres de queima de gases e respeite suas próprias  políticas de direitos humanos que exigem o dialógo bilateral entre a  companhia e as comunidades do Delta do Níger (press release do Justice  in Nigeria Now).&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As delegadas não só foram banidas, mas a  polícia prendeu cinco delas, as quais praticaram desobediência civil  depois de terem tido sua entrada negada. Entre as cinco presas estava  Antonia Juhasz, autora do livro “The True Cost of Chevron: An  Alternative Annual Report (O Custo Real Da Chevron: Um Relatório Anual  Alternativo).” Juhasz foi arrastada para fora da reunião enquanto  acionistas e seus rocuradores cantavam, "Chevron mente, gente morre!" O  presidente da companhia, John Watson, abruptamente interrompeu a  reunião.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros presos incluíram o Reverendo Ken Davis, da  Comunidade Por Um Meio-Ambiente Melhor, de Richmond, Califórnia; Juan  Parras do Serviço de Advocacia em Justiça Ambiental baseado em Houston e  Mitchell Anderson e Han Shan do Amazon Watch.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de sua  prisão, o Reverendo Davis declarou, "Represento uma área onde não há  salões de beleza, mercearias ou serviços de limpeza. Nossa indústria é a  Chevron. Meu povo respira sua contaminação todo dia e está  constantemente doente. Nossa saúde não está à venda" (press release do  Justice in Nigeria Now).&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ações da Chevron em Houston  contradizeram sua assim-chamada política de direitos humanos silenciando  as vozes de pessoas da Nigéria, Austrália, Equador, Burma, Colômbia,  Canadá e dos Estados Unidos. O nigeriano Omoyele Sowore explicou,  “Chevron prossegue em seu comportamento criminoso negando voz a seus  acionistas, como negou voz às comunidades impactadas a respeito de  poluição e mudança climática e eles continuam com sua conivência e  conchavos com as ditaduras militares em torno do mundo para calar as  vozes nas comunidades onde opera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:100%;" &gt; Publicado em 7 de junho de 2010&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.truecostofchevron.com/" target="_blank" rel="nofollow nofollow"&gt;www.TrueCostofChevron.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;::&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-3071227320366188803?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/3071227320366188803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=3071227320366188803&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/3071227320366188803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/3071227320366188803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/12/ativistas-ambientais-expoe-os-crimes-da.html' title='Ativistas ambientais expõe os crimes da Chevron'/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-_K0ETYYyUqU/TuIqraFCKFI/AAAAAAAADaU/ZW3jrxzJjug/s72-c/chevron%2Bnigeria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-5488701691962235845</id><published>2011-12-09T13:12:00.002-02:00</published><updated>2011-12-09T13:15:13.541-02:00</updated><title type='text'>Como o livro do Amaury  leva o FHC para a cadeia</title><content type='html'>&lt;h2&gt;&lt;/h2&gt;::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="attachment_45993" class="wp-caption alignnone" style="width: 637px"&gt;&lt;a title="cla do fhc" href="http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2011/12/cla-do-fhc.jpg"&gt;&lt;img class="size-full wp-image-45993" title="cla do fhc" src="http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2011/12/cla-do-fhc.jpg" alt="" height="276" width="627" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102);" class="wp-caption-text"&gt;Na foto, o clã FHC. Quem falta ?&lt;/p&gt;&lt;p class="wp-caption-text"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold;" class="wp-caption-text"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Como o livro do Amaury  leva o FHC para a cadeia&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 102);" class="wp-caption-text"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;por Paulo Henrique Amorim&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 102);" class="wp-caption-text"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;  Como diz o Amaury Robeiro Junior, no “Epílogo” de “A Privataria Tucana”:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No  México, o presidente Carlos Salinas de Gortari, santo padroeiro das  privatizações (ele entregou o México ao Slim) fugiu para Nova York num  jatinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente da Bolívia, Gonzalo Sánchez Lozada, que entregou até a água do país, fugiu para Miami aos gritos de “ assassino !”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fujimori,  o campeão das privatizações peruanas, admitiu pagar propinas ou  “briberization” – expressão do Joseph Stiglitz, que o Amaury gosta de  usar – no valor de US$ 15 milhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Argentina, ninguém, mais fala “Menem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando  é para se referir ao herói da privatização argentina, “el saqueo”, o  presidente Carlos Menem, se diz “Mendéz”, para não dar azar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menem fugiu para o Chile atrás de uma starlet e voltou para a Argentina munido de um mandato de Senador, para não ir em cana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, levam o Fernando Henrique a sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerra, Ministro do Planejamento, e o Farol de Alexandria presidiram à maior roubalheira das privatizações latino-americanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há o que se compare !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Daniel Dantas lavou e deslavou dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Carlos Jereissati e Sergio Andrade compraram a Telemar com ajuda de uma “briberization” ao Ricardo Sérgio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Vale também teve “briberization”, ofertada ao mesmo chefe da Tesouraria das campanhas de Cerra e Fernando Henrique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ricardo Sergio lavou, deslavou, cuidou da filha do Cerra e do genro do Cerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Farol de Alexandria entra no diálogo com o André Lara Rezende a tramar um lance da privatização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre  o Ministério das Comunicações e o BNDES entrava consorcio por uma  porta, saía outro pela outra, entrava a Previ por um lado, o dinheiro do  Banco Brasil por outro, a Elena saía por uma porta, o Arida entrava  pela outra – tudo no limite da “irresponsabilidade !”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se der m …”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o Amaury, deu, amigo navegante !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu “m…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roubaram em todos os tempos e modos, diria o Vieira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo  o Aloysio Biondi, que analisou o papel das “moedas podres” e dos  empréstimos do Mendonção no BNDES, O BRASIL DO FHC E DO CERRA PAGOU,  PAGOU PARA VENDER AS EMPRESAS ESTATAIS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Amaury cita o Bresser Pereira: “só um bobo dá a estrangeiros serviços públicos como as telefonias fixas e móveis”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Um bobo ou esperto”, ponderou o Amaury.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espertíssimo !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Delfim costuma dizer que o Cerra e o FHC “venderam o patrimônio e endividaram o país !”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois jenios !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E espertos !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Para dizer pouco !, não é isso Rioli, Preciado ?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o FHC com isso ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidiu a roubalheira e não vai parar na Justiça ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo roubava e ele ali, a ler Max Weber …&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A roubalheira no primeiro andar e ele na cobertura a tomar vinho francês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  Fujimori na cadeia, o Sanchez Lozada em Miami, o Salinas escondido num  bunker na cidade do México, o Mendéz refugiado no Senado, e o Farol de  Alexandria no Roda Morta e a pregar a Moralidade !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é que é Zé (&lt;a href="http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2010/12/29/ministro-da-dilma-defendeu-dantas-no-mpf-e-com-a-turma-do-berlusconi/" target="_blank"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;strong&gt;clique aqui para ler como os amigos do Dantas se referem ao Zé&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, com carinho e afeto) ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o brindeiro Gurgel: vai encarar o FHC ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não sabia de nada, brindeiro ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pau comia solto lá embaixo e ele ouvia Wagner !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva o Brasil !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Só o Visconti …)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/12/09/como-o-livro-do-amaury-leva-o-fhc-para-a-cadeia/"&gt;Conversa Afiada&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;::&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-5488701691962235845?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/5488701691962235845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=5488701691962235845&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/5488701691962235845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/5488701691962235845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/12/como-o-livro-do-amaury-leva-o-fhc-para.html' title='Como o livro do Amaury  leva o FHC para a cadeia'/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-803238662709534423</id><published>2011-12-09T13:00:00.002-02:00</published><updated>2011-12-09T13:11:56.248-02:00</updated><title type='text'>A estratégia da despolitização da crise política</title><content type='html'>::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-uLXj0oS9lDw/TuIlI8Ye8DI/AAAAAAAADaI/SFqz_-5m-zI/s1600/DEMOCRACIA.gif"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 282px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-uLXj0oS9lDw/TuIlI8Ye8DI/AAAAAAAADaI/SFqz_-5m-zI/s400/DEMOCRACIA.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5684146515272986674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;h1&gt;&lt;/h1&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A estratégia da despolitização da crise política&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A presidenta Dilma emprendeu, até aqui, uma estratégia de  despolitização da ofensiva sistemática aos integrantes de seu  Ministério. Quando isso não for mais possível, será mais difícil  formular uma agenda política com partidos desgastados num processo onde o  único resultado palpável, até agora, foi o de questionar a legitimidade  de cada  partido da base aliada. Inclusive do próprio PT.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;h2&gt;&lt;/h2&gt;                      &lt;p style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);" class="headline-link"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;por Maria Inês Nassif*&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold;" class="headline-link"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                                   &lt;p class="texto"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O que causa espécie nas crises políticas  enfrentadas pela presidenta Dilma Roussef desde 1° de janeiro até o mês  que encerra 2011 é a sua estratégia, até agora bem-sucedida, de  despolitizar a ofensiva sistemática aos integrantes de seu Ministério  pela imprensa, por partidos aliados ou, em menor intensidade, por  partidos adversários. Na verdade, a despolitização é o resultado mais  evidente do comportamento da presidenta, de substituir ministros num  prazo não tão pequeno que pareça rendição aos ataques ou dê a impressão  de que suprimiu direito de defesa do acusado, nem tão grande que pareça  que vá comprar a briga por um subalterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, um  comportamento político previsível como este não deixa de alimentar, do  lado da imprensa, a vaidade do poder que decorre de uma derrubada de  ministro; e, dos "amigos" do poder, a tentação de aproveitar as  oportunidades que se colocam para ocupar espaços dentro de seu partido  ou em favor da sua legenda na base de apoio do governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para  ambos, amigos e inimigos, prevalece a estratégia do "vazamento" de  informações; a mídia entra com a escandalização do fato, existam ou não  indícios crimes cometidos (a estratégia da repetição é muito eficiente  nisso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até agora, houve despolitização porque a presidenta tem  demitido o auxiliar sob a mira dos atiradores de elite antes que o  ataque especulativo ao governo não resulte em um grande desgaste.  Convenha-se, no entanto, que a soma de pequenos desgastes resultantes da  queda de sete ministros, com grandes chances de emplacar um oitavo,  acaba, no mínimo, colocando o governo em constante defensiva. A opção de  ir levando a administração com as orientações políticas emanadas do  Palácio do Planalto, as soluções técnicas gerenciadas pela Casa Civil e  uma gestão mais coesa das políticas econômica e monetária, reduzindo a  importância dos ministros impostos pelos partidos da bases aliada, tem  lá os seus limites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra razão da despolitização é o estado de  pauperização da oposição, que saiu pequena das eleições do ano passado e  se viu ainda mais desimportante depois do racha do DEM, patrocinado  pelo prefeito paulista Gilberto Kassab. A ofensiva oposicionista parte  da imprensa, mas a denúncia, vinda de fora dos partidos e ao estilo"  imprensa marrom", como já designava Antonio Gramsci no início do século  passado, tem bastante eficiência na formação de consensos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por  enquanto, os consensos são sedimentados na parcela que lê jornal ou  acessa mídias tradicionais - que no caso brasileiro é muito restritra,  perto dos muitos recém-letrados que não entraram apenas na sociedade de  consumo de bens duráveis, mas também na sociedade de consumo de cultura,  mas pela porta da internet - são o de que todos os partidos são iguais  (ou a esquerda no poder se corrompe mais do que a direita, portanto todo  poder à direita); e que a democracia tem uma eficiência questionável do  ponto de vista ético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais adiante, depois de mais alguns  ministros derrubados, pode consolidar-se o consenso nessa classe mais  tradicional (que tem mais tempo de vida na sociedade de consumo e  consome mais) de que Dilma é boa técnica, mas está inviabilizada pela  política. Agora, a moda é bater no "presidencialismo de coalizão", como  se o problema fossem as alianças, e não a excessiva exposição dos  partidos ao poder econômico, via financiamento privado de partidos e de  eleições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando despolitiza esse debate, colocando-o apenas na  órbita das suspeitas que devem ser investigadas pela polícia e apuradas  pela Justiça, Dilma se afasta dos partidos políticos que podem  prejudicar a sua imagem perante a opinião pública que forma consensos  via mídia tradicional (sem que possa prever até quando conseguirá  separar os partidos da base aliada de seu governo). Perde, todavia, a  autoridade política para discutir, junto aos partidos, soluções  estruturais para a renovação da estrutura partidária brasileira. Se a  postura diante das sucessivas crises com os partidos tivesse sido a de  assumir a discussão sobre as necessidades de financiamento do sistema  que colocam a política no submundo da economia, poderia ter liderado um  debate sobre a  reforma política mesmo arriscando contrariar parte da  base aliada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente a Presidência da República tem, hoje, um  poder de agendamento político que pode se contrapor ao da mídia - os  veículos tradicionais podem estar ilhados, como formadores de opinião,  nas classes tradicionais, mas ainda têm grande poder de definir os temas  da agenda. Tanto que as denúncias contra ministros pautaram o cenário  nacional, enquanto corria paralelamente no Congresso, a duras penas e  sem qualquer ajuda do governo, o debate sobre a reforma política,  adiado, como sempre, para outra oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A neutralização  "técnica" dessas denúncias, como lembrou Luís Nassif ontem (7/12), em  seu blog, foi de alguma forma sustentada pela gestão econômica. Com a  errada de mão da política de juros do BC no primeiro semestre, e os  resultados pífios de crescimento nesse final de ano, a eficiência da  estratégia de sobrepor a gestão técnica aos problemas políticos do  governo pode ser bem menor. E quando a despolitização não for mais  possível, será mais difícil formular uma agenda política com partidos  desgastados num processo onde a único resultado palpável, até agora, foi  o de questionar a legitimidade de cada  partido da base aliada.  Inclusive do próprio PT.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;            &lt;/span&gt;                      &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="linha-fina"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;(*) Colunista política, editora da Carta Maior em São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="linha-fina"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5345"&gt;Carta Maior&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="linha-fina"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;::&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-803238662709534423?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/803238662709534423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=803238662709534423&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/803238662709534423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/803238662709534423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/12/estrategia-da-despolitizacao-da-crise.html' title='A estratégia da despolitização da crise política'/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-uLXj0oS9lDw/TuIlI8Ye8DI/AAAAAAAADaI/SFqz_-5m-zI/s72-c/DEMOCRACIA.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-8203714789001318062</id><published>2011-12-07T21:47:00.003-02:00</published><updated>2011-12-07T21:49:42.417-02:00</updated><title type='text'>17% acham que mal vestidos deveriam ser barrados</title><content type='html'>::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-Z8FyObsH6xA/Tt_7edBOynI/AAAAAAAADZ8/cKut95UnR6U/s1600/charge%2Bangeli%2Bpobres%2Bricos.gif"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Z8FyObsH6xA/Tt_7edBOynI/AAAAAAAADZ8/cKut95UnR6U/s400/charge%2Bangeli%2Bpobres%2Bricos.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5683537755369294450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ELITE REACIONÁRIA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; 17% acham que mal vestidos deveriam ser barrados&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;h2&gt;&lt;span class="tilt_5"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;          &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;por&lt;strong&gt; Luiz Carlos Azenha&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quem faz a cabeça da classe C, ou das assim chamadas novas classes médias?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Segundo Renato Meirelles, do Datapopular, os amigos, muito mais que a Globo ou outras emissoras de TV.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O pesquisador participou do seminário sobre o Mercado Futuro da  Comunicação, promovido pela AlterCOM (Associação Brasileira de Empresas e  Empreendedores da Comunicação), e surpreendeu a plateia com os  resultados das pesquisas que faz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Meirelles constatou, por exemplo, que as pessoas das classes A e B  ainda têm certa dificuldade de lidar com a ascensão social alheia. Num  levantamento em que foram ouvidas 18.365 pessoas, algumas das respostas  que surpreenderam, de acordo com um slide apresentado por ele:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Para 55,3% dos entrevistados, os produtos deveriam ter versões para ricos e para pobres;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;48,4% acham que a qualidade dos serviços piorou com o maior acesso da população;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;62,8% se incomodam com o aumento das filas originados pela ampliação do acesso;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;49,7% preferem ambientes com pessoas do mesmo nível social;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;17,1% acham que todos os lugares deveriam ter elevadores separados (para ricos e pobres);&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;26,4% acham que metrô aumenta o número de pessoas indesejáveis na região;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;17,1% consideram que pessoas mal vestidas deveriam ser barradas em certos lugares.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Isso explica, em parte, a preocupação com a “gente diferenciada”, &lt;a href="http://www.viomundo.com.br/humor/higienopolis-o-churrascao-da-gente-diferenciada.html"&gt;&lt;strong&gt;que invadiria o Higienópolis se uma estação de metrô fosse construída no bairro&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Datapopular calcula que as novas classes médias representam um mercado de 1 trilhão de reais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Meirelles divide a classe C em duas turmas:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;C1&lt;/strong&gt;, para os que têm renda individual entre R$ 770,50 e 1.249,99 mensais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;C2&lt;/strong&gt;, entre R$ 291,00 e 770,49 mensais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;De acordo com os números apresentados por Meirelles, a classe C não  reproduz o padrão das classes A e B e prefere produtos nacionais aos  importados (nacionais preferidos por 62% na classe C, 25% nas classes A e  B).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pesquisar preço é um hábito comum (88% dos entrevistados da classe C o fazem), mas adotado pela minoria nas classes A e B (44%).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Em termos de consumo, a propaganda mais eficaz nas novas classes  médias é feita no boca-a-boca (65%), o que já não funciona tanto na  classe A (19%). Meirelles atribui isso às redes de solidariedade que se  formam especialmente entre amigos e vizinhos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Outro dado interessante, obtido a partir da pesquisa de hábitos de  compra: a elite compra mais produtos “vagabundos” que a classe C.  Meirelles atribui isso ao fato de que, no supermercado, quem tem mais  dinheiro não se preocupa tanto com a qualidade de produtos que não vai  usar diretamente, como os de limpeza, comprados para uso das empregadas  domésticas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Com a classe C ascendem também os negros, que assumem um novo papel  de protagonismo econômico (representam, hoje, um mercado de 673 bilhões  de reais).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Na classe A, em cada 100 reais gastos pela família, os jovens são responsáveis por 11.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Na classe C, em cada 100 reais gastos pela família, os jovens são responsáveis por 53.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Na classe A, só 10% dos filhos têm mais educação formal que os pais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Na classe C, 68%.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Por conta da maior taxa de fertilidade, há mais jovens na classe C.  Relativamente aos pais, gastam mais e estudam mais. Portanto, têm um  papel social mais relevante dentro da família.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O conjunto de dados indica, segundo Renato Meirelles, que os jovens,  as mulheres e os negros são os novos protagonistas no cenário econômico e  político do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Onde é que eles se informam?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mais na internet do que na TV aberta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No passado, lembrou Meirelles, se dizia que a TV era a janela para o  mundo. A internet é vitrine. Onde a classe C se mostra e quer ser vista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Datapopular vai divulgar um estudo em fevereiro demonstrando que a  universalização da banda larga teria um papel tão importante quanto a do  ensino fundamental para as novas classes médias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Frase de Renato Meirelles a partir dos dados sobre as novas classes médias e a internet: “&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/politica/o-mais-preparado-para-governar-collor-48-lula-30.html"&gt;&lt;strong&gt;A manipulação da edição do debate eleitoral de 1989&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; (entre Fernando Collor e Lula, pela Globo) seria impossível hoje”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Leia também:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div id="noticia_sec"&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/denuncias/luana-santos-quando-homens-e-mulheres-sao-tratados-como-ratos.html"&gt;Luana Santos: Quando homens e mulheres são tratados como ratos&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div id="noticia_sec"&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/as-redes-sociais-e-o-interesse-publico.html"&gt;As redes sociais e o interesse público&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div id="noticia_sec"&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/erick-magalhaes-com-negros-pode.html"&gt;Erick Magalhães: Com negros, pode!&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div id="noticia_sec"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/luciano-martins-costa-imprensa-perdeu-boa-oportunidade-de-discutir-falta-urbano.html"&gt;Luciano Martins Costa: Imprensa perdeu boa oportunidade de discutir falta de planejamento urb&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/luciano-martins-costa-imprensa-perdeu-boa-oportunidade-de-discutir-falta-urbano.html"&gt;ano&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div id="noticia_sec"&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/humor/rodrigo-vianna-o-churrasquinho-tem-la-o-seu-valor.html"&gt;Rodrigo Vianna: O churrasquinho tem lá o seu valor&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div id="noticia_sec"&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/humor/higienopolis-o-churrascao-da-gente-diferenciada.html"&gt;Higienópolis: O churrascão da “gente diferenciada”&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/correio-da-cidadania-belo-monte-e-as-mineradoras.html"&gt;Correio da Cidadania: Belo Monte e as mineradoras&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.viomundo.com.br/politica/renato-meirelles-17-acham-que-mal-vestidos-deveriam-ser-barrados.html"&gt;Viomundo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;::&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-8203714789001318062?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/8203714789001318062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=8203714789001318062&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/8203714789001318062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/8203714789001318062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/12/17-acham-que-mal-vestidos-deveriam-ser.html' title='17% acham que mal vestidos deveriam ser barrados'/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Z8FyObsH6xA/Tt_7edBOynI/AAAAAAAADZ8/cKut95UnR6U/s72-c/charge%2Bangeli%2Bpobres%2Bricos.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-3792215356950468426</id><published>2011-12-06T21:24:00.001-02:00</published><updated>2011-12-06T21:26:04.254-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='USA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bowling for Columbine'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='NRA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Michael Moore'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tiros em Columbine'/><title type='text'>Breve descrição da história dos EUA por Michael Moore - Legendado</title><content type='html'>::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/_WR4ARhKwS0" allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Esse video é um trecho do filme documentário de Michael Moore Bowling  for Columbine ou Tiros em Columbine que ganhou um Oscar de melhor filme  documentário. Essa animação satírica foi feita pelos mesmos autores da  série de animação South Park. O vídeo retrata a forma violenta com a  qual os EUA conseguiu a posição opressora em que esta situado hoje em  dia. Uma sociedade alicerçada na violência, no capitalismo, e no  preconceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;::&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-3792215356950468426?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/3792215356950468426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=3792215356950468426&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/3792215356950468426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/3792215356950468426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/12/breve-descricao-da-historia-dos-eua-por.html' title='Breve descrição da história dos EUA por Michael Moore - Legendado'/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/_WR4ARhKwS0/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-6422801015018841481</id><published>2011-12-06T18:53:00.001-02:00</published><updated>2011-12-06T23:47:45.479-02:00</updated><title type='text'>A obsessão por ‘austeridade econômica’ é querer apagar o incêndio com gasolina</title><content type='html'>::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="post-header"&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-pTKGXyljJSw/TtzAQ3QpcdI/AAAAAAAAMDk/YM_uF_wyMYc/s1600/ipad-art-wide-euro-420x0.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-pTKGXyljJSw/TtzAQ3QpcdI/AAAAAAAAMDk/YM_uF_wyMYc/s640/ipad-art-wide-euro-420x0.jpg" border="0" height="462" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: rgb(153, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Matando o euro&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;por Paul Krugman*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pode o euro ser salvo? Não faz muito tempo,  disseram que o pior resultado possível seria um calote da Grécia.  Agora, um desastre muito maior que isso parece altamente provável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Embora os líderes da Europa insistam em que  o problema são os gastos excessivos nos países devedores, o problema  real está nos gastos insuficientes na Europa como um todo. E os esforços  dos líderes, exigindo austeridade cada vez maior, vêm tendo um papel  importante em agravar a situação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nos anos que antecederam a crise de 2008, a  Europa, assim como a América, teve bancos descontrolados e acúmulo  acelerado de dívida. Na Europa, porém, boa parte dos empréstimos foi  feita entre países, com recursos da Alemanha fluindo para o sul. Eles  eram vistos como de baixo risco: afinal, os destinatários operavam com o  euro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A maior parte desses empréstimos foi para o  setor privado, não para governos. Só a Grécia acumulou grandes deficits  nos anos bons.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Então a bolha estourou. Os gastos privados  nos países devedores caíram fortemente. E a pergunta que os líderes  deveriam ter feito era como impedir que aqueles cortes nos gastos  provocassem desaceleração econômica em toda a Europa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ao invés disso, porém, eles reagiram ao  aumento inevitável dos deficits, movido pela recessão, exigindo que  todos os governos - não só os dos países devedores - reduzissem gastos e  elevassem impostos. Os avisos de que isso aprofundaria a recessão foram  rejeitados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Espere, há mais. Durante os anos de  dinheiro fácil, os salários e preços no sul da Europa subiram  substancialmente mais que os do Norte. Essa divergência precisa ser  revertida, ou com queda nos preços no Sul ou com elevação no Norte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E isso faz diferença: se o Sul for forçado a  abrir caminho para a competitividade à custa de deflação, pagará alto  preço em termos de emprego e agravará seus problemas de dívida. A chance  de êxito seria bem maior se o desnível fosse corrigido com elevação dos  preços no Norte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas, para isso, os responsáveis políticos  teriam de aceitar inflação temporariamente mais alta na zona do euro  como um todo. E eles já deixaram claro que não aceitarão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os mercados já perderam a confiança no euro  como um todo. Não é difícil entender. A combinação de austeridade para  todos e um banco central morbidamente obcecado com a inflação torna  essencialmente impossível os países endividados escaparem de sua  armadilha de dívida; logo, ela é uma receita de calotes sobre dívidas,  corridas a bancos e colapso generalizado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-XOZp1Xy89GQ/TtzAbpw9xmI/AAAAAAAAMDs/DGyZr-n2OcM/s1600/european-bank-failures-and-euro-crisis.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-XOZp1Xy89GQ/TtzAbpw9xmI/AAAAAAAAMDs/DGyZr-n2OcM/s320/european-bank-failures-and-euro-crisis.jpg" border="0" height="248" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Na  América, assim como na Europa, a economia está sendo puxada para baixo  por devedores inadimplentes. Também aqui precisamos de políticas fiscais  e monetárias expansivas, que sustentem a economia enquanto esses  devedores lutam para recuperar sua saúde financeira. No entanto, aqui  também o discurso público é dominado por obcecados por deficit e  inflação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Portanto, na próxima vez em que você ouvir  alguém afirmar que, se os EUA não reduzirem os gastos, vamos nos  converter numa Grécia, sua resposta deve ser que, se de fato reduzirmos  gastos enquanto a economia está em depressão, vamos nos converter numa  Europa. Na realidade, já estamos a meio caminho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;*Artigo do economista &lt;/span&gt;&lt;b style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Paul Krugman&lt;/b&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;, Nobel de Economia de 2008. Publicado no último sábado 3/12, na &lt;/span&gt;&lt;i style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Folha&lt;/i&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Fonte: Folha / &lt;a href="http://diariogauche.blogspot.com/2011/12/obsessao-por-austeridade-economica-e.html"&gt;Diário Gauche&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;::&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-6422801015018841481?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/6422801015018841481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=6422801015018841481&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/6422801015018841481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/6422801015018841481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/12/obsessao-por-austeridade-economica-e.html' title='A obsessão por ‘austeridade econômica’ é querer apagar o incêndio com gasolina'/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-pTKGXyljJSw/TtzAQ3QpcdI/AAAAAAAAMDk/YM_uF_wyMYc/s72-c/ipad-art-wide-euro-420x0.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-2640899391404387820</id><published>2011-12-06T18:22:00.004-02:00</published><updated>2011-12-06T18:41:18.997-02:00</updated><title type='text'>Regular a mídia para democratizar a comunicação</title><content type='html'>::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-MqX6vroF6ZM/Tt576jgXYEI/AAAAAAAADZw/wJc4lznmUU4/s1600/PIG_Porquinhos.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 321px; height: 299px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-MqX6vroF6ZM/Tt576jgXYEI/AAAAAAAADZw/wJc4lznmUU4/s400/PIG_Porquinhos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5683116025681764418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h1&gt;&lt;/h1&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Regular a mídia para democratizar a comunicação                      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A bandeira da democratização da mídia esconde uma  falácia: insinua que a grande mídia, privada e comercial, seria passível  de ser democratizada. Em termos da teoria liberal da imprensa, isso  significaria trazer para dentro de si mesma “o mercado livre de ideias”  representativo do conjunto da sociedade, isto é, plural e diverso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;h2 style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;                      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="font-weight: bold;" class="headline-link"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;por Venício Lima*&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;                                   &lt;/span&gt;&lt;p class="texto"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;i&gt;Publicado originalmente na &lt;a href="http://www.teoriaedebate.org.br/colunas/midia/regular-midia-para-democratizar-comunicacao" target="_blank"&gt;revista Teoria e Debate&lt;/a&gt;, n° 95, dezembro de 2011.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao  longo de 2011 participei de diversos debates sobre a mídia em  diferentes estados brasileiros, e em todos certas questões sempre  aparecem. O que significa democratizar a comunicação? Controle social da  mídia é censura? A internet democratiza a comunicação? Liberdade de  expressão e liberdade de imprensa são a mesma coisa? O que é “marco  regulatório das comunicações”?&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os debates e suas perguntas  recorrentes expressam a existência de um inegável “mal-estar”  generalizado e cada vez mais difícil de esconder. Até mesmo a grande  mídia está sendo obrigada a reconhecer que, independentemente de sua  vontade, as transformações por que ela passa em decorrência da revolução  digital e seu papel na democracia finalmente entraram na agenda pública  e estão, sim, sendo debatidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse contexto, uma diferença  conceitual que me parece fundamental é aquela existente entre regular a  mídia e democratizar a comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em artigo publicado no &lt;a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/como-democratizar-as-comunicacoes" target="_blank"&gt;Observatório da Imprensa nº 555&lt;/a&gt;,  há mais de dois anos, chamei a atenção para o fato de que “democratizar  a comunicação” tem sido uma espécie de bandeira histórica dos segmentos  organizados da sociedade civil comprometidos com o avanço no setor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia,  essa bandeira esconde uma falácia: insinua que a grande mídia, privada e  comercial, seria passível de ser democratizada. Em termos da teoria  liberal da imprensa, isso significaria trazer para dentro de si mesma “o  mercado livre de ideias” (&lt;i&gt;the market place of ideas&lt;/i&gt;) representativo do conjunto da sociedade, isto é, plural e diverso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Argumentei  que essa bandeira encontra dificuldades incontornáveis identificadas,  sobretudo, com relação aos mitos da imparcialidade e da objetividade  jornalística e da independência dos conglomerados de mídia. Ademais,  mostrou-se inviável em sociedades como a Inglaterra, onde existe uma  tradição historicamente consolidada de imprensa partidária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Democratizar  a mídia”, portanto, seria viável apenas por meio de políticas públicas  que garantam a regulação do mercado das empresas de mídia (a não  oligopolização), vale dizer, basicamente, a concorrência entre as  empresas que exploram o serviço público de radiodifusão e/ou as empresas  de mídia impressa (que publicam jornais e revistas). E mais:  estimulando a “máxima dispersão da propriedade” (Edwin Baker) através da  criação e consolidação de sistemas alternativos de mídia –  públicos/comunitários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As normas e princípios para esse fim já  estão na Constituição Federal, sobretudo no §5º do artigo 220, que diz  expressamente que “os meios de comunicação social não podem, direta ou  indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio”, e no “princípio  da complementaridade” dos sistemas privado, público e estatal de  radiodifusão, inserido no artigo 223, como critério a ser observado para  as outorgas e renovações das concessões desse serviço público. Só que,  como todos sabemos, essas normas e princípios não foram regulamentados  pelo Congresso Nacional, e, portanto, não são cumpridos.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por óbvio, regular o mercado nada tem a ver com regular o conteúdo da mídia existente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já  a democratização da comunicação é um processo no qual temos avançando,  em especial, por intermédio das potencialidades oferecidas pela  internet. Aqui a bandeira principal é a inclusão digital, por meio da  oferta de computadores a preços acessíveis a todos os segmentos da  população e da universalização da banda larga, possibilitando a todos  acesso de qualidade ao espaço interativo da internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regular o  mercado de mídia e democratizar a comunicação são, na verdade, aspectos  complementares da conquista do direito à comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho  reiterado que conquistá-lo significa garantir a circulação da  diversidade e da pluralidade de ideias existentes na sociedade, isto é, a  universalidade da liberdade de expressão individual e coletiva. Essa  garantia tem de ser buscada tanto “externamente” – pela regulação do  mercado (sem propriedade cruzada nem oligopólios, priorizando a  complementarida&lt;span style="display: block;" id="formatbar_Buttons"&gt;&lt;span onmouseover="ButtonHoverOn(this);" onmouseout="ButtonHoverOff(this);" onmouseup="" onmousedown="CheckFormatting(event);FormatbarButton('richeditorframe', this, 8);ButtonMouseDown(this);" class=" down" style="display: block;" id="formatbar_CreateLink" title="Link"&gt;&lt;img src="http://www.blogger.com/img/blank.gif" alt="Link" class="gl_link" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;de dos sistemas público, privado e estatal e a criação e  consolidação de sistemas públicos/comunitários alternativos) – quanto  “internamente” à mídia – cobrando o cumprimento dos Manuais de Redação  que prometem (mas não praticam) a imparcialidade e a objetividade  jornalística possíveis. E tem de ser buscada também no acesso universal à  internet, explorando suas imensas possibilidades de superação da  unidirecionalidade da mídia tradicional pela interatividade da  comunicação dialógica, vale dizer, garantindo a participação e a  presença de mais vozes no debate público.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;             &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;                      *Professor Titular de Ciência Política e  Comunicação da UnB (aposentado) e autor, dentre outros, de Regulação  das Comunicações – História, poder e direitos, Editora Paulus, 2011.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5342"&gt;Carta Maior&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);font-size:180%;" &gt;VEJA O VÍDEO:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:180%;" &gt; Como a mídia brasileira sufoca a liberdade de expressão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://player.vimeo.com/video/7459748?title=0&amp;amp;byline=0&amp;amp;portrait=0" webkitallowfullscreen="" mozallowfullscreen="" allowfullscreen="" frameborder="0" height="265" width="400"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/7459748"&gt;Levante sua voz&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/pedroekman"&gt;Pedro Ekman&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com/"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;::&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-2640899391404387820?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/2640899391404387820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=2640899391404387820&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/2640899391404387820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/2640899391404387820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/12/regular-midia-para-democratizar.html' title='Regular a mídia para democratizar a comunicação'/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-MqX6vroF6ZM/Tt576jgXYEI/AAAAAAAADZw/wJc4lznmUU4/s72-c/PIG_Porquinhos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-7618970720127361490</id><published>2011-12-05T15:11:00.003-02:00</published><updated>2011-12-05T15:19:39.416-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espionagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Big Brother'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='WikiLeaks'/><title type='text'>Será que o seu email e celular estão sendo vigiados?</title><content type='html'>::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://apublica.org/wp-content/uploads/2011/12/Cat%C3%A1logo-da-Siemens.png"&gt;&lt;img class="aligncenter size-full wp-image-1139" title="Catálogo da Siemens" src="http://apublica.org/wp-content/uploads/2011/12/Cat%C3%A1logo-da-Siemens.png" alt="" height="400" width="574" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Será que o seu email e celular estão sendo vigiados?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Empresas alemãs, francesas, britânicas, russas e sulafricanas  vendem tecnologia que permite grampear um país inteiro, hackear o sue  computador ou controlar o seu celular – sem jamais terem que chegar  perto de você &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;p style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Por Pratap Chatterjee, do &lt;a href="http://www.thebureauinvestigates.com/"&gt;Bureau of Investigative Journalism&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A indústria de vigilância do século 21 é de alta tecnologia,  sofisticada e terrivelmente persuasiva. É isso que revelam mais de 200  emails de mala direta e &lt;a href="http://wikileaks.org/the-spyfiles.html"&gt;outros materiais de marketing publicados hoje pelo WikiLeaks&lt;/a&gt; e a Privacy International.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O equipamento à venda se encaixa em quatro categorias: localização  geográfica de telefones móveis e veículos; invasão de computadores e  telefones para monitoramento de cada tecla apertada; captura e  armazenamento do que é dito em toda uma rede de telecomunicações; e  análise de quantidades vastas de dados para rastrear usuários  individuais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Eles podem saber onde você está&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma tecnologia popular de rastreamento em telefonia móvel é o receptor IMSI, que permite ao usuário interceptar telefones.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Estes dispositivos são muito portáteis – podendo ser menores que a  palma da mão – e podem ser camuflados como torres portáteis de celular.  Eles emitem um sinal que pode infectar milhares de telefones móveis em  uma área.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O usuário do receptor IMSI pode então interceptar mensagens SMS,  chamadas telefônicas e dados de celulares tais como o código de  identidade do aparelho, o que permite por sua vez rastrear todos os  movimentos do usuário em tempo real.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://wikileaks.org/The-Spyfiles-The-Map.html"&gt;Veja um mapa interativo sobre essas empresas no WikiLeaks&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://apublica.org/2011/12/mundo-big-brother/"&gt;Leia mais: Mundo Big Brother&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Dentre as empresas que oferecem este equipamento estão a &lt;a href="http://ability.dpages.co.il/" target="_blank"&gt;Ability&lt;/a&gt; de Israel, &lt;a href="http://www.rohde-schwarz.co.uk/" target="_blank"&gt;Rohde &amp;amp; Schawarz&lt;/a&gt; da Alemanha e a &lt;a href="http://www.harris.com/" target="_blank"&gt;Harris Corp&lt;/a&gt; dos Estados Unidos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Não são só governos autoritários que espionam&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O FBI americano, que utiliza estes dispositivos para rastrear suspeitos, diz que isto pode ser feito sem mandado judicial.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Muitas forças policiais por todo o mundo também compraram ou consideram a compra de receptores IMSI – como a  polícia londrina.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Outras empresas oferecem dispositivos de vigilância “passivos” – ou  seja, que podem ser aplicados em que o “alvo” perceba que está sendo  espionado – que podem ser instalados em estações telefônicas. Também  vendem equipamentos que podem sozinhos sugar todos sinais de telefonia  móvel de uma área sem ninguém saber.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Eles podem saber para onde você vai&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Há também equipamentos que podem ser colocados em veículos para rastrear o seu destino.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Enquanto empresas de logística e transporte usam há muito tempo estes  dispositivos para garantir a chegada das entregas a tempo, a empresa&lt;a href="http://www.cobham.com/" target="_blank"&gt; Cobham&lt;/a&gt;, de Dorset, no Reino Unido, vende o “Orion Guardian”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Trata-se de um dispositivo camuflado que pode ser secretamente posto no assoalho do carro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A &lt;a href="http://www.hiddentec.com/" target="_blank"&gt;Hidden Technology&lt;/a&gt;, outra empresa britânica, vende equipamentos similares.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Por anos, houve um acordo de cavalheiros sobre como estas tecnologias  seriam usadas. Os EUA e o Reino Unido sabem que chineses e russos estão  usando receptores IMSI. “Mas nós também”, diz Chris Soghoian,  pesquisador do &lt;a href="http://cacr.iu.edu/" target="_blank"&gt;Centro de Pesquisa Aplicada em Cibersegurança&lt;/a&gt;,  em Washington. “Os governos acham que o benefício de poderem usar essas  tecnologias é mais importante que o risco que elas significam para seus  cidadãos”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“Mas hoje, qualquer um – seja um fanático ou uma empresa privada –  pode aparecer em Londres e ouvir o que todos dizem”, observa Soghoian.  “É hora de mudar para sistemas com segurança reforçada para manter todos  seguros”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Eles podem controlar seu telefone e computador&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Muitas companhias oferecem softwares “Troianos” e malware telefônicos que permitem controlar computadores ou telefones.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O programa pode ser instalado a partir de um pen drive, ou enviado  remotamente escondendo-se como anexo em emails ou atualizações de  softwares.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma vez instalado, a agência de espionagem pode acessar os arquivos,  gravar tudo que é digitado e até ligar remotamente telefones, microfones  e webcams para espionar um “alvo” em tempo real.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://wikileaks.org/The-Spyfiles-The-Map.html"&gt;Veja um mapa interativo sobre essas empresas no WikiLeaks&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://apublica.org/2011/12/mundo-big-brother/"&gt;Leia mais: Mundo Big Brother&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A empresa&lt;a href="http://www.hackingteam.it/" target="_blank"&gt; Hacking Team&lt;/a&gt; da Itália, a &lt;a href="http://www.vupen.com/english/" target="_blank"&gt;Vupen Security&lt;/a&gt; da França, o &lt;a href="https://www.gammagroup.com/" target="_blank"&gt;Gamma Group&lt;/a&gt; do Reino Unido e a &lt;a href="http://www.ss8.com/" target="_blank"&gt;SS8&lt;/a&gt; dos Estados Unidos oferecem tais produtos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nas suas propagandas, eles dizem poder hackear IPhones, BlackBerrys, Skype e sistemas operacionais da Microsoft.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A Hacking Team, provavelmente a mais conhecida destas empresas,  anuncia que seu “Sistema de Controle Remoto” pode “monitorar cem mil  alvos” ao mesmo tempo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Baseada na Califórnia, a SS8 alega que seu produto, &lt;a href="http://www.ss8.com/products-communication-intellego.php" target="_blank"&gt;o Intellego&lt;/a&gt;,  permite que forças de segurança “vejam o que eles vêem, em tempo real”  incluindo “rascunhos de emails, arquivos anexados, figuras e vídeos”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Este tipo de tecnologia usa as vulnerabilidades do sistema.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Enquanto as grandes fabricantes de software alegam consertar falhas  assim que são descobertas, pelo menos uma empresa de vigilância – a  francesa Vupen – diz ter uma divisão de pesquisadores especializados em  “soluções ofensivas”. O trabalho deles é constantemente explorar novas  falhas na segurança de softwares populares.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sistemas de invasão foram recentemente usados em países com governos repressores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma devassa feita em março por ativistas pró-democracia no quartel-general da inteligência do regime Hosni Mubarak no Egito &lt;a href="http://www.washingtontimes.com/news/2011/apr/25/british-firm-offered-spy-software-to-egypt/?page=all#pagebreak" target="_blank"&gt;revelou contratos para a compra de um programa chamado FinFisher&lt;/a&gt;, vendido pela empresa britânica &lt;a href="https://www.gammagroup.com/" target="_blank"&gt;Gamma Group&lt;/a&gt; e pela alemã Elaman.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma propagando em mala-direta da &lt;a href="http://www.elaman.de/" target="_blank"&gt;Elaman&lt;/a&gt;  diz que governos podem usar seus produtos para “identificar a  localização de um indivíduo, suas associações e membros de um grupo, por  exemplo, de oponentes políticos”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Eles podem grampear toda uma nação&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Além de programas de hacking para alvos individuais, algumas empresas  oferecem a habilidade de monitorar e censurar os dados de um país  inteiro, ou de redes de telecomunicações inteiras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A vigilância massiva funciona através da captura das informações e  atividades de todas as pessoas em um certo maio, sejam suspeitas ou não.  Apenas depois o  conteúdo é depurado em busca de informações valiosas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Por exemplo, as empresas estadunidenses&lt;a href="http://www.bluecoat.com/" target="_blank"&gt; Blue Coat&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.cisco.com/" target="_blank"&gt;Cisco System&lt;/a&gt;  oferecem a empresas e governos a tecnologia para filtrar certos sites  de internet. Isso potencialmente pode ser usado para outras razões além  de comerciais, como repressão política e cultural.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Essas mesmas tecnologias podem ser usadas para bloquear sites de  redes sociais como o Facebook, serviços de multimídia como Flickr e  YouTube e serviços de telefonia via internet como o Skype em países  repressores como a China ou os Emirados Árabes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Um subproduto desta tecnologia é a “inspeção profunda de pacotes de  dados” que permite escanear a web e o tráfego de emails e vasculhar  grandes volumes de dados e,m busca de palavras-chave.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Empresas como a &lt;a href="http://www.ipoque.com/en" target="_blank"&gt;Ipoque&lt;/a&gt;, da Alemanha, e a &lt;a href="http://www.qosmos.com/" target="_blank"&gt;Qosmos&lt;/a&gt;, da França, oferecem a habilidade de pesquisar dentro do tráfego de emails e bloquear usuários específicos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A&lt;a href="http://www.datakom.de/" target="_blank"&gt; Datakom&lt;/a&gt;, uma  empresa alemã, vende um produto chamado Poseidon que oferece a  capacidade de “procurar e reconstruir… dados da web, email, mensagens  instantâneas, etc”. A empresa também alega que o Poseidon “coleta, grava  e analisa chamadas” de conversas de Skype.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A Datakom diz oferecer “monitoramento de um país inteiro”. Ela afirma  em seus comunicados de marketing que vendeu dois “grandes sistemas de   monitoramento de IPs” para compradores não revelados do Oriente Médio e  norte da África.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Já a sul-africana &lt;a href="http://www.vastech.co.za/" target="_blank"&gt;VASTech&lt;/a&gt;  vende um produto chamado Zebra, que permite a governos comprimir e  guardar bilhões de horas de chamadas telefônicas e petabytes (um bilhão  de megabytes) de informações para análises futuras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Em agosto, &lt;a href="http://online.wsj.com/article/SB10001424053111904199404576538721260166388.html" target="_blank"&gt;o Wall Street Journal revelou&lt;/a&gt; que alguns dos dispositivos da VASTech foram instalados nas linhas telefônicos internacionais da Líbia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Eles podem guardar e analisar milhões de dados&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Depois da possibilidade de capturar vastas áreas de tráfego de  internet e localizar de pessoas através de seus telefones, veio a  necessidade de ferramentas sofisticada de análises para que as agências  de inteligência, exércitos e polícia usem os dados em investigações  criminais e até durante uma guerra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Por exemplo, a&lt;a href="http://speechpro.com/" target="_blank"&gt; Speech Techonology Center&lt;/a&gt;, baseada na Rússia, diz ser capaz de vasculhar quantidades enormes de informação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A &lt;a href="http://www.phonexia.com/" target="_blank"&gt;Phonexia&lt;/a&gt;, da República Tcheca, diz ter desenvolvido um programa similar de reconhecimento de voz com a ajuda do exército tcheco.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Já a &lt;a href="http://www.loquendo.com/en/" target="_blank"&gt;Loquendo&lt;/a&gt;,  da Itália, usa um sistema de “assinaturas vocais”, identificando  “alvos” através da identidade única de cada voz humana para saber quando  eles estão ao telefone.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://wikileaks.org/The-Spyfiles-The-Map.html"&gt;Veja um mapa interativo sobre essas empresas no WikiLeaks&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://apublica.org/2011/12/mundo-big-brother/"&gt;Leia mais: Mundo Big Brother&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.thebureauinvestigates.com/2011/11/30/the-spy-files-how-safe-are-your-emails-and-phone-calls/" target="_blank"&gt;Clique aqui &lt;/a&gt;para ler a reportagem original em inglês&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte: &lt;a href="http://apublica.org/2011/12/sera-que-o-seu-email-e-celular-estao-sendo-vigiados/"&gt;A Pública&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;::&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-7618970720127361490?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/7618970720127361490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=7618970720127361490&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/7618970720127361490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/7618970720127361490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/12/sera-que-o-seu-email-e-celular-estao.html' title='Será que o seu email e celular estão sendo vigiados?'/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-1091736749595539881</id><published>2011-12-05T15:10:00.001-02:00</published><updated>2011-12-05T15:19:15.451-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='espionagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Big Brother'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='WikiLeaks'/><title type='text'>Mundo Big Brother</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://apublica.org/wp-content/uploads/2011/12/Big-brother-is-watching-you.jpg"&gt;&lt;img class="aligncenter size-full wp-image-1137" title="Big brother is watching you" src="http://apublica.org/wp-content/uploads/2011/12/Big-brother-is-watching-you.jpg" alt="" height="400" width="630" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mundo Big Brother&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Último vazamento do WikiLeaks revela uma indústria bilionária que  vende equipamentos de espionagem a regimes repressores. As empresas no  lucrativo ramo são europeias e americanas, mas há também uma brasileira  &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Por Pratap Chatterjee, do &lt;a href="http://www.thebureauinvestigates.com/"&gt;Bureau of Investigative Journalism&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma indústria multibilionária secreta está oferecendo sistemas de  ponta que permitem que governos identifiquem, rastreiem e monitorem  qualquer um através de seus telefones e computadores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;É o que uma coletânea de centenas de emails promocionais e outros materiais de marketing obtidos pelo WikiLeaks revelam.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma empresa alemã oferece a habilidade de rastrear “opositores  políticos”; uma companhia italiana alega poder controlar smartfones  remotamente e usá-los para escutar conversações e fotografar os donos;  uma empresa americana permite usuários “ver o que eles [os espionados]  vêem”; uma empresa sul-africana oferece ferramentas para gravação de  bilhões de chamadas telefônicas e armazenamento eterno para o material.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Este material &lt;a href="http://wikileaks.org/the-spyfiles.html"&gt;está sendo publicado pelo WikiLeaks&lt;/a&gt; e pela ONG Privacy International, um grupo de Direitos Humanos sediado em Londres.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os arquivos jogam luz sobre uma indústria sombria que vale 5 bilhões  de dólares e está crescendo rapidamente. Este tipo de propaganda não é  aberta ao público. Pelo contrário: elas são enviadas a contatos-chave –  geralmente agências governamentais e forças policiais – em feiras de  negócios que são fechadas ao público e à imprensa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Um roteiro de Hollywood?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os documentos foram coletados de mais de 130 empresas sediadas em 25  países, desde o Brasil até a Suiça, e revelam uma gama de tecnologias  sofisticadíssimas que parecem ter saído diretamente de um filme de  Hollywood.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas essas empresas são reais. E dão consistência aos ativistas que  garantem que esse setor que está se proliferando constitui uma nova e  não regulada indústria de armas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“Estes documentos revelam uma indústria vendendo ferramentas não  apenas para alvos de intercepções legais…  mas para vigilância em massa.  Estas ferramentas permitem a  governos vasculhar emails, conversas e  mensagens de textos de populações inteiras, armazenar, procurar e  analisar. Assim como o Google guia sua busca na web, elas permitem a um  policial à paisana rastrear qualquer um que diz algo rude sobre um  ditador. Não é de se espantar que empresas dessas venderam para países  como Egito, Síria e Irã”, diz Ross Anderson, professor de Engenharia de  Segurança na Universidade de Cambridge.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://wikileaks.org/The-Spyfiles-The-Map.html"&gt;Veja um mapa interativo sobre essas empresas no WikiLeaks&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://apublica.org/2011/12/sera-que-o-seu-email-e-celular-estao-sendo-vigiados/"&gt; Leia mais: Será que o seu email e celular estão sendo vigiados?&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A indústria alega que vende apenas equipamentos de “interceptação  legal” para autoridades oficiais: a polícia, o exército e agências de  inteligência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas as malas-diretas de venda ostentam equipamentos de espionagem  discretos, e a disponibilidade destes equipamentos preocupa ativistas  porque permite abusos por forças de segurança repressivas e oficiais  corruptos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“Tecnologia deste tipo pode ser tão letal quanto balas diretamente  vendidas por empresas de munições”, diz o deputado Lord Alton, que já  levantou muitas questões referentes a esta indústria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;O que é oferecido?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“Para quê amostragem, quando você pode monitorar tráfego de rede sem maiores despesas?”, alardeia uma mala-direta da &lt;a href="http://www.endace.com/" target="_blank"&gt;Endace&lt;/a&gt;, empresa sediada na Nova Zelândia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“Monitoramento total de todas as operadoras para evitar qualquer  vazamento de inteligência é fundamental para agências governamentais”,  diz a empresa indiana Clear Trail.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A China Top Communications, sediada em Pequim, alega ter como hackear  as senhas de mais de 30 provedores de correio eletrônico, incluindo  Gmail, “em tempo real e  através de um meio passivo (SIC)”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Na linguagem deliberadamente obscura da indústria de vigilância,  “interceptação passiva” é o que acontece sem que o “alvo” – ou a pessoa  sendo espionada – perceba que está sendo observado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No Brasil, a empresa Suntech, de Florianópolis, oferece serviços para  operadoras de telecomunicações como interceptação legal, retenção de  dados e gerenciamento de rede.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://wikileaks.org/The-Spyfiles-The-Map.html"&gt;Veja um mapa interativo sobre essas empresas no WikiLeaks&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://apublica.org/2011/12/sera-que-o-seu-email-e-celular-estao-sendo-vigiados/"&gt;Leia mais: Será que o seu email e celular estão sendo vigiados?&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No mercado global, esse tipo de tecnologia é usada abusivamente por governos repressores para ajudar a desmantelar dissidentes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Em outubro, &lt;a href="http://www.thebureauinvestigates.com/2011/10/23/us-technology-used-to-censor-the-internet-in-syria/" target="_blank"&gt;o Bureau revelou&lt;/a&gt; que equipamentos de filtragem de rede da &lt;a href="http://www.bluecoat.com/" target="_blank"&gt;Blue Coat Systems&lt;/a&gt;,  sediada na Califórnia, estavam sendo usados para censurar o tráfego de  internet na Síria, apesar das sanções dos EUA àquele país.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A empresa depois afirmou que o equipamento teria sido desviado por um importador dos Emirados Árabes Unidos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Agora, o Bureau comprovou que equipamentos de uma empresa do Reino  Unido está sendo usada na Síria; e que a Líbia usava tecnologia  produzida na França para monitorar pessoas em Londres – algumas delas  apenas com ligações remotas com dissidentes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://www.bloomberg.com/news/2011-11-03/syria-crackdown-gets-italy-firm-s-aid-with-u-s-europe-spy-gear.html" target="_blank"&gt;Uma investigação da Bloomberg&lt;/a&gt; recentemente descobriu um sistema de vigilância sendo instalado pelo governo sírio por uma empresa italiana, &lt;a href="http://www.area.it/irj/portal/anonymous?NavigationTarget=navurl://cd66a68239a822f9d97a6ad680cb0890&amp;amp;InitialNodeFirstLevel=true" target="_blank"&gt;Area&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;As notícias apareceram enquanto o país estremecia por protestos  massivos que deixaram 3.500 mortos. Os advogados da Area anunciaram na  última segunda-feira que a empresa teria cancelado as vendas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas o maior motivo de preocupação é a velocidade com que esta tecnologia está avançando.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“As ferramentas propagandeadas nestas malas-diretas demonstram uma  capacidade de vigilância em massa que antes era inimaginável. Isso faz  grampos telefônicos parecerem coisa de criança”, diz Eric King, da ONG  Privacy International. “Alguns dos regimes mais tiranos do mundo estão  comprando esses equipamentos para monitorar o comportamento e as  comunicações de cada um de seus cidadãos – e a tecnologia é tão  eficiente que eles podem executar isso com o mínimo de recursos  humanos”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Empresa inglesa vende para o Irã – com as bênçãos da inteligência britânica&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Enquanto a exportação de bombas e armas convencionais é estritamente  controlada, as tecnologias de vigilância – que podem ser tão mortais  quanto armas se caírem em mãos erradas – passam por pouco controle ou  escrutínio público.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A reportagem descobriu que o centro de espionagem do governo  britânico, GCHQ, avaliou a venda de tecnologia de rastreamento de  telefonia móvel ao Irã pela empresa Creativity Software, de Surrey, e  aprovou o negócio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Marietje Schaake, membro holandês do Parlamento Europeu, apela para  que a legislação da União Europeia previna que tais tecnologias sejam  vendidas para regimes repressores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Por enquanto, não há nenhum movimento claro para introduzir-se algo concreto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Talvez parte do problema esteja no fato de que a tecnologia oferecida é complexa e rapidamente substituída por novas versões.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Na próxima semana, por exemplo, a &lt;a href="http://www.issworldtraining.com/ISS_AP/" target="_blank"&gt;Conferência de Sistemas de Apoio a Inteligência da Ásia e Pacífico&lt;/a&gt;, em Kuala Lumpur, irá revelar novos avanços e técnicas ainda melhores de espionagem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Até quando será que os governos vão poder ignorar esta indústria que está florescendo?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://apublica.org/2011/12/sera-que-o-seu-email-e-celular-estao-sendo-vigiados/"&gt;Leia mais: Será que o seu email e celular estão sendo vigiados?&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.thebureauinvestigates.com/2011/11/30/the-state-of-surveillance/"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt; para ler a reportagem original em inglês&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://wikileaks.org/The-Spyfiles-The-Map.html"&gt;Veja o mapa interativo&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://apublica.org/wp-content/uploads/2011/12/Mapa-interativo.jpg"&gt;&lt;img class="aligncenter size-full wp-image-1141" title="Mapa interativo" src="http://apublica.org/wp-content/uploads/2011/12/Mapa-interativo.jpg" alt="" height="464" width="619" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;         &lt;small&gt;   &lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://apublica.org/2011/12/mundo-big-brother/"&gt;A Pública&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;::&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-1091736749595539881?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/1091736749595539881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=1091736749595539881&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/1091736749595539881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/1091736749595539881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/12/mundo-big-brother.html' title='Mundo Big Brother'/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-7524689190125386512</id><published>2011-11-26T01:16:00.002-02:00</published><updated>2011-11-26T01:19:30.819-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-YEtPCwqmOzU/TtBaY2LuOhI/AAAAAAAADZk/wFxUOqOEWnw/s1600/antidoto%2Bpara%2Bspray%2Bde%2Bpimenta%2Be%2Bg%25C3%25A1s%2Blacrimogenio.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 294px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-YEtPCwqmOzU/TtBaY2LuOhI/AAAAAAAADZk/wFxUOqOEWnw/s400/antidoto%2Bpara%2Bspray%2Bde%2Bpimenta%2Be%2Bg%25C3%25A1s%2Blacrimogenio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5679138513022237202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este guia foi feito em solidariedade com o movimento occupy wall street e não é diretamente afiliado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O método abaixo é usado por muitas pessoas, incluindo fotógrafos na Grécia durante protestos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:180%;" &gt;DEFESA CONTRA GÁS LACRIMOGÊNIO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As dicas a seguir devem ser usadas apenas para defesa pessoal e em  eventos onde a polícia/oficiais do governo usarem gás lacrimogênio em  protestos pacíficos. Nunca incite a violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ITENS DE QUE VOCÊ PRECISA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Máscaras para pintura/contra poeira&lt;br /&gt;(Encontrada em lojas de materiais de construção)&lt;br /&gt;Proteção para os olhos&lt;br /&gt;(Também nestas lojas)&lt;br /&gt;Borrifador de água&lt;br /&gt;(Cuidado para não usar garrafas com produtos de limpeza)&lt;br /&gt;Antiácido líquido&lt;br /&gt;(Qualquer um, como Maalox ou Mylanta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AJUDE VOCÊ MESM@ E OS OUTROS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Depois de usar o método do antiácido líquido e água em você mesm@,  use o borrifador em pessoas que venham até você pedindo ajuda. Borrife  no rosto e na boca;&lt;br /&gt;- Se você estiver usando proteção para os olhos  ou a máscara, tenha atitude e chute a lata de gás pra longe da multidão.  Se você chutar no esgoto ou mergulhar na água, você reduzirá os  efeitos;&lt;br /&gt;- Aja pacificamente. Protestos pacíficos são a única forma de ser levad@ a sério e de ser verdadeiramente ouvid@.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONHEÇA SEU INIMIGO&lt;br /&gt;Gás lacrimogênio é uma arma química não letal que estimula os nervos da  córnea e faz lacrimejar, causa dor e até cegueira. O gás atua na  irritação das membranas e muco dos olhos, nariz, boca e pulmões, e causa  o lacrimejar, espirros, tosse, dificuldade para respirar, dor nos  olhos, cegueira temporária, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REMÉDIO PARA GÁS LACRIMOGÊNIO (Antiácido Líquido e Água - ALA)&lt;br /&gt;Esteja preparad@ para se expor. O gás lacrimogênio é composto por  partículas, não é realmente um gás, assim as máscaras de pintura/contra  poeira ajudam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os gregos estão qualificados para escolher o equipamento de proteção correto. Maalox é o máximo"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Encontre um bom borrifador e limpe-o bem;&lt;br /&gt;2) Encha metade da garrafa com antiácido líquido (Maalox);&lt;br /&gt;3) Encha a outra metade com água;&lt;br /&gt;4) Quando se expor, borrife nos olhos e boca e engula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também é eficaz como recurso para "spray" de pimenta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um estudo baseado na Universidade da Califórnia verificou que a  aplicação de antiácidos para dor induzida por capsaicina é eficaz,  particularmente no tratamento logo após a exposição da capsaicina  refinada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIQUE ESPERT@. FIQUE UNID@. FIQUE INFORMAD@. PROTEJA SUAS/SEUS COMPAS. NÃO ACREDITE NA MÍDIA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;::&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-7524689190125386512?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/7524689190125386512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=7524689190125386512&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/7524689190125386512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/7524689190125386512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/11/este-guia-foi-feito-em-solidariedade.html' title=''/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-YEtPCwqmOzU/TtBaY2LuOhI/AAAAAAAADZk/wFxUOqOEWnw/s72-c/antidoto%2Bpara%2Bspray%2Bde%2Bpimenta%2Be%2Bg%25C3%25A1s%2Blacrimogenio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-3287639589426297373</id><published>2011-11-19T22:32:00.001-02:00</published><updated>2011-11-19T22:32:43.326-02:00</updated><title type='text'>Os Dez Mandamentos (versão revisada e ampliada)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e)  {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-2Lf-3Qn9KUM/TYo_wcaJeQI/AAAAAAAACg4/E817vjjWynU/s1600/capitalismo%2Bposter.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 283px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-2Lf-3Qn9KUM/TYo_wcaJeQI/AAAAAAAACg4/E817vjjWynU/s400/capitalismo%2Bposter.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5587348389198657794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="titulo"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-size: 180%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Os Dez Mandamentos (versão revisada e    ampliada)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="linhafina"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os Mandamentos abaixo elencados  têm um     denominador  comum: todos já foram experimentados e estão sendo      aplicados em diversas  regiões do mundo, setores ou instâncias de      atividade. São iniciativas  que deram certo, e cuja generalização, com      as devidas adaptações e  flexibilidade em função da diversidade      planetária, é hoje viável. O  artigo é de Ladislau Dowbor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="linhafina"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;O presente    artigo faz parte da plataforma de discussão  Crises e Oportunidades.&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;    Participam dele Ignacy Sachs, Carlos  Lopes, Ladislau Dowbor e  dezenas   de outros pesquisadores. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                       &lt;p style="font-weight: bold;" class="headline-link"&gt;&lt;span style="font-size: 180%;"&gt;por Ladislau Dowbor&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                                        &lt;p class="texto"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="texto"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Como sociedade, desejamos   não  somente   sobreviver, mas  viver com qualidade de vida, e porque   não, com    felicidade. E isto  implica elencarmos de forma ordenada os   resultados    mínimos a serem  atingidos, com os processos decisórios    correspondentes.   Os Mandamentos  abaixo elencados têm um denominador    comum: todos já  foram   experimentados e estão sendo aplicados em    diversas regiões do  mundo,   setores ou instâncias de atividade. São    iniciativas que deram  certo, e   cuja generalização, com as devidas    adaptações e flexibilidade  em  função  da diversidade planetária, é    hoje viável. Não temos a ilusão    relativamente à distância entre a    realidade política de hoje e as    medidas sistematizadas abaixo. Mas    pareceu-nos essencial, de toda forma,    elencar de forma organizada as    medidas necessárias, pois ter um norte    mais claro ajuda na   construção  de uma outra governança planetária.  Não   estão ordenadas   por  ordem  de importância, pois a maioria tem    implicações   simultâneas e  dimensões interativas. Mas todos os    mandamentos   deverão ser  obedecidos, pois a ira dos elementos nos    atingirá a   todos, sem  precisar esperar a outra vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando    que a   obediência à  versão original dos Dez Mandamentos foi apenas      aleatória, desta vez o  Autor teve a prudência de acrescentar a cada      Mandamento uma nota de  explicação, destinada em particular aos      impenitentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;I –  Não comprarás os Representantes do Povo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="texto"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Resgatar     a dimensão   pública do Estado: Como podemos ter mecanismos  reguladores    que   funcionem se é o dinheiro das corporações a regular  que elege os      reguladores? Se as agências que avaliam risco são pagas  por quem cria o      risco? Se é aceitável que os responsáveis de um  banco central  venham    das  empresas que precisam ser reguladas, e  voltem para nelas   encontrar     emprego?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das propostas mais  evidentes da  última  crise    financeira, e que encontramos mencionada  em quase todo  o  espectro    político, é a necessidade de se reduzir a  capacidade  das  corporações    privadas ditarem as regras do jogo. A  quantidade de  leis  aprovadas no    sentido de reduzir impostos sobre  transações   financeiras, de reduzir a    regulação de banco central, de  autorizar  os  bancos a fazerem toda e    qualquer operação, somado com o  poder  dos  lobbies financeiros tornam    evidente a necessidade de se   resgatar o  poder regulador do estado, e    para isto os políticos devem   ser eleitos  por pessoas de verdade, e não    por pessoas jurídicas,   que constituem  ficções em termos de direitos    humanos. Enquanto não   tivermos  financiamento público das campanhas,    políticas que   representem os  interesses dos cidadãos, prevalecerão os    interesses   econômicos de  curto prazo, os desastres ambientais e a    corrupção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;II   –  Não Farás Contas erradas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="texto"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;As contas têm    de refletir os   objetivos que  visamos. O PIB indica a intensidade do  uso   do aparelho   produtivo,  mas não nos indica a utilidade do que se   produz,  para   quem, e com  que custos para o estoque de bens naturais de   que o    planeta dispõe.  Conta como aumento do PIB um desastre ambiental,  o     aumento de  doenças, o cerceamento de acesso a bens livres. O IDH já     foi  um  imenso avanço, mas temos de evoluir para uma contabilidade     integrada   dos resultados efetivos dos nossos esforços, e     particularmente da   alocação de recursos financeiros, em função de um     desenvolvimento  que  não seja apenas economicamente viável, mas também     socialmente  justo e  ambientalmente sustentável. As metodologias     existem,  aplicadas  parcialmente em diversos países, setores ou     pesquisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A   ampliação dos indicadores internacionais como o     IDH, a  generalização de  indicadores nacionais como os Calvert-Henderson      Quality of Life  Indicators nos Estados Unidos, as propostas da      Comissão  Stiglitz/Sen/Fitoussi, o movimento FIB – Felicidade Interna      Bruta –  todos apontam para uma reformulação das contas. A adoção em      todas as  cidades de indicadores locais de qualidade de vida –  veja-se     os  Jacksonville Quality of Life Progress Indicators –  tornou-se hoje      indispensável para que seja medido o que  efetivamente interessa: o      desenvolvimento sustentável, o resultado  em termos de qualidade de  vida     da população. Muito mais do que o  produto (output), trata-se de  medir  o    resultado (outcome).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;III  – Não Reduzirás o  Próximo à   Miséria&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="texto"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Algumas   coisas não podem  faltar a ninguém. A  pobreza   crítica é o drama maior,   tanto pelo  sofrimento que causa em  si, como   pela articulação com os   dramas  ambientais, o não acesso ao    conhecimento, a deformação do perfil   de  produção que se  desinteressa   das necessidades dos que não têm    capacidade aquisitiva.  A ONU calcula   que custaria 300 bilhões de  dólares   (no valor do ano  2000) tirar da   miséria um bilhão de  pessoas que vivem   com menos de  um dólar por dia.   São custos  ridículos quando se  considera  os  trilhões transferidos  para  grupos  econômicos financeiros  no quadro da   última crise  financeira. O   benefício ético é imenso, pois é   inaceitável  morrerem  de causas   ridículas 10 milhões de crianças por   ano. O  benefício de  curto e  médio  prazo é grande, na medida em que os   recursos   direcionados à  base da  pirâmide dinamizam imediatamente a   micro e   pequena  produção, agindo  como processo anticíclico, como se  tem    constatado  nas políticas  sociais de muitos países. No mais longo    prazo,  será  uma geração de  crianças que terão sido alimentadas    decentemente, o   que se transforma  em melhor aproveitamento escolar e    maior  produtividade  na vida adulta.  Em termos de estabilidade  política  e   de segurança  geral, os impactos  são óbvios. Trata-se do  dinheiro   mais  bem investido  que se possa  imaginar, e as experiências    brasileira,  mexicana e de  outros países já  nos forneceram todo o    know-how  correspondente. A teoria  tão popular  de que o pobre se    acomoda se  receber ajuda, é simplesmente  desmentida  pelos fatos: sair    da miséria  estimula, e o dinheiro é  simplesmente  mais útil onde é    mais necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;IV  – Não  Privarás Ninguém  do Direito de    Ganhar o seu Pão&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="texto"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Universalizar  a  garantia do  emprego é  viável.   Toda pessoa que queira ganhar o pão da  sua  família  deve  poder ter   acesso ao trabalho. Num planeta onde há um  mundo  de   coisas a fazer,   inclusive para resgatar o meio ambiente, é  absurdo o    número de   pessoas sem acesso a formas organizadas de produzir  e  gerar   renda.   Temos os recursos e os conhecimentos técnicos e   organizacionais   para   assegurar, em cada vila ou cidade, acesso a um   trabalho decente e     socialmente útil. As experiências de Maharashtra  na  Índia  demonstraram   a  sua viabilidade, como o mostram as  numerosas   experiências   brasileiras,  sem falar no New Deal da crise  dos anos 1930.   São opções   onde todos  ganham: o município melhora o  saneamento  básico,  a   moradia, a manutenção  urbana, a policultura  alimentar. As  famílias    passam a poder viver  decentemente, e a  sociedade passa a ser  melhor    estruturada e menos  tensionada. Os  gastos com seguro-desemprego  se    reduzem. No caso indiano,  cada vila  ou cidade é obrigada a ter um     cadastro de iniciativas  intensivas  em mão de obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dinheiro     emprestado ou criado desta  forma  representa investimento, melhoria de     qualidade de vida, e dá   excelente retorno. E argumento fundamental:     assegura que todos  tenham o  seu lugar para participar na construção  de    um  desenvolvimento  sustentável. Na organização econômica, além do      resultado produtivo, é  essencial pensar no processo estruturador ou      desestruturador gerado. A  pesca oceânica industrial pode ser mais      produtiva em volume de peixe,  mas o processo é desastroso, tanto para  a     vida no mar como para centenas  de milhões de pessoas que viviam  da     pesca tradicional. A dimensão de  geração de emprego de todas as      iniciativas econômicas tem de se tornar  central. Assegurar a      contribuição produtiva de todos, ao mesmo tempo que  se augmenta      gradualmente o salário mínimo e se reduz a jornada, leva  simplesmente a      uma prosperidade mais democrática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;V – Não  Trabalharás    Mais   de Quarenta Horas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="texto"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Podemos trabalhar menos, e    trabalharemos    todos, com tempo para fazermos mais coisas interessantes    na vida. A    sub-utilização da força de trabalho é um problema   planetário,  ainda  que   desigual na sua gravidade. No Brasil, conforme   vimos, com 100   milhões   de pessoas na PEA, temos 31 milhões   formalmente empregadas  no  setor   privado, e 9 milhões de empregados   públicos. A conta não  fecha. O  setor   informal situa-se na ordem de   50% da PEA. Uma imensa  parte da  nação   “se vira” para sobreviver. No   lado dos empregos de  ponta, as  pessoas   não vivem por excesso de carga   de trabalho. Não  se trata aqui de  uma   exigência de luxo: são   incontáveis os  suicídios nas empresas onde a    corrida pela eficiência   se tornou  simplesmente desumana. O stress    profissional está se   tornando uma  doença planetária, e a questão da    qualidade de vida no   trabalho  passa a ocupar um espaço central.  A    redistribuição social   da carga  de trabalho torna-se hoje uma    necessidade. As resistências   são  compreensíveis, mas a realidade é que    com os avanços da   tecnologia  os processos produtivos tornam-se cada vez    menos   intensivos em mão  de obra, e reduzir a jornada é uma questão de      tempo. Não podemos  continuar a basear o nosso desenvolvimento em  ilhas     tecnológicas  ultramodernas enquanto se gera uma massa de  excluídos,     inclusive  porque se trata de equilibrar a remuneração e,      consequentemente, a  demanda. A redução da jornada não reduzirá o bem      estar ou a riqueza  da população, e sim a deslocará para novos setores      mais centrados  no uso do tempo livre, com mais atividades de cultura e      lazer. Não  precisamos necessariamente de mais carros e de mais   bonecas    Barbie,  precisamos sim de mais qualidade de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;VI   – Não     Viverás para o Dinheiro&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="texto"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;A mudança de comportamento, de   estilo de     vida, não constitui um sacrifício, e sim um resgate do  bom  senso.   Neste   planeta de 7 bilhões de habitantes, com um aumento  anual  da   ordem de  75  milhões,  toda política envolve também uma  mudança de    comportamento   individual e da cultura do consumo. O  respeito às   normas  ambientais, a   moderação do consumo, o cuidado no    endividamento, o uso  inteligente dos   meios de transporte, a    generalização da reciclagem, a  redução do   desperdício – há um    conjunto de formas de organização do  nosso cotidiano   que passa por    uma mudança de valores e de atitudes  frente aos desafios   econômicos,    sociais e ambientais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No apagão  energético do final   dos anos    90 no Brasil, constatou-se como uma boa  campanha informativa,  o    papel  colaborativo da mídia, e a punição  sistemática dos excessos     permitiu  uma racionalização generalizada do  uso doméstico da energia.     Esta  dimensão da solução dos problemas é  essencial, e envolve tanto   uma    legislação adequada, como sobretudo uma  participação ativa da   mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje    95% dos domicílios no Brasil  têm televisão, e o   uso informativo    inteligente deste e de outros  meios de comunicação   tornou-se    fundamental. Frente aos esforços  necessários para   reequilibrar o    planeta, não basta reduzir o  martelamento   publicitário que apela para o    consumismo desenfreado, é  preciso   generalizar as dimensões  informativas   dos meios de  comunicação. A   mídia científica  praticamente desapareceu,   os  noticiários navegam no   atrativo da  criminalidade, quando precisamos    vitalmente de uma   população  informada sobre os desafios reais que    enfrentamos. A   pergunta a se  fazer a cada ato de conusmo, não é só se “é    bom para   mim”, mas se é  bem para o planeta e o bem comum, e buscar um      equilíbrio razoável. A  opção individual é essencial, mas não     suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande  parte  da mudança do comportamento individual     depende de ações públicas:  as  pessoas não deixarão o carro em casa   (ou   deixarão de tê-lo) se não   houver transporte público, não farão     reciclagem se não houver sistemas   adequados de coleta. Precisamos  de    uma política pública de mudança  do  comportamento individual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;VII     –  Não Ganharás Dinheiro  com o  Dinheiro dos Outros&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="texto"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Racionalizar    os  sistemas de  intermediação  financeira é viável. A alocação final   dos   recursos  financeiros deixou de  ser organizada em função dos usos     finais de  estímulo e orientação de  atividades econômicas e sociais,     para  obedecer às finalidades dos  próprios intermediários   financeiros. A    atividade de crédito é sempre uma  atividade pública,   seja no quadro    das instituições públicas, seja no  quadro dos bancos   privados que    trabalham com dinheiro do público, e que  para tanto   precisam de uma    carta-patente que os autorize a ganhar  dinheiro com   dinheiro dos    outros. A recente crise financeira de 2008  demonstrou   com clareza o    caos que gera a ausência de mecanismos  confiáveis de   regulação no    setor. Nas últimas duas décadas, temos  saltado de  bolha  em bolha, de    crise em crise, sem que a relação de  forças  permita a  reformulação do    sistema de regulação em função da   produtividade  sistêmica dos  recursos.   Enquanto não se gera uma  relação  de forças  mais favorável,  precisamos   batalhar os sistemas  nacionais de   regulação financeira. O  dinheiro  não é  mais produtivo  onde rende mais   para o intermediário:  devemos  buscar a   produtividade sistêmica de  um  recurso que é público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A   Coréia  do  Sul abriu recentemente  um  financiamento de 36 bilhões de    dólares para  financiar transporte   coletivo e alternativas  energéticas,   gerando com  isto 960 mil  empregos. O  impacto positivo é  ambiental   pela redução de  emissões, é  anti-cíclico  pela  dinamização da demanda, é   social pela  redução do  desemprego e pela   renda gerada, é tecnológico   pelas  inovações que  gera nos processos   produtivos mais limpos. Tem   inclusive  um impacto  raramente  considerado,  que é a redução do tempo   vida que as  pessoas   desperdiçam no transporte.  Trata-se aqui,   evidentemente, de    financiamento público, pois os bancos  comerciais não   teriam esta    preocupação, nem esta visão sistêmica.  (UNEP,Global  Green  New Deal,    2009). Em última instância, os recursos  devem ser  tornados  mais    acessíveis segundo que os objetivos do seu uso  sejam  mais  produtivos   em  termos sistêmicos, visando um desenvolvimento  mais   inclusivo e   mais  sustentável. A intermediação financeira é um meio,    não é um   fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Particular  atenção precisa ser dada aos    intermediários   que ganham apenas nos  fluxos entre outros intermediários   –  com   papéis que representam  direitos sobre outros papéis – e que  têm   tudo   a ganhar com a  maximização dos fluxos, pois são remunerados  por     comissões sobre o  volume e ganhos, e geram portanto volatilidade e      pro-ciclicidade, com  os monumentais volumes que nos levaram por    exemplo  a  valores em  derivativos da ordem de 863 trilhões de dólares    em junho  de  2008, 15  vezes o PIB mundial. A intermediação    especulativa –   diferentemente das  intermediação de compras e vendas    entre produtores e   utilizadores  finais – apenas gera uma pirâmide    especulativa e   insegurança, além de  desorganizar os mercados e as    políticas econômicas  &lt;b&gt;(1)&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;VIII  – Não Tributarás Boas    Iniciativas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="texto"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;A  filosofia do  imposto, de  quem se cobra, e a  quem  se  aloca, precisa ser  revista. Uma  política  tributária  equilibrada  na  cobrança, e  reorientada na aplicação  dos  recursos,  constitui um  dos  instrumentos  fundamentais de que  dispomos,   sobretudo porque pode   ser promovida por  mecanismos  democráticos. O  eixo  central não está  na  redução dos  impostos, e sim na  cobrança   socialmente mais justa e  na  alocação mais  produtiva em termos  sociais  e  ambientais. A  taxação das  transações  especulativas (nacionais  ou   internacionais)  deverá gerar  fundos para  financiar uma série de    políticas  essenciais para o  reequilíbrio social  e ambiental. O imposto    sobre  grandes fortunas é  hoje essencial para  reduzir o poder  político   das  dinastias econômicas  (10% das famílias do  planeta é  dono de 90% do    patrimônio familiar  acumulado no planeta). O  imposto  sobre a herança  é   fundamental para  dar chances a partilhas  mais  equilibradas para  as   sucessivas  gerações. O imposto sobre a renda   deve adquirir mais  peso    relativamente aos impostos indiretos, com   alíquotas que  permitam    efetivamente redistribuir a renda. É  importante  lembrar  que as grandes    fortunas do planeta em geral estão  vinculadas  não a  um acréscimo de    capacidades produtivas do planeta,  e sim à   aquisição maior de empresas    por um só grupo, gerando uma  pirâmide  cada  vez mais instável e menos    governável de propriedades  cruzadas,   impérios onde a grande luta é  pelo   controle do poder  financeiro,   político e midiático, e a  apropriação de   recursos  naturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O   sistema tributário tem de  ser reformulado   no  sentido anti-cíclico,   privilegiando atividades  produtivas e    penalizando as  especulativas; no  sentido do maior  equilíbrio social ao    ser  fortemente progressivo; e  no sentido de  proteção ambiental ao  taxar    emissões tóxicas ou  geradoras de mudança  climática, bem como o  uso  de   recursos naturais  não renováveis &lt;b&gt;(2)&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  poder     redistributivo do Estado é  grande, tanto pelas políticas que  executa  –    por exemplo as políticas  de saúde, lazer, saneamento e  outras     infra-estruturas sociais que  melhoram o nível de consumo  coletivo  –     como pelas que pode fomentar,  como opções energéticas,  inclusão   digital e   assim por diante.  Fundamental também é a política    redistributiva que   envolve política  salarial, de previdência, de    crédito, de preços, de   emprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  forte presença das    corporações junto ao poder político   constitui um  dos entraves    principais ao equilíbrio na alocação de   recursos. O  essencial é    assegurar que todas as propostas de alocação de   recursos  sejam    analisadas pelo triplo enfoque econômico, social e   ambiental. No  caso    brasileiro, constatou-se com as recentes políticas   sociais     (“Bolsa-Família”, políticas de previdência etc.) que volumes       relativamente limitados de recursos, quando chegam à “base da pirâmide”,       são incomparavelmente mais produtivos, tanto em termos de redução   de     situações críticas e consequente aumento de qualidade de vida,   como   pela   dinamização de atividades econômicas induzidas pela   demanda   local. A   democratização aqui é fundamental. A apropriação   dos   mecanismos   decisórios sobre a alocação de recursos públicos está   no   centro dos   processos de corrupção, envolvendo as grandes   bancadas   corporativas, por   sua vez ancoradas no financiamento   privado das   campanhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;IX   – Não Privarás o Próximo do   Direito ao   Conhecimento&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="texto"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Travar o   acesso ao conhecimento e às   tecnologias   sustentáveis não faz o mínimo   sentido. A participação   efetiva das   populações nos processos de   desenvolvimento sustentável   envolve um   denso sistema de acesso público e   gratuito à informação   necessária. A   conectividade planetária que as   novas tecnologias   permitem constitui   uma ampla via de acesso direto. O   custo-benefício   da inclusão digital   generalizada é simplesmente   imbatível, pois é   um programa que  desonera  as instâncias administrativas   superiores,   na medida em que  as  comunidades com acesso à informação se   tornam   sujeitos do seu  próprio  desenvolvimento. A rapidez da  apropriação    deste tipo de  tecnologia até  nas regiões mais pobres se  constata na    propagação do  celular, das lan  houses mais modestas. O  impacto   produtivo  é imenso  para os pequenos  produtores que passam a ter    acesso direto a  diversos  mercados tanto de  insumos como de venda,    escapando aos diversos   sistemas de  atravessadores comerciais e    financeiros. A inclusão  digital   generalizada é um destravador potente    do conjunto do processo  de   mudança que hoje se torna  indispensável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O   mundo  frequentemente   esquece que 2 bilhões  de pessoas ainda  cozinham  com  lenha, área em que   há inovações  significativas no  aproveitamento   calórico por meio de   fogões  melhorados. Tecnologias  como o sistema de   cisternas do Nordeste,   de  aproveitamento da  biomassa, de sistemas  menos  agressivos de   proteção  dos cultivos  etc., constituem um vetor  de  mudança da  cultura  dos  processos  produtivos. A criação de redes de   núcleos de  fomento   tecnológico  online, com ampla capilaridade, pode  se   inspirar da   experiência da  Índia, onde foram criados núcleos em    praticamente todas   as vilas do  país. O World Economic and Social   Survey  2009 é   particularmente  eloquente ao defender a flexibilização   de  patentes no   sentido de  assegurar ao conjunto da população  mundial o   acesso às   informações  indispensáveis para as mudanças  tecnológicas   exigidas por  um   desenvolvimento sustentável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;X  – Não   Controlarás a  Palavra   do Próximo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="texto"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Democratizar a comunicação    tornou-se  essencial. A   comunicação é uma das áreas que mais  explodiu  em  termos  de peso  relativo  nas transformações da  sociedade. Estamos  em   permanência  cercados de  mensagens. As nossas  crianças passam horas    submetidas à  publicidade  ostensiva ou  disfarçada. A indústria da    comunicação, com  sua fantástica   concentração internacional e nacional  -    e a sua  crescente interação   entre os dois níveis - gerou uma máquina    de  fabricar estilos de  vida, um  consumismo obsessivo que reforça o     elitismo, as  desigualdades, o  desperdício de recursos como símbolo de     sucesso. O  sistema circular  permite que os custos sejam embutidos nos     preços  dos produtos que nos  incitam a comprar, e ficamos envoltos  em  um    cacarejo permanente de  mensagens idiotas pagas do nosso bolso.   Mais    recentemente, a corporação  utiliza este caminho para falar bem   de  si,   para se apresentar como  sustentável e, de forma mais ampla,    como boa   pessoa. O espectro  eletromagnético em que estas mensagens    navegam é   público, e o acesso a  uma informação inteligente e gratuita    para todo o   planeta, é  simplesmente viável. Expandindo  gradualmente   as inúmeras   formas  alternativas de mídia que surgem  por toda parte,   há como   introduzir uma  cultura nova, outras visões  de mundo,  cultura    diversificada e não  pasteurizada, pluralismo em  vez de   fundamentalismos   religiosos ou  comerciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato que  mais   inspira esperança é a   multiplicação  impressionante de  iniciativas nos   planos da tecnologia,   dos sistemas de  gestão local,  do uso da   internet para democratizar o   conhecimento, da  descoberta  de novas   formas de produção menos   agressivas, de formas mais   equilibradas de   acesso aos recursos. O   Brasil neste plano tem  mostrado  que começar a   construir uma vida mais   digna para o “andar  de baixo”,  para os dois   terços de excluídos, não   gera tragédias  para os ricos.  Inclusive,   numa sociedade mais   equilibrada, todos  passarão a viver  melhor.   Tolerar um mundo onde um   bilhão de pessoas  passam fome, onde 10    milhões de crianças morrem   anualmente de  causas ridículas, e onde se    dilapidam os recursos   naturais das  próximas gerações, em proveito de    fortunas irresponsáveis,   já não é  possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta época    interativa, o Altíssimo   declarou-se  disposto a considerar outros    Mandamentos. Sendo o   Secretariado do  Altíssimo hoje bem equipado, os   que  por acaso tenham   sugestões ou  necessitem consultar documentos   mais  completos, poderão se   instruir  com outros Assessores, em linha   direta  sob &lt;a href="http://www.criseoportunidade.wordpress.com/" target="_blank"&gt;www.criseoportunidade.wordpress.com&lt;/a&gt;.     Críticas,   naturalmente, deverão ser endereçadas a Instâncias     Superiores.   Apreciações positivas e sugestões de outros Mandamentos     poderão ser   enviadas ao blog acima citado, ou no e-mail     ladislau@dowbor.org&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;NOTAS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(1)   BIS Quarterly     Review, December 2008, Naohiko Baba et al.,       www.bis.org/publ/qtrpdf/r_qt0812b.pdf p. 26: “In November, the BIS       released the latest statistics based on positions as at end-june 2008 in       the global over-the-counter (OTC) derivatives markets. The  notional      amounts outstanding of OTC derivatives continued to expand  in the   first    half of 2008. Notional amounts of all types of OTC  contracts   stood at    $863 trillion at the end of June, 21% higher  than six months   before”.    São 863 trilhões de dólares de derivativos  emitidos,  frente  a um PÌB    mundial de cerca de 60 trilhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(2)  Susan  George  traz uma    ilustração convincente: um bilionário que  aplica o  seu  dinheiro com uma    conservadora remuneração de 5% ao  ano, aumenta a  sua  fortuna em 137  mil   dólares por dia. Taxar este  tipo de ganhos  não é  “aumentar os   impostos”,  é corrigir absurdos.&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold;" class="texto"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;*Ladislau  Dowbor é doutor em   Ciências Econômicas pela Escola Central de   Planejamento e Estatística   de Varsóvia, Polônia, e professor titular  da  PUC-SP. É autor de &lt;em&gt;A   reprodução social e Democracia  economômica - um  passeio pelas teorias &lt;/em&gt;(contato   &lt;a href="http://dowbor.org/"&gt;http://dowbor.org&lt;/a&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16510"&gt;Carta      Maior&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:: &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-3287639589426297373?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/3287639589426297373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=3287639589426297373&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/3287639589426297373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/3287639589426297373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/11/os-dez-mandamentos-versao-revisada-e.html' title='Os Dez Mandamentos (versão revisada e ampliada)'/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-2Lf-3Qn9KUM/TYo_wcaJeQI/AAAAAAAACg4/E817vjjWynU/s72-c/capitalismo%2Bposter.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-5291139049171206406</id><published>2011-11-17T01:57:00.002-02:00</published><updated>2011-11-17T02:01:23.513-02:00</updated><title type='text'>Perfil do corrupto</title><content type='html'>::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-UsG9QXTWPlo/TsSG3cZt1zI/AAAAAAAADZU/n9CbSbVaCMo/s1600/impunidade3.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 382px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-UsG9QXTWPlo/TsSG3cZt1zI/AAAAAAAADZU/n9CbSbVaCMo/s400/impunidade3.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5675809717468649266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Por Frei Betto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Manifestações públicas em várias cidades exigem o fim do voto secreto no Congresso; o direito de o CNJ investigar e punir juízes;  a vigência da Ficha Limpa nas eleições de 2012; e o combate à corrupção na política.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Por que há tanta corrupção no Brasil? Temos leis, sistema judiciário, polícias e mídia atenta. Prevalece, entretanto, a impunidade  – a mãe dos corruptos. Você conhece um notório corrupto brasileiro? Foi  processado e está na cadeia?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O corrupto não se admite como tal. Esperto, age movido pela ambição de dinheiro. Não é propriamente um ladrão. Antes, trata-se de um requintado chantagista, desses de conversa frouxa, sorriso amável,  salamaleques gentis. Anzol sem isca peixe não belisca.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O corrupto não se expõe; extorque. Considera a comissão um direito; a porcentagem, pagamento por serviços; o desvio, forma de  apropriar-se do que lhe pertence; o caixa dois, investimento eleitoral. Bobos aqueles  que fazem tráfico de influência sem tirar proveito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Há vários tipos de corruptos. O corrupto oficial se vale da função pública para extrair vantagens a si, à família e aos amigos.  Troca a placa do carro, embarca a mulher com passagem custeada pelo erário, usa  cartão de crédito debitável no orçamento do Estado, faz gastos e obriga o  contribuinte a pagar. Considera natural o superfaturamento, a ausência de licitação, a concorrência com cartas marcadas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sua lógica é corrupta: "Se não aproveito, outro sai no lucro em meu lugar". Seu único temor é ser apanhado em flagrante. Não se envergonha de se olhar no espelho, apenas teme ver o nome estampado nos  jornais e a cara na TV.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O corrupto não tem escrúpulo em dar ou receber caixas de uísque no Natal, presentes caros de fornecedores ou patrocinar férias de  juízes. Afrouxam-no com agrados e, assim, ele relaxa a burocracia que retém as  verbas públicas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Há o corrupto privado. Jamais menciona quantias, tão somente insinua. É o rei da metáfora. Nunca é direto. Fala em circunlóquios,  seguro de que o interlocutor sabe ler nas entrelinhas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O corrupto "franciscano” pratica o toma lá, dá cá. Seu lema: "quem não chora, não mama". Não ostenta riquezas, não viaja ao exterior, faz-se de pobretão para melhor encobrir a maracutaia. É o  primeiro a indignar-se quando o assunto é a corrupção.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O corrupto exibido gasta o que não ganha, constrói mansões, enche o pasto de bois, convencido de que puxa-saquismo é amizade e  sorriso cúmplice, cegueira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O corrupto cúmplice assiste ao vídeo da deputada embolsando propina escusa e ainda finge não acreditar no que vê. E a absolve para,  mais tarde, ser também absolvido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O corrupto previdente fica de olho na Copa do Mundo, em 2014, e nas Olimpíadas do Rio, em 2016. Sabe que os jogos Pan-americanos  no Rio, em 2007, orçados em R$ 800 milhões, consumiram R$ 4 bilhões.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O corrupto não sorri, agrada; não cumprimenta, estende a mão; não elogia, incensa; não possui valores, apenas saldo bancário. De  tal modo se corrompe que nem mais percebe que é um corrupto. Julga-se um  negocista bem-sucedido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Melífluo, o corrupto é cheio de dedos, encosta-se nos honestos para se lhe aproveitar a sombra, trata os subalternos com uma  dureza que o faz parecer o mais íntegro dos seres humanos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Enquanto os corruptos brasileiros não vão para a cadeia, ao menos nós, eleitores, ano que vem podemos impedi-los de serem eleitos  para funções públicas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;[Frei Betto é escritor e assessor de movimentos sociais, autor do romance "Minas do Ouro” (Rocco), entre outros livros. &lt;/span&gt;&lt;a style="font-weight: bold; font-style: italic;" href="http://www.freibetto.org/"&gt;http://www.freibetto.org&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt; -  twitter:@freibetto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&amp;amp;cod=62394"&gt;Adital&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;::&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-5291139049171206406?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/5291139049171206406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=5291139049171206406&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/5291139049171206406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/5291139049171206406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/11/perfil-do-corrupto.html' title='Perfil do corrupto'/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-UsG9QXTWPlo/TsSG3cZt1zI/AAAAAAAADZU/n9CbSbVaCMo/s72-c/impunidade3.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-7754881059336387069</id><published>2011-11-17T00:58:00.003-02:00</published><updated>2011-11-17T01:21:36.447-02:00</updated><title type='text'>OUSADIA DOS BANCOS E A REFUNDAÇÃO DO ESTADO</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;::&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;por Mauro Santayana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div class="post-header"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div class="post-body entry-content"&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ZdYYdicuRkA/Tr_R_KQadLI/AAAAAAAAAi4/tiL0VaIaXBo/s1600/a-money.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 320px; height: 244px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-ZdYYdicuRkA/Tr_R_KQadLI/AAAAAAAAAi4/tiL0VaIaXBo/s320/a-money.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5674484938525275314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A convite do Instituto  dos Advogados de Minas Gerais, participei, ontem, em Belo Horizonte,   de um debate em torno da reforma política, que vem sendo anunciada e  postergada no Congresso Nacional. O tema, durante a discussão, saltou do  círculo de giz em que está contido, para ampliar-se à crise do estado  contemporâneo, ocupado, na maioria dos países, pelos representantes do  poder econômico. Enfim, apesar da resistência política, aqui e ali, e da  indignação dos povos, nas manifestações contra a ditadura dos bancos, o  Estado perdeu a sua natureza histórica, de integrar-se nas sociedades  nacionais. Separou-se, para se opor às comunidades, a serviço do novo e  diabólico fundamentalismo mercantil.  &lt;span style="font-size: 22pt; font-family: Arial,sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size: 22pt; font-family: Arial,sans-serif;"&gt;          &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma reforma política que  se limite aos ritos eleitorais e à organização partidária, e não atinja  os alicerces dos estados contemporâneos – uma vez que o tema não se  limita às nossas fronteiras – será inútil. O problema não é o da  estrutura formal do Estado; é de sua legitimidade. O instituto da  representação, sobretudo na formação dos parlamentos, se encontra  corrompido pela ação, a cada dia mais ousada, dos interesses econômicos.               Os partidos não reúnem idéias - apesar de sobreviverem ainda,  em suas fileiras, homens públicos de bem, mas acoitam servidores das  corporações, quase todas econômicas e financeiras, mesmo que se  dissimulem em algumas seitas religiosas.&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size: 22pt; font-family: Arial,sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;           &lt;span style="font-size:130%;"&gt;A separação dos  poderes, regra constitucional básica, para o bom funcionamento  republicano, se tornou uma farsa em algumas comunidades políticas,  como  é o nosso caso. Os partidos são aglomerados de interesses corporativos,  que não atraem a participação da cidadania. &lt;span style="font-size: 22pt; font-family: Arial,sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;         &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nos períodos de campanha  eleitoral, o proselitismo doutrinário e ideológico, que reunia os  cidadãos no passado, é substituído pela técnica da propaganda, e as  alianças se formam em busca do maior tempo de exposição nos meios  eletrônicos de comunicação. Em razão disso, o desinteresse dos cidadãos  abre  caminho para a erosão do Estado, que deixa de ser a alma das  sociedades nacionais.&lt;span style="font-size: 22pt; font-family: Arial,sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;           &lt;span style="font-size:130%;"&gt;As velhas regras da política internacional  são escandalosamente violadas, e os governos se colocam  a serviço dos  reais donos do mundo. Alguns poucos chefes de famílias poderosas, ao  controlar as finanças mundiais, controlam as matérias primas e a  energia. Grandes empresas industriais se assenhoreiam das pesquisas  científicas e tecnológicas, subtraindo seus resultados do domínio dos  inventores, mediante contratos que lhes transferem os direitos de  patente.&lt;span style="font-size: 22pt; font-family: Arial,sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size: 22pt; font-family: Arial,sans-serif;"&gt;          &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;As relações diplomáticas sempre foram formalmente de governo a  governo, no diálogo entre poderes soberanos, mesmo que as embaixadas  servissem e sirvam para a avaliação da força dos estados, mediante os  métodos clandestinos de espionagem. Hoje as embaixadas se tornaram  instrumentos desembuçados de interferência nos assuntos internos dos  estados, que perdem, assim, sua soberania.       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova subsecretária de  Estado dos Estados Unidos para a América Latina, Roberta Jakobson,  ao  ser sabatinada no Senado, disse, textualmente, que “em alguns países,  trabalharemos mais com a sociedade civil do que com os governos,  conforme a circunstância”. E, a pedido do democrata Robert Menendez  listou, entre esses países, a  Venezuela, a Bolívia, o Equador, a  Nicarágua, Belize e, "até certo ponto", a Argentina. Ela informou,  ainda, que deverá “monitorar” com preocupação os relatos de observadores  das eleições na Nicarágua, no dia 6, e estar atenta para "garantir que  os venezuelanos possam expressar seu desejo político" no pleito de 2012,  que é visto pelo Comitê de Relações Internacionais do Senado como "o  evento crucial da década na região".         &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há confissão mais  aberta de ingerência nos assuntos internos de nossos países e da  violação dos princípios da autodeterminação dos povos. Os governos  regionais devem manter-se vigilantes. Sempre que essa intromissão se  tornar evidente, têm o dever de declarar os diplomatas envolvidos personae  non gratae, e expulsá-los sumariamente de seus territórios.  &lt;/span&gt;            &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A crise  européia faz lembrar o desespero dos jogadores de pôquer que, a cada  rodada perdida, aumentam a aposta, na esperança de um milagre. Ainda  agora, se anuncia que Berlusconi será substituído, na chefia do governo  italiano, pelo economista Mário Monti. Mário Monti é um dos nomes  citados no recente livro do jornalista francês, Marc Roche, La  Banque: Comment  Goldman Sachs dirige le monde. Monti, ex-comissário europeu para  assuntos de concorrência, que advogou o esquartejamento de todas as  empresas estatais restantes e sua privatização imediata, é conselheiro  permanente do Goldman Sachs para o continente europeu. Ele não  representará, na chefia do governo da Itália, nenhum partido político, e  muito menos o povo italiano. Irá reportar-se ao sistema financeiro  internacional, que continua a se mover em torno de sua peça mais  poderosa, o Goldman Sachs.&lt;span style="font-size: 22pt; font-family: Arial,sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;          &lt;span style="font-size:130%;"&gt;A única esperança de que os Estados se  libertem da ditadura dos interesses do “mercado” está na ação dos  cidadãos do mundo, que já demonstram sua indignação em quase todas as  grandes cidades de todos os continentes. &lt;span style="font-size: 22pt; font-family: Arial,sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;         &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Já não se trata de uma  utopia, mas de  projeto realizável, se, ao contrapor-se à globalização  da economia, os povos conseguirem unir-se para a restauração dos estados  nacionais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.maurosantayana.com/2011/11/ousadia-dos-bancos-e-refundacao-do.html"&gt;blog do Mauro Santayana&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;::&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="post-body entry-content"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size: 22pt; font-family: Arial,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-7754881059336387069?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/7754881059336387069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=7754881059336387069&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/7754881059336387069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/7754881059336387069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/11/ousadia-dos-bancos-e-refundacao-do.html' title='OUSADIA DOS BANCOS E A REFUNDAÇÃO DO ESTADO'/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ZdYYdicuRkA/Tr_R_KQadLI/AAAAAAAAAi4/tiL0VaIaXBo/s72-c/a-money.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-5342834081328056698</id><published>2011-11-17T00:54:00.001-02:00</published><updated>2011-11-17T00:57:35.426-02:00</updated><title type='text'>Uma chocante lição da História, em três tempos</title><content type='html'>::&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;1. &lt;/strong&gt;Nos Estados Unidos, a população descobre que o  limite da sua tão orgulhosamente propalada democracia é a confrontação  aberta, ainda que pacífica, com os verdadeiros donos do poder.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;strong&gt;Occupy Wall Street&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://cbjm.files.wordpress.com/2011/11/wallstreet.jpg"&gt;&lt;img class="aligncenter size-full wp-image-2714" title="wallstreet" src="http://cbjm.files.wordpress.com/2011/11/wallstreet.jpg?w=500&amp;amp;h=335" alt="" width="500" height="335" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;2. &lt;/strong&gt;Na Europa, representantes eleitos pelo povo, na  Grécia e na Itália, são substituídos por dois ex-integrantes do banco  Goldman Sachs: Mario Monti, novo primeiro-ministro italiano, e Lucas  Papademos, novo primeiro-ministro grego.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt; Sede do Goldman Sachs&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://cbjm.files.wordpress.com/2011/11/goldman-sachs.jpg"&gt;&lt;img class="aligncenter size-full wp-image-2715" title="Goldman-Sachs" src="http://cbjm.files.wordpress.com/2011/11/goldman-sachs.jpg?w=288&amp;amp;h=257" alt="" width="288" height="257" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;3. &lt;/strong&gt;No Brasil, a mídia (os donos e seus colunistas  amestrados) institui a Conspiração do Silêncio para não ferir a  suscetibilidade de uma empresa petrolífera com um histórico mais escuro  do que o seu principal produto (vazamentos em Angola, Equador, Nigéria,  Canadá, Estados Unidos…), revelando na prática o que entende por  “liberdade de imprensa”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Vazamento na Bacia de Campos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://cbjm.files.wordpress.com/2011/11/chevron2.jpg"&gt;&lt;img class="aligncenter size-full wp-image-2716" title="chevron2" src="http://cbjm.files.wordpress.com/2011/11/chevron2.jpg?w=483&amp;amp;h=262" alt="" width="483" height="262" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quando a História quer dar um recado, ela não sussurra: grita.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: left; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt; PERCEBERAM QUEM MANDA NESTE MUNDO?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://cbjm.wordpress.com/2011/11/16/uma-chocante-licao-da-historia-em-tres-tempos/"&gt;Curso básico de jornalismo manipulativo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;::&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-5342834081328056698?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/5342834081328056698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=5342834081328056698&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/5342834081328056698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/5342834081328056698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/11/uma-chocante-licao-da-historia-em-tres.html' title='Uma chocante lição da História, em três tempos'/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-6848671603125107128</id><published>2011-11-12T14:49:00.002-02:00</published><updated>2011-11-12T14:54:54.600-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A PM e a USP: onde  estão as fronteiras que separam a universidade da sociedade?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="title"&gt;&lt;h2&gt;&lt;a href="http://blogueirasfeministas.com/2011/11/pm-usp-fronteiras/" rel="bookmark" title="Permanent Link to A PM e a USP: onde estão as  fronteiras que separam a universidade da sociedade?"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt; &lt;/div&gt;      &lt;!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --&gt;&lt;!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --&gt;&lt;h3&gt;&lt;a href="http://blogueirasfeministas.com/author/talitar/" title="Talita R da Silva"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;por Talita R da Silva&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Hoje,  falarei sobre o movimento de ocupação da reitoria da USP (Universidade  de São Paulo &lt;em&gt;campus&lt;/em&gt; Butantã). Esse texto reflete a acalorada  discussão que vem se estendendo na blogosfera (alguns sítios citados  aqui), bem como a conversa com as amigas feministas, que integram nossa &lt;a href="http://blogueirasfeministas.com/2011/11/autogestao-e-feminismo/"&gt;lista  de discussão&lt;/a&gt;. Ficamos, durante dias, tentando entender a natureza  das reivindicações, de olho nas notícias. Muitas iam diariamente à USP  cumprir suas obrigações, mas sempre estavam atentas às pautas do  movimento. Desse modo, estivemos preocupadas em desenvolver um diálogo  franco e aberto. Por isso, considero minha contribuição fruto de um  trabalho de discussão coletiva e espero que sirva como ferramenta para  ampliarmos ainda mais a temática, que envolve toda a sociedade, como  expliquei, rapidamente, em meu &lt;a href="http://jardimdelilith.blogspot.com/2011/11/o-conflito-na-usp-e-opiniao-publica.html"&gt;blog  pessoal&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div id="attachment_5720" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://ocupauspcontrarepressao.blogspot.com/"&gt;&lt;img class="size-medium wp-image-5720" src="http://blogueirasfeministas.com/wp-content/uploads/2011/11/Assembl%C3%A9ia-Estudantes-da-USP-300x187.jpg" alt="" height="187" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(204, 0, 0);" class="wp-caption-text"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O crime  organizado... Não ficou com medo? Mas alguém temeu e muito!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Faço parte da comunidade USP há quase sete anos e, muito  provavelmente, estarei ligada por, no mínimo, mais quatro anos.  Independentemente do que se veicule, tenho enorme orgulho de ser uma  uspiana. Nunca, nem por um minuto, senti vergonha ou constrangimento por  fazer parte de um espaço de discussões amplas e com tanta  potencialidade, como é a USP. Eu acredito na minha universidade e a  adoro com toda a intensidade devotada a tudo o mais que me é caro na  vida, por isso, sou crítica. Quero uma percepção justa, para corrigirmos  nossos &lt;a href="http://sistersteel.livejournal.com/58633.html"&gt;possíveis  equívocos&lt;/a&gt; e apontarmos nossos possíveis acertos. Visões deturpadas  só servem a quem quer manipular ou achincalhar por despeito. Nós, que  amamos a universidade, devemos trabalhar por uma &lt;a href="http://mariafro.com.br/wordpress/2011/11/06/a-gente-nao-quer-a-policia-fora-do-campus-a-gente-quer-a-policia-fora-do-mundo/"&gt;discussão&lt;/a&gt;  mais limpa e que caiba a toda a sociedade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O que está sendo passado para a população é, no mínimo, assustador,  por incorrer em inverdades. Chamarei de inverdades e não mentiras, por  levar em conta que boa parte dos jornalistas não conseguiu investigar as  questões que traz a público. Muitas vezes, prefere-se investir em  estereótipos a ir à caça das análises e discussões que fomentam as  manifestações. Isso, em minha opinião, reflete mais preguiça midiática  do que, propriamente, má fé por parte do corpo jornalístico. A mídia,  muitas vezes, tem o poder de apontar caminhos para a formação do  pensamento sócio-cultural. A informação nem sempre é tomada como um  objeto de reflexão, mas digerida como a reflexão em si. Contudo,  infelizmente, ainda não se empreendeu uma discussão séria a esse  respeito. A mídia continua a divulgar questões de interesse público,  como é o caso da USP, com base em dicotomias ultrapassadas, mas  facilmente apropriadas pela massa. Contrariando essa tendência  ditatorial da comunicação nacional, a blogosfera se levanta como um  espaço para mostrar a mesma face da moeda sob diferentes prismas. E  preenchendo uma parcela (ainda pequena) desse espaço estamos nós,  blogueiras feministas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Particularmente sobre o episódio da USP, é assustador ver como  polarizaram a discussão em “maconheiros preguiçosos” &lt;em&gt;vs&lt;/em&gt;  “policiais trabalhadores”. Baderneiros preguiçosos é a alcunha que  muitos uspianos usam para designar os estudantes da FFLCH (Faculdade de  Filosofia, Letras e Ciências Humanas), em clara contraposição a si  mesmos, afinal, profissões na área de humanas não são consideradas  trabalho por algumas pessoas. Nessa percepção maquiavélica, noto muito  do que se tem na discussão de gêneros, onde a mulher é acusada por não  ocupar majoritariamente os espaços das ciências exatas, como se essa  fosse uma condição &lt;em&gt;sine qua non&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; para termos direito de requerer  o grau de trabalhadoras liberadas, logo salários igualitários.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas, opondo-se a essa visão limitante dos fazeres humanos,  recentemente, a &lt;a href="http://iu.qs.com/"&gt;QS Word University Ranking&lt;/a&gt; mostrou  que nove cursos da USP aparecem entre os duzentos melhores do mundo e,  calcule-se a trivialidade dos dados, seis dos nove são da FFLCH. Isso dá  uma baita pista de que os alunos da FFLCH (vulgo “fefelechentos”), no  que eu me incluo, não são os maconheiros desocupados, baderneiros  ocasionais, que a mídia anda pintando. A comunidade USP, que é composta  por cerca de 110 mil pessoas, na verdade, pode estar mais preocupada em  discutir rumos para USP e sociedade do que em polemizar o uso da  maconha. Para defender a legalização ou a criminalização do uso de  maconha, temos outros mecanismos, que não a ocupação do espaço público  estudantil. Logo, definir o movimento em termos de “maconheiros” &lt;em&gt;vs&lt;/em&gt;&lt;a href="http://botecodabete.blogspot.com/2011/11/relato-sobre-acao-policial-na-usp-no.html"&gt;desrespeito&lt;/a&gt;  que esses policiais têm para com o cidadão, o estudante, o pesquisador,  o intelectual da USP. Sim, somos tudo isso, mas parece que ninguém mais  leva em consideração os anos de estudo que dedicamos apenas para  conseguir passar pelo vestibular e, em seguida, para passar pela  graduação, e assim sucessivamente. A maioria de nós não é marginal. Um  criminoso não estaria ali, expondo-se à prisão, para vender meia dúzia  de baseado. Quem saiu minimamente do &lt;em&gt;Neverland&lt;/em&gt; sabe que não é o  traficante que vai atrás do usuário, ainda mais se o usuário estiver em  um espaço cercado por policiais, câmeras de televisão e todo o circo  que vimos ser armado.&lt;/span&gt;  “caretas” não reflete o tópico da questão. A apreensão dos três  estudantes que portavam quantidade de usuário do entorpecente maconha  parece ter sido apenas o estopim para deflagrar o problema da restrição  da liberdade em uma das vinte e cinco autarquias do Estado de São Paulo.  A polêmica não é e nunca foi se os estudantes teriam liberdade para  usar entorpecentes, mas que tipo de policiamento o “pacto” do reitor  estaria enfiando na USP. Na manhã do dia 08/11, terça-feira, tivemos uma  amostra do &lt;/p&gt; &lt;div id="attachment_5718" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://ocupauspcontrarepressao.blogspot.com/"&gt;&lt;img class="size-medium wp-image-5718 " src="http://blogueirasfeministas.com/wp-content/uploads/2011/11/Choque-USP-300x200.jpg" alt="" height="200" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold; font-style: italic;" class="wp-caption-text"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Precisava  armar dessa forma cerca de 400 policiais?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Muitos perguntaram a razão de os manifestantes cobrirem o rosto. Não  precisa divagar muito para saber que só se encobre a identidade sob duas  hipóteses: (1) Quando se sabe que se está infringindo leis; (2) Quando  se teme represálias por quaisquer atos cometidos. Essa manifestação  poderia ser enquadrada, &lt;a href="http://blogs.estadao.com.br/marcelo-rubens-paiva/geracao-mascarada/"&gt;e  foi&lt;/a&gt;, como um ato de delito, sujeito, inclusive, à prisão. E, de  fato, todos os envolvidos temiam a represália que viriam a sofrer,  dentre elas a jubilação. Deve-se entender que não é porque a pessoa está  lutando por um ideal social, que ela deverá se sacrificar ao ponto de  ser presa e expulsa da universidade. Por que temer mostrar o rosto não  foi mais um indício de que nossa liberdade estava cerceada ao extremo?  Talvez, seja a hora de nos perguntarmos o que aconteceu nesse caminho  para associarmos o medo dos estudantes ao crime dos estudantes. Ninguém  ali matou, roubou ou, sequer, destruiu o patrimônio público. Por falar  no evocado patrimônio público, por que ele seria mais importante do que o  patrimônio cultural? Por que os abusos policiais seriam menos graves do  que um estudante escrever em uma parede? A resposta é simples. Isso  ocorre porque a parede interessa ao outro, que a contempla. A pessoa  humilhada, por outro lado, só interessa a ela mesma. É essa a lógica  mesquinha que vive enfatizando o patrimônio público.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div id="attachment_5717" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://www.facebook.com/photo.php?fbid=286521288048839&amp;amp;set=a.286240964743538.74772.100000729103790&amp;amp;type=3&amp;amp;theater"&gt;&lt;img class="size-medium wp-image-5717 " src="http://blogueirasfeministas.com/wp-content/uploads/2011/11/Minoti-1-300x164.jpg" alt="" height="164" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(204, 0, 0);" class="wp-caption-text"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Imagem  de Guilherme Minoti - Crítica à sociedade do espetáculo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O público é a sociedade e a sociedade deveria estar na universidade,  ambas trabalhando em contiguidade. Quando se estabeleceu os modelos de  universidades públicas no Brasil, tinha-se em mente um &lt;a href="http://raquelrolnik.wordpress.com/2011/11/04/muito-alem-da-polemica-sobre-a-presenca-ou-nao-da-pm-no-campus-da-usp/"&gt;espaço  urbanístico&lt;/a&gt; capaz de abrigar o entorno da universidade, o que seria  justo, afinal se todos pagamos para mantê-la, todos deveríamos poder  usufruir de seus recursos. Essa ideia não é só “politicamente correta”,  mas funcional. Se mais pessoas ocupassem a USP, haveria maior pressão  para que as vias fossem melhor iluminadas. Com mais pessoas em  atividade, isso poderia coibir assaltos e violências. Enfim, teríamos  uma cadeia favorável a todos. A todos, não, a alguns. Porque a política  dos reitores mais recentes caminhou, justamente, em sentido oposto, isto  é, restringiu a apropriação da &lt;a href="http://leobarone.blogspot.com/2011/11/um-protesto-que-me-fez-pensar-sobre-usp.html"&gt;universidade  pela sociedade&lt;/a&gt;. Mas e a PM (polícia militar), onde é que ela (não)  entra?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div id="attachment_5719" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://www.facebook.com/photo.php?fbid=286540391380262&amp;amp;set=a.286240964743538.74772.100000729103790&amp;amp;type=3&amp;amp;theater"&gt;&lt;img class="size-medium wp-image-5719" src="http://blogueirasfeministas.com/wp-content/uploads/2011/11/Choque-USP1-300x200.jpg" alt="" height="200" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(204, 0, 0);" class="wp-caption-text"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Imagem  de Guilherme Minoti - Os estudantes representam perigo a quem?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quando dizemos que a universidade, para ser verdadeiramente pública,  deve estar aberta à sociedade e, ao mesmo tempo, um movimento sinaliza  que a PM é prejudicial ao bom andamento da dinâmica universitária, isso  pode soar paradoxal. Ou seja, alguns uspianos (usamos o “alguns” porque,  como é saudável a toda discussão, nessa, também, há divergências de  opinião, então enfoco uma parte da comunidade uspiana, a que é favorável  à retirada da PM dos &lt;em&gt;campi&lt;/em&gt;) querem se integrar à sociedade,  mas não querem estar sob os mesmos instrumentos de “proteção” que servem  para regimentar a sociedade. Então, grat@ contribuinte, acredito que é  chegado o momento de ampliarmos essa discussão. Afinal, que PM é essa  que mais assusta do que protege?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Proponho que iniciemos essa discussão sem partirmos de estereótipos.  Os policiais não constituem uma massa homogênea nem de abnegados  trabalhadores do bem, tampouco de corruptos, carniceiros. Eles são tão  humanos quanto nós, estudantes da USP. Recebem um salário baixo para se  submeterem a toda sorte de infortúnios e, pelo bem ou pelo mal, não  tomaram a USP porque não tinham nada de mais emocionante a fazer. A  troca de choque e os helicópteros apareceram, às 5h (não às 17h), no &lt;em&gt;campus&lt;/em&gt;  Butantã da USP por mandado de alguém e, certamente, trata-se de alguém  bem mais poderoso do que eu, do que a comunidade USP, do que a  comunidade que cerca a USP. Sendo assim, pergunto-me se há, de fato,  fronteiras intransponíveis entre a universidade e a sociedade. Quem as  ergue(u) e a quem interessa mantê-las?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://blogueirasfeministas.com/2011/11/pm-usp-fronteiras/"&gt;Blogueiras Feministas&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;::&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-6848671603125107128?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/6848671603125107128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=6848671603125107128&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/6848671603125107128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/6848671603125107128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/11/pm-e-usp-onde-estao-as-fronteiras-que.html' title=''/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-5752898000879212616</id><published>2011-11-12T14:33:00.002-02:00</published><updated>2011-11-12T14:43:29.360-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="sub-box-img"&gt;           &lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18947"&gt;             &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18947"&gt;&lt;img src="http://www.cartamaior.com.br/arquivosCartaMaior/FOTO/77/foto_mat_31563.jpg" /&gt;           &lt;/a&gt;         &lt;/div&gt;                                  &lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18947" class="titulo"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Noite dessas, em Atenas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                   &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E o dia a dia das gentes? Disso, quase não  se fala. O que fazem os gregos, por exemplo, quando não estão em  manifestações gigantescas? Eles, os gregos, quase foram consultados  sobre o futuro. Quase. Nas tragédias gregas o verdadeiro protagonista é o  coro. E o coro representa, reza a tradição, a voz do povo. Essa é a voz  que agora quis, quer, se fazer ouvir, enquanto o poder, o sistema, faz  ouvidos de mercador. Não escuta, não quer escutar. Não há tragédia grega  sem catarse. Em todas elas, quem tem a palavra final é o coro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0);"&gt;por Eric Nepomuceno&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São tempos cor de cinza na Europa. Em alguns países – Portugal, Espanha,  Grécia, Itália –, são, mais que cinzentos, tempos de desalento. A  linguagem fria dos analistas traz previsões geladas. Recessão,  estagnação. As perspectivas indicam que talvez – talvez –, a partir do  segundo semestre do ano que vem, as economias comecem, lentamente, a  reagir. E que o desemprego, que se espalha com a amplidão e a rapidez  das grandes maldades, persistirá, impassível, até pelo menos o final de  2013.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está bem: em termos de tempo histórico, é menos que um  suspiro. Mas e em tempo de vida, de anos de juventude, qual o tamanho  dessa demora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jornais se espalham em análises e previsões,  contam de manifestações que reúnem milhares de pessoas, traçam projeções  sobre o que pode acontecer, reviram possibilidades de alternativas,  especulam sobre o que aconteceria se tal caminho fosse tomado, buscam  balizas para se guiar no meio do temporal de informações desencontradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E  o dia a dia das gentes? Disso, quase não se fala. O que fazem os  gregos, por exemplo, quando não estão em manifestações gigantescas?  Eles, os gregos, quase foram consultados sobre o futuro. Quase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebo,  de Eugenia, que vive em Atenas, uma proposta para o referendo que  acabou não acontecendo. Dizia ela que, ao invés de perguntar ao povo se  aceitava ou não o tal programa de ajuste econômico, o então  primeiro-ministro Yorgos Papandreu, que nós chamados de Jorge e os  gregos chamam de Yorgakis, Jorginho, deveria ir direto ao assunto:  “Vocês preferem se matar ou serem mortos?”. Como depois se viu, acabou  que ninguém perguntou nada a ninguém, e uns poucos decidiram por todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leio  agora mesmo, num jornal europeu, que apareceu uma nova desconfiança  para os italianos: será que, em 2001, o governo do país fraudou dados da  economia para conseguir receber títulos de sua dívida soberana e entrar  na chamada zona do euro? Ou seja: terá o governo italiano, a exemplo do  governo grego, feito artimanhas para enganar os donos do dinheiro? A  pergunta aparece no mesmo dia em que se fortalece o nome de Mario Monti  para a vaga de primeiro-ministro, que um bufão sinistro chamado Silvio  Berlusconi deixa de ocupar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mario Monti é um nome que  tranqüiliza o sacrossanto mercado. Da mesma forma que Papandreu, na  Grécia, é substituído por outro tranqüilizante, Lucas Papademos. Da  tranqüilidade das pessoas não se fala, porque não é prioridade para  ninguém. A salvação é a das finanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o engodo, o embuste, as  artimanhas contábeis do passado? Melhor não mexer nisso. Que a Grécia  falsificou números a granel, já se sabe. E a Itália? Bem, naquele 2001 o  responsável pelos dados fiscais se chamava Mario Draghi, considerado um  ás dos números. Hoje, ele é o presidente do Banco Central Europeu. É  quem dá as cartas, ou melhor, quem distribui as cartas dadas pela dupla  Nicolás Sarkozy-Angela Merkel. Homem de total confiança do sistema,  teria ele, naquele distante 2001, iludido o mesmo sistema do qual agora  aparece como leal escudeiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, e os outros enganados? E o dia  a dia das gentes, dos não-consultados, dos não-perguntados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da  Grécia, Eugenia manda notícias. Conta como os políticos lançam  afirmações enfáticas que eles mesmos desmentem em seguida. Conta que  ninguém mais acredita em nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eugenia conta que todos se sentem  enganados o tempo inteiro. Que os tais acordos impostos pela União  Européia, e que os políticos dizem ter sido arduamente negociados, não  significam nada, porque ninguém consegue entender nada, a não ser que  estão perdidos. Em todos, a certeza de que medidas duríssimas serão  aplicadas sem contemplação alguma. Mais sacrifícios, mais humilhações,  para que as finanças se salvem. Que finanças?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eugenia conta que,  noite dessas, quando o mundo inteiro estava com os olhos cravados na  Grécia, numa praça de Atenas se juntaram trabalhadores, estudantes,  funcionários públicos, artistas, donas de casa. E começaram a cantar e a  rir e a dançar. Eram mais de quatrocentas pessoas, convocadas por  ninguém. Todas dançando, todas cantando, todas rindo. Para espantar os  demônios, para convocar a vida.&lt;br /&gt;Eugenia estava na praça, naquela  noite. E cantou, e dançou, e riu, reivindicando seu direito à alegria e à  esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tragédia, ela e os gregos entendem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eugenia  conta que nas tragédias gregas o verdadeiro protagonista é o coro. E  que o coro representa, reza a tradição, a voz do povo. Essa é a voz que  agora quis, quer, se fazer ouvir, enquanto o poder, o sistema, faz  ouvidos de mercador. Não escuta, não quer escutar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eugenia,  enfim, lembra que não há tragédia grega sem catarse. E que em todas as  tragédias gregas, quem tem a palavra final é o coro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18947"&gt;Carta Maior&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;::&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-5752898000879212616?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/5752898000879212616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=5752898000879212616&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/5752898000879212616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/5752898000879212616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/11/noite-dessas-em-atenas-e-o-dia-dia-das.html' title=''/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-83726214516848226</id><published>2011-11-12T14:14:00.002-02:00</published><updated>2011-11-12T14:22:41.357-02:00</updated><title type='text'>“Ilusões (des)necessárias”</title><content type='html'>::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="attachment_5745" class="wp-caption alignright" style="width: 310px;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://blogueirasfeministas.com/wp-content/uploads/2011/11/foto-1.jpg"&gt;&lt;img class="size-medium wp-image-5745 " src="http://blogueirasfeministas.com/wp-content/uploads/2011/11/foto-1-300x225.jpg" alt="" height="225" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="wp-caption-text"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;foto:  acervo pessoal&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Ilusões  (des)necessárias”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;div class="title"&gt;&lt;h2&gt;&lt;a href="http://blogueirasfeministas.com/2011/11/ilusoes-desnecessarias/" rel="bookmark" title="Permanent Link to “Ilusões (des)necessárias”"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt; &lt;/div&gt;      &lt;!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --&gt;&lt;!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --&gt;&lt;p style="text-align: right; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;“Se você não tiver cuidado os jornais  vão ensinar a odiar os oprimidos e amar os opressores” &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: right; font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;(frase atribuída a Malcolm X)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;por Camilla Magalhães&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Essa frase, recentemente espalhada por  muitos pelo Facebook, me remete a dois conceitos esboçados em um livro  com que tive contato não há muito tempo e cujas ideias merecem ser  tratadas no BF. Trata-se das ilusões necessárias e da fabricação do  consentimento, apresentadas por Noam Chomsky em &lt;em&gt;Ilusões Necessárias.   &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O objetivo do autor no texto é comentar  como “os meios de comunicação e elementos afins da cultura intelectual  de elite” levam a cabo um controle de pensamento. A crítica e os  comentários ali presentes se relacionam com episódios como aqueles de  guerra (Vietnã, Golfo, Iraque, Afeganistão) em que, de alguma forma, era  preciso justificar e convencer os cidadãos da necessidade e da  importância da empreitada militar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nesse contexto, – que, importa dizer, não é  o único possível de se aplicar a tese do autor, como faremos adiante –  os meios de comunicação, representados, em nações como os EUA e o  Brasil, por grandes corporações detentoras do controle dos diversos  canais de comunicação, ocupam papel fundamental ao criar &lt;em&gt;ilusões  necessárias&lt;/em&gt; capazes de sustentar os interesses dos grupos  dominantes – nesse caso, a guerra. Uma publicidade bem arquitetada  associada à massiva utilização do noticiário que repetida e  constantemente apresenta “dados” e “informações” a respeito do  terrorismo, da violência, do perigo, do medo são os meios e os  instrumentos para tal produção de ilusões.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O cidadão, de participante de uma sociedade democrática,  transforma-se em um apático e obediente observador, colocado de fora,  portanto, do debate e da ação política. E, nesse momento, dá-se o que o  autor denomina de &lt;em&gt;fabricação do consentimento. &lt;/em&gt;Antes e  teoricamente, o consentimento que deveria ser livre e democrático, agora  e na prática, o consentimento será apenas a reprodução do interesse  desses grupos, veiculado através de suas ilusões necessárias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E, nesse caminho, a agressão se transforma em autodefesa, a vítima se  transforma em agressor, o oprimido em opressor e todas essas ilusões  que vamos nos acostumando a comprar sentados diante da TV, do jornal  diário, da revista semanal ou do computador.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Em uma das passagens do livro, o autor relata como nos EUA, nos anos  40, “recorrendo-se uma vez mais a ilusão necessária se reivindicou,&lt;strong&gt;  como ainda se reivindica,&lt;/strong&gt; que as universidades praticamente  haviam sido tomadas por totalitários de esquerda – isto é que a ortodoxia  havia perdido algo de sua força”. Nada mais adequado e atual, nesses  tempos em que estudantes são tomados por criminosos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;É claro que essa prática não vem sem exageros e abusos dos meios de  imprensa. Pelo contrário, esse extrapolar os limites é constante e  ameaça, muitas vezes, a própria existência  das instituições democráticas. No entanto, todo aquele que se insurge  contra ditos abusos, tentando impor normas de responsabilidade e  controlar os excessos, é e será acusado pelos meios de imprensa de  exercer censura. &lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Na verdade, e agora transportando a ideia de Chomsky para a nossa  realidade, diferente não acontece por aqui. Com essa mesma lógica  publicitária e midiática, somos diariamente convencidos de quem são os  nossos inimigos. Nessa onda, é comum – se não é constante – ver a  transformação do oprimido em inimigo e uma série de ilusões necessárias  são embutidas e compradas. E, assim como naquela nação discutida pelo  autor, também concordamos, sem concordar, em substituir nosso  consentimento livre e democrático pelo consentimento fabricado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E aí,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;- a mulher que luta pelo direito ao seu próprio corpo é inimiga da  vida;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;- a publicidade que expõe a mulher como objeto que se limita a usar o  corpo para conseguir o que quer, submeter-se ao marido, ou comemorar  efusivamente um novo produto de limpeza (WTF) é apenas bom humor, nada  mais; e os grupos que pretendem discutir tal  publicidade, censores;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;- os estudantes que pretendem discutir sua segurança e proteção  contra a violência institucional são todos maconheiros, filhinhos de  papai e vagabundos;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;- moradores de comunidades “dominadas” pelo tráfico são criminosos e a  infeliz contingência de terem seus direitos violados diariamente em  ocupações e operações já não surpreende ninguém, convencidos todos que  estamos da necessidade de segurança.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;É possível produzir uma lista infinita das desnecessárias ilusões que  compramos. E a lista aumenta cada dia mais com a força de uma nova  ferramenta: as redes sociais. A facilidade de disseminação de  informações na rede proporciona uma renovação na forma de se fabricar o  consentimento, na velocidade de retweets e compartilhamentos de posts. A  absorção apática é a mesma antes citada e, talvez, um pouco pior, dada a  facilidade e a velocidade comentadas. Não é preciso pensar, refletir,  escrever, debater. As ideias já chegam prontas, transformadas em textos,  figuras, frases de efeito, piadas. Basta um clique e você agora é o  “dono” daquela ideia de cuja criação nem participou, excluído do debate  que está por ter se contentado em simplesmente reproduzir consentimentos  fabricados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E é nesse cenário sufocante que movimentos sociais como o feminista, o  LGBT, o movimento estudantil, os movimentos defensores de direitos  humanos, as ONGs e comunidades militantes contra o racismo e tantas  outras transformam-se em inimigos do consumidor de ilusões midiáticas.  Mas é também nesse cenário sufocante que movimentos como esses se  constituem em um real espaço democrático, &lt;strong&gt;de debate, dissenso e  consenso livres&lt;/strong&gt;. E quanto mais fortes, mais serão tidos por  inimigos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Por isso me parece apropriado finalizar com uma passagem genial do  texto:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Meu sentimento pessoal é de que os  cidadãos das sociedades democráticas deveriam empreender um curso de  autodefesa intelectual para protegerem-se da manipulação e do controle e  para estabelecer as bases para uma democracia mais significativa.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://blogueirasfeministas.com/2011/11/ilusoes-desnecessarias/"&gt;Blogueiras Feministas&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;::&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-83726214516848226?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/83726214516848226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=83726214516848226&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/83726214516848226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/83726214516848226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/11/ilusoes-desnecessarias.html' title='“Ilusões (des)necessárias”'/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-3886768590678461637</id><published>2011-11-12T14:04:00.002-02:00</published><updated>2011-11-12T14:11:03.759-02:00</updated><title type='text'>Metade dos brasileiros não sabem O Que é Autoritarismo!</title><content type='html'>::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-8KthOssYP5E/Tr6ahWeaU4I/AAAAAAAADZE/a5bVQqh_n2c/s1600/fascism.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-8KthOssYP5E/Tr6ahWeaU4I/AAAAAAAADZE/a5bVQqh_n2c/s400/fascism.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5674142478292898690" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span jsid="text" class="commentBody"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Metade dos brasileiros não  sabem O Que é Autoritarismo!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Por  Nemércio Nogueira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);" jsid="text" class="commentBody"&gt;&lt;span class="text_exposed_show"&gt;, no blog Maria da Penha Neles!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span jsid="text" class="commentBody"&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;É alarmante o resultado da  pesquisa da chilena Latinobarometro que a Folha de S.Paulo publicou no  dia 29 de Outubro. Ela mostra que no último ano o apoio da população  brasileira à dem&lt;span class="text_exposed_hide"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="text_exposed_show"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;ocracia caiu de 54% para 45%. Caiu mais que a  média de apoio na América Latina. Ou seja, menos de metade da nossa  população prefere a democracia a qualquer outra forma de governo. A  maioria acha que um governo autoritário pode ser preferível a um  democrático, ou que dá na mesma a democracia ou o autoritarismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivo hoje, à vista desse fato, Nelson Rodrigues diria que, além da  unanimidade ser burra, a maioria é estúpida. Parece incrível que, numa  nação que foi vítima da opressão de uma ditadura, mais de metade da  população pense que um governo totalitário pode ser melhor que a  democracia, ou que tanto faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que tem tanta importância o  trabalho que vem sendo feito pelo Instituto Vladimir Herzog, com seu  projeto “Resistir é preciso...”, resgatando os jornais e jornalistas  que, nas bancas, na clandestinidade ou no exílio, combateram a ditadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vídeos, livros, documentários e outras iniciativas, o Instituto  insere na História do Brasil e procura mostrar a todos, principalmente  aos mais jovens, qual era a realidade que vivíamos nos anos de chumbo.  Para que não permitamos que isso aconteça de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os estúpidos que  dispensaram a democracia nessa pesquisa do Latinobarometro não sabem  que, sem democracia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. A imprensa amordaçada não poderia denunciar  corrupção nos governos, nem opinar livremente sobre todos os assuntos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Um presidente da República rejeitado pela população não teria sido  castigado pelo impeachment;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Um presidente que terminou oito anos  de mandato com apoio de 86% da população, também segundo o  Latinobarometro, não poderia sequer ter sido eleito;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. O fim do  sigilo eterno de documentos do governo e a criação da Comissão da  Verdade, já aprovados pela Câmara e pelo Senado, nem projetos teriam  sido;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. O Brasil não viveria o atual desenvolvimento social e  econômico, nem gozaria do respeito que hoje lhe dedicam os outros  países;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Nenhuma crítica ao governo seria permitida – por  jornalistas, por sindicalistas, por estudantes, por políticos, ou por  quem quer que fosse;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. A corrupção, a incompetência e o desmando de  governantes e funcionários públicos estariam permanentemente  acobertados pela intransparência do poder totalitário;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Estaríamos  todos continuamente sob a ameaça arbitrária de prisão, tortura e morte;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Teríamos de tomar cuidado com o que disséssemos perto de colegas de  escola e de trabalho, vizinhos, conhecidos, até parentes, pois qualquer  um poderia nos delatar, em troca de alguma vantagem junto aos donos do  poder;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Ainda existiria um DOPS, com o inacreditável nome de  Departamento de Ordem Política e Social, onde se prendiam pessoas pelo  crime de pensamento e opinião;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Não poderíamos votar porque os  mandantes nos seriam impostos, nem a opinião pública poderia se  manifestar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a provável exceção dos estúpidos 55% da população  brasileira que acham que democracia não é indispensável, todos conhecem a  frase de Sir Winston Churchill: ”A democracia é a pior forma de  governo, exceto todas as outras que têm sido tentadas de tempos em  tempos." E a de Ulysses Guimarães, que disse que "A grande força da  democracia é confessar-se falível de imperfeição e impureza, o que não  acontece com os sistemas totalitários, que se autopromovem em perfeitos e  oniscientes para que sejam irresponsáveis e onipotentes."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só na  democracia é possível criticar até mesmo a própria democracia – e, de  Saramago e Bernard Shaw até ao Marquês de Maricá, há comentários  derrogatórios a ela em suficiente quantidade. Mas eu fico com Goethe: "A  democracia não corre, mas chega segura ao objetivo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://mariadapenhaneles.blogspot.com/2011/11/povo-estupido-metade-dos-brasileiros.html"&gt;Blog Maria da Penha Neles!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;::&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-3886768590678461637?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/3886768590678461637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=3886768590678461637&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/3886768590678461637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/3886768590678461637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/11/metade-dos-brasileiros-nao-sabem-o-que.html' title='Metade dos brasileiros não sabem O Que é Autoritarismo!'/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-8KthOssYP5E/Tr6ahWeaU4I/AAAAAAAADZE/a5bVQqh_n2c/s72-c/fascism.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-1276010214873014242</id><published>2011-11-12T13:40:00.002-02:00</published><updated>2011-11-12T13:42:38.297-02:00</updated><title type='text'>CORRUPÇÃO - As duas faces de FHC</title><content type='html'>::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img class="size-medium wp-image-57642" src="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/11/fhc-211x300.jpg" alt="" height="300" width="211" /&gt;&lt;div class="entry sizefont3"&gt;&lt;div id="attachment_57642" class="wp-caption alignleft" style="width: 221px; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O  ex-presidente alveja o PT pelos pecados que ele cometeu. Foto: Antonio  Cruz/ABr&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;As duas faces de FHC&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3 class="chapeu sizefont1"&gt;por Maurício Dias&lt;/h3&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pelas funções que ocupou, Fernando Henrique Cardoso é o mais  conhecido e ilustre integrante da oposição aos governos do PT. Criticar é  um direito natural do cidadão e no caso de FHC é, além de tudo, tarefa  partidária.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No artigo que escreve semanalmente para o jornal O Globo ele atacou,  no domingo 6, o problema da corrupção a partir da demissão de ministros  do governo decididas por Dilma, a partir de denúncias veiculadas pela  imprensa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“Há (…) uma diferença essencial na comparação do que se vê hoje na  esfera federal. Antes, o desvio de recursos roçava o poder, mas não era  condição para o seu exercício. Agora os partidos exigem ministérios e  postos administrativos para obter recursos que permitam sua expansão,  atraindo militantes e apoios com as benesses que extraem do Estado.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A tese do sociólogo, que se espatifa diante dos fatos, é a de que a  corrupção a partir do governo Lula tornou-se sistêmica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Dias antes, no mesmo jornal, o sociólogo tucano Bolívar Lamounier  feriu a mesma corda. Desavisado, lamentou que a corrupção agora  estivesse sem controle. Deixa -entrever que, sob controle, a corrupção  seria tolerável. Eu não acho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Leia mais:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/politica/politica/a-doenca-de-lula-e-o-servico-publico/"&gt;Não-carta  ao ex-presidente FHC&lt;br /&gt;O PSDB limitando-se a cumprir tabela&lt;br /&gt;A doença de Lula e o serviço público&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Voltando um pouco mais de meio século atrás, é possível se deparar  com os mesmos problemas na campanha de Juscelino Kubitschek.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O udenismo, cujo DNA pode ser identificado no tucanato, quase  conseguiu criar uma chamada “CPI dos Vidros”. Por que esse nome?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Feche os olhos, quem está longe da capital. Imagine Brasília.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Coalhada de vidros, beneficiou o controle monopolista do mercado pelo  empresário Sebastião Paes de Almeida. Ele foi o maior contribuinte da  campanha milionária de JK, o primeiro a usar a televisão e a deslocar-se  de avião pelo País. Como recompensa, Paes de Almeida presidiu o Banco  do Brasil e, posteriormente, assumiu o Ministério da Fazenda.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;FHC, evidentemente, mira o PT e aliados, quase todos citados  nominalmente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Emerge aí o FHC na oposição. Mas há o FHC no governo. Abrigou-se sob  telhado de vidro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ele esquece, de propósito, os “arranjos” financeiros do PSDB para  custear as eleições. Há muitos e muitos exemplos. Casos mais conhecidos:  o chamado “mensalão mineiro”, do PSDB, que gira em torno do mesmo eixo:  o publicitário Marcos Valério envolvido no “mensalão do PT”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Convenientemente, o ex-presidente tucano passa a borracha na  história.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Apaga do cenário de denúncias o ex-presidente do Banco do Brasil  Ricardo Sérgio, eficiente operador financeiro. FHC usa o mata-borrão na  memória de Sérgio Motta, que, em 1994, foi o tesoureiro da campanha de  FHC e tinha Ricardo Sérgio como principal operador. Em 1998, Serjão  articulou a peso de ouro a emenda da reeleição.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não se pode ser complacente com os ilícitos. É preciso, no entanto,  descortinar o significado político mais amplo da campanha anticorrupção  para não exercer o papel de inocente útil.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A corrupção entrou em pauta, com toda a força da mídia, a partir do  chamado “mensalão”. Como bandeira de eleição foi um fracasso. Lula foi  reeleito, em 2006, derrotando o tucano Alckmin, e Dilma superou o tucano  Serra, em 2010.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O eleitor virou as costas para a ética? Não. Talvez tenha apenas  percebido que, por hipocrisia, a oposição levou a luta política para o  campo da ética.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/politica/as-duas-faces-de-fhc/"&gt;Carta Capital&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                                     &lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;::&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-1276010214873014242?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/1276010214873014242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=1276010214873014242&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/1276010214873014242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/1276010214873014242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/11/corrupcao-as-duas-faces-de-fhc.html' title='CORRUPÇÃO - As duas faces de FHC'/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-2577837633748609593</id><published>2011-11-12T13:32:00.002-02:00</published><updated>2011-11-12T13:36:18.324-02:00</updated><title type='text'>Quanto maior a projeção, maior a violência</title><content type='html'>::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;h2 class="titulo-post sizefont2"&gt;&lt;/h2&gt;                 &lt;div class="entry sizefont3"&gt;                      &lt;!-- AddThis Button Begin --&gt; &lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_product = 'wpp-262'; var addthis_config = {"data_track_clickback":true,"data_track_addressbar":false};if (typeof(addthis_share) == "undefined"){ addthis_share = [];}&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=wp-4ebe7d060b2df00e"&gt;&lt;/script&gt;&lt;div id="attachment_57511" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a rel="fancybox" class="fancybox" href="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/11/Mench%C3%BA.jpg"&gt;&lt;img class="size-medium wp-image-57511" src="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/11/Mench%C3%BA-300x228.jpg" alt="" height="228" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="wp-caption-text"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Para  Rigoberta Menchú, o protagonismo feminino na sociedade aumentou a  violência contra as mulheres. Foto: AFP&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rigoberta Menchú&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quanto maior a projeção,  maior a  violência&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;por Gabriel Bonis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A violência contra as mulheres aumenta na mesma proporção em que  ganham poder. É o que afirma a vencedora do prêmio Nobel da Paz  Rigoberta Menchú, em entrevista ao site de &lt;em&gt;CartaCapital&lt;/em&gt;, por  telefone. “Creio que há um ambiente favorável às mulheres na sociedade  e, por isso, elas são mais atacadas. Prova disso são os delitos já  caracterizados como feminicídio”, diz. “Isso significa que o nosso  protagonismo está dando resultado.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Segundo a ativista de direitos indígenas, as mulheres desempenham  cada vez mais papéis de destaque, sendo responsáveis pela solução de  problemas em diversas comunidades. “A maioria dos integrantes de  organizações sociais são mulheres e estamos concorrendo mais a eleições  populares”, explica Menchú, que disputou a presidência da Guatemala em  2011, mas não passou para o segundo turno.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Leia também:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www2.cartacapital.com.br/blog/sociedade/rigoberta-menchu-%E2%80%98os-indios-brasileiros-sao-os-mais-renegados%E2%80%99/"&gt;‘Nenhum  país trata tão mal os seus índios como o Brasil’&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www2.cartacapital.com.br/blog/politica/vergonha-brasileira/"&gt;Enquanto  vizinhos sul-americanos condenam torturadores, Brasil opta pelo  esquecimento dos crimes da ditadura&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www2.cartacapital.com.br/blog/economia/dilma-critica-solucao-recessiva-da-uniao-europeia/"&gt;“Crise  atual é igual ou pior que a de 1929″, diz Dilma Rousseff&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Para a guatemalteca, também ligada a causas ambientais, as mulheres  precisam ser incluídas em políticas públicas que não as tratem como  vítimas, mas protagonistas. “Precisamos ser vistas como líderes de  mudanças, dirigentes sociais, empresariais e econômicas. Além disso, a  ênfase sobre o papel das mulheres na sociedade tem sido desigual.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Menchú, que vem ao Brasil para o &lt;em&gt;2º Fórum Global de  Sustentabilidade &lt;/em&gt;do festival de música &lt;em&gt;SWU&lt;/em&gt;, em Paulínia  (SP), no dia 12 de novembro, também destaca a necessidade de reformas  sociais para superar novos desafios, que não envolvem apenas as  mulheres. “Se não encontrarmos soluções para os problemas da saúde,  pobreza e melhorarmos as condições de vida da juventude, a violência vai  aumentar e vamos ter novos conflitos.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quanto a este cenário, a Nobel da Paz é pessimista. “Seremos afetados  pela violência ou o florescimento de máfias corporativas, da droga, da  corrupção e da impunidade, pois as leis já não funcionam. É urgente que  encontremos novas vias para fazermos o desenvolvimento sustentável.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/internacional/quanto-maior-a-projecao-maior-a-violencia/"&gt;Carta Capital&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                                     &lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;::&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-2577837633748609593?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/2577837633748609593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=2577837633748609593&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/2577837633748609593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/2577837633748609593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/11/quanto-maior-projecao-maior-violencia.html' title='Quanto maior a projeção, maior a violência'/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-5220822023071361213</id><published>2011-11-11T20:17:00.001-02:00</published><updated>2011-11-11T20:19:46.483-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='urânio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='USA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='urânio empobrecido'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Iraq'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='guerra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crimes de guerra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imperialismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Afeganistão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='war crimes'/><title type='text'>Urânio empobrecido: Um crime de guerra dentro de uma guerra criminosa</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-size: 180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="post-header"&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_crE-RBUJgh4/S6oabBL6jzI/AAAAAAAABZo/I5SqCmQ3AL0/s1600/uranium_babies.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452199350362607410" style="float: left; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 400px; height: 386px;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_crE-RBUJgh4/S6oabBL6jzI/AAAAAAAABZo/I5SqCmQ3AL0/s400/uranium_babies.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-style: italic; font-weight: bold;" align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os povos iraquiano, palestino,   afegão são vítimas fatais da utilização das armas produzidas com o lixo   nuclear, armas largamente produzidas e utilizadas pelos exércitos de   ocupação dos Estados Unidos da América e sua base militar no Oriente   Médio, Israel.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-style: italic; font-weight: bold;" align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O resultado de sua utilização a   médio prazo, você pode verificar com seus olhos:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-weight: bold;" align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por William Bowles &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Como se destruir um país e a sua cultura não fosse   suficientemente mau, o que dizer acerca da destruição do seu futuro, dos   seus filhos? Quero bradar isto de cima dos telhados! Somos cúmplices  em  crimes de tamanha enormidade que acho difícil encontrar as palavras   para descrever o que sinto acerca deste crime cometido em meu nome! Em   nome do mundo "civilizado"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Esqueça-se do petróleo, da  ocupação, do  terrorismo ou mesmo da Al-Qaeda. O perigo real para os  iraquianos destes  dias é câncer. O câncer está a propagar-se  rapidamente no Iraque.  Milhares de bebés estão a nascer com  deformidades. Os médicos dizem que  estão a lutar para enfrentar o  aumento do câncer e dos defeitos natos,  especialmente em cidades  sujeitas a pesado bombardeamento americano e  britânico". — Jalal Ghazi,  para &lt;a href="http://news.newamericamedia.org/news/view_article.html?article_id=80e260b3839daf2084fdeb0965ad31ab" target="_new"&gt;New America Media&lt;/a&gt; Segundo Dahr Jamail, "Os militares   estado-unidenses e britânicos utilizaram mais de 1700 toneladas de   urânio empobrecido (depleted uranium, DU) no Iraque durante a invasão de   2003 (Jane's Defence News, 4/2/04) acima da 320 toneladas utilizadas  na  Guerra do Golfo de 1991 (Inter Press Service, 3/25/03).  Literalmente,  todas as pessoas com quem falei no Iraque durante os meus  nove meses de  reportagem ali sabem de alguém que sofre ou morreu de  câncer. (...)  Ghazi cobriu Faluja, a qual absorveu a carga de duas  maciças operações  militares dos EUA em 2004, até 25 por cento dos  nascituros têm sérias  anormalidades físicas. As taxas de câncer em  Babil, uma área a Sul de  Bagdad, elevaram-se de 500 casos em 2004 para  mais de 9000 em 2009. O  Dr. Jawad al-Ali, director do Centro de  Oncologia em Bassorá, disse à Al  Jazeera English (10/12/09) que houve  1885 casos de câncer no ano de  2005, agora de 1250 a 1500 pacientes  visitam o seu centro a cada mês. — &lt;a href="http://www.fair.org/index.php?page=4" target="_new"&gt;'The New   'Forgotten' War'&lt;/a&gt; By Dahr Jamail, 15 March, 2010&lt;br /&gt;Mesmo a BBC foi   forçada a reconhecer a realidade (Ouçam: &lt;a href="http://news.bbc.co.uk/today/hi/today/newsid_8548000/8548926.stm" target="_new"&gt;'Child deformities 'increasing' in Falluja'&lt;/a&gt; 4 March,   2010). Mas é verdade que pesquisei o sítio web da BBC em busca do vídeo   clip que havia visto na semana passada, de modo que fui poupado às  cenas  horrorosas que testemunhara, registadas no hospital principal de   Faluja. Se isto tivesse sido uma herança de Saddam, teríamos visto   imagens como aquelas acima repetidas infindavelmente nos mass media,   completadas com resoluções da ONU e tudo o mais. Esta peça curta   colocada no sítio web da BBC finalizava assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;"Numa declaração, o   Pentágono disse que "Nenhum estudo até à data indicou questões   ambientais que resultassem em questões específicas da saúde. Munições   não explodidas, incluindo dispositivos explosivos improvisados, são um   perigo reconhecido" ".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim da história, tanto quanto o que  preocupa a  BBC. Assim, como é que isto não é uma manchete? Mesmo a  Coligação  Travem a Guerra (Stop the War Coalition) mal menciona o  assunto, mais  preocupada aparentemente com os apuros dos guerreiros do  imperialismo,  dos guerreiros britânicos que dispararam esta coisa  imunda não só contra  inocentes iraquianos como também contra inocentes  da antiga Jugoslávia e  do Afeganistão. Mas então somos os cidadãos do  Império, o que explica  porque Stop the War tem pouco ou nada a dizer  sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando  disseram que o urânio empobrecido era a  arma preferida do império  estado-unidense, eles mentiam. A palavra  'empobrecido' é um truque de  relações públicas. Ela faz parece que o  material nuclear está esgotado.  Não está. É urânio. Vamos chamá-lo  urânio. Por outras palavras, DU é o  resíduo nuclear de baixo nível. O  DU também pode conter traços  significativos de "neptúnio, plutónio,  amerício, tecnícium-99 e  urânio-236". – &lt;a href="http://tuberose.com/" target="_new"&gt;http://tuberose.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;As  declarações do governo britânico e estado-unidense de que o  Depleted  Uranium é uma arma "convencional" são contraditadas pelos  factos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  armamento com urânio empobrecido (DU) cumpre a  definição de armas de  destruição em massa em duas de três categorias  sob o U.S. Federal Code  Title 50 Chapter 40 Section 2302.&lt;br /&gt;Desde  1991, os EUA libertaram  atomicidade equivalente a pelo menos 400 mil  bombas de Nagasaki na  atmosfera global. Isto é 10 vezes a quantidade  libertada durante testes  atmosféricos, a qual era o equivalente a 40  mil bombas de Hiroshima. Os  EUA contaminaram permanentemente a  atmosfera global com poluição  radioactiva que tem uma semi-vida de 2,5  mil milhões de anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os EUA  conduziram ilegalmente quatro  guerras nucleares na Jugoslávia,  Afeganistão e duas vezes no Iraque  desde 1991, chamando o DU de  armamento "convencional" quando de facto é  armamento nuclear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O DU no  campo de batalha tem três efeitos  sobre sistemas vivos: é um veneno  químico como metal pesado, um veneno  "radioactivo" e tem um efeito de  "partícula" devido à dimensão das  partículas que é de 0,1 mícrons ou  mais pequeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os planos para o  DU como armamento são de um memorando  de 1943 do Gen. L. Groves, do  Projecto Manhattan, que recomendou o  desenvolvimento de materiais  radioactivos como armas de gás venenoso –  bombas sujas, mísseis sujos e  balas sujas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As armas com DU são  penetradoras com energia  cinética muito efectiva, ainda mais efectiva do  que as bio-armas uma  vez que o urânio tem uma forte afinidade química  para estruturas de  fosfato concentradas no DNA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O DU é o Cavalo de  Tróia da guerra  nuclear – ele mantém-se presente e continua a matar. Não  há maneira de  limpá-lo e nenhuma maneira de anulá-lo porque ele  continua a  desintegrar-se em outros isótopos radioactivos em mais de 20  passos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terry  Jemison do U.S. Department of Veterans Affairs declarou  em Agosto de  2004 que mais de 518 mil veteranos do Golfo (período de 14  anos) estão  agora com incapacidade médica e que 7.039 foram feridos no  campo de  batalha naqueles mesmo período. Mais de 500 mil veteranos dos  EUA estão  sem casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em alguns estudos de solados que tiveram bebés   normais antes da guerra, 67 por cento dos bebés pós-guerra nasceram com   defeitos graves – com falta de cérebro, olhos, órgãos, pernas e braços e   doenças do sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Sul do Iraque, cientistas estão a relatar   níveis de radiação gama no ar cinco vezes mais elevados, o que aumenta  a  carga corporal diária dos habitantes. De facto, o Iraque, a  Jugosláveis  e o Afeganistão são inabitáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O câncer começa com  uma partícula  alfa sob as condições certas. Um grama de DU é da  dimensão de um ponto  nesta sentença e liberta 12 mil partículas alfa  por segundo. – &lt;a href="http://tuberose.com/" target="_new"&gt;http://tuberose.com/&lt;/a&gt;  De  modo que todas vocês, pessoas alegadamente civilizadas, o que estão  a  fazer acerca disto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;PS: Oh, esqueci-me das armas  com DU  fornecidas a Israel pelos EUA, também lançadas sobre o povo de  Gaza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;O original encontra-se em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.creative-i.info/2010/03/18/depleted-uranium-a-war-crime-within-a-war-crime-by-william-bowles/?utm_source=feedburner&amp;amp;utm_medium=feed&amp;amp;utm_campaign=Feed%3A+Creative-i+%28Creative-i+-+trying+to+make+sense+of+this+crazy,+capitalist+world%29" target="_new"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;http://www.creative-i.info/2010/03/18/depleted-uranium-a-war-crime-within-a-war-crime-by-william-bowles/?utm_source=feedburner&amp;amp;utm_medium=feed&amp;amp;utm_campaign=Feed%3A+Creative-i+(Creative-i+-+trying+to+make+sense+of+this+crazy,+capitalist+world)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt; e em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.countercurrents.org/bowles210310.htm" target="_new"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;http://www.countercurrents.org/bowles210310.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;Este artigo foi postado  do : &lt;/span&gt;&lt;a href="http://resistir.info/" target="_new"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;http://resistir.info/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt; .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://somostodospalestinos.blogspot.com/"&gt; blog Somos Todos  Palestinos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;::&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-5220822023071361213?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/5220822023071361213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=5220822023071361213&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/5220822023071361213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/5220822023071361213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/11/uranio-empobrecido-um-crime-de-guerra.html' title='Urânio empobrecido: Um crime de guerra dentro de uma guerra criminosa'/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_crE-RBUJgh4/S6oabBL6jzI/AAAAAAAABZo/I5SqCmQ3AL0/s72-c/uranium_babies.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-5016971135511816243</id><published>2011-11-10T21:51:00.001-02:00</published><updated>2011-11-10T21:56:57.629-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eli Pariser: Tenha  cuidado com os "filtros-bolha" online.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;À medida em que empresas da Web se esforçam para fornecer serviços sob  medida para nossos gostos pessoais (incluindo notícias e resultados de  pesquisa), acontece uma perigosa e não intencional conseqüência: Caímos  na cilada dos "filtros-bolha" e não somos expostos à informações que  poderiam desafiar ou ampliar nossa visão de mundo. Eli Pariser argumenta  vigorosamente que isto, definitivamente, mostrar-se-á ruim para nós e  para a democracia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="526" height="374"&gt;&lt;br /&gt;&lt;param name="movie" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf"&gt;&lt;br /&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;br /&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;br /&gt;&lt;param name="bgColor" value="#ffffff"&gt;&lt;br /&gt;&lt;param name="flashvars" value="vu=http://video.ted.com/talk/stream/2011/Blank/EliPariser_2011-320k.mp4&amp;amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/EliPariser-2011.embed_thumbnail.jpg&amp;amp;vw=512&amp;amp;vh=288&amp;amp;ap=0&amp;amp;ti=1091&amp;amp;lang=por_br&amp;amp;introDuration=15330&amp;amp;adDuration=4000&amp;amp;postAdDuration=830&amp;amp;adKeys=talk=eli_pariser_beware_online_filter_bubbles;year=2011;theme=bold_predictions_stern_warnings;theme=what_s_next_in_tech;event=TED2011;tag=Culture;tag=Global+Issues;tag=Technology;tag=journalism;tag=politics;&amp;amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" pluginspace="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" bgcolor="#ffffff" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" flashvars="vu=http://video.ted.com/talk/stream/2011/Blank/EliPariser_2011-320k.mp4&amp;amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/EliPariser-2011.embed_thumbnail.jpg&amp;amp;vw=512&amp;amp;vh=288&amp;amp;ap=0&amp;amp;ti=1091&amp;amp;lang=por_br&amp;amp;introDuration=15330&amp;amp;adDuration=4000&amp;amp;postAdDuration=830&amp;amp;adKeys=talk=eli_pariser_beware_online_filter_bubbles;year=2011;theme=bold_predictions_stern_warnings;theme=what_s_next_in_tech;event=TED2011;tag=Culture;tag=Global+Issues;tag=Technology;tag=journalism;tag=politics;&amp;amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" width="526" height="374"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fonte:  &lt;a href="http://www.ted.com/talks/lang/por_br/eli_pariser_beware_online_filter_bubbles.html"&gt;TED Conversations&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;h2&gt;&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h1&gt;&lt;span class="notranslate" id="altHeadline"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-5016971135511816243?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/5016971135511816243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=5016971135511816243&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/5016971135511816243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/5016971135511816243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/11/eli-pariser-tenha-cuidado-com-os.html' title=''/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-7714732940410274565</id><published>2011-11-10T21:36:00.003-02:00</published><updated>2011-11-10T21:51:01.095-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-NeQ16NuvsSY/TrxjT-zKTPI/AAAAAAAADY4/OytiXkye_5U/s1600/assembleia%2Bfflch%2Bfora%2Bpm.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-NeQ16NuvsSY/TrxjT-zKTPI/AAAAAAAADY4/OytiXkye_5U/s400/assembleia%2Bfflch%2Bfora%2Bpm.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673518825506229490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Paulo Arantes: “Nós estamos afundando  internamente”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;h2&gt;&lt;span class="tilt_5"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;          &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Enviado por &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Ricardo Maciel, via  e-mail&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Em 30 de novembro 2010,  portanto há um ano, foi realizado na  Universidade  de São Paulo &lt;strong&gt;&lt;a href="http://emdefesadaeducacao.wordpress.com/2010/11/25/ato-contra-a-criminilizacao-da-politica-na-usp/" target="_blank"&gt;ato contra a criminalização da política na USP&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.  Além de protestar contra o crescente clima de &lt;strong&gt;&lt;a href="http://emdefesadaeducacao.wordpress.com/2010/11/23/manifesto-contra-a-criminalizacao-da-politica-na-usp/" target="_blank"&gt;perseguição e repressão&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;,  prestava  solidariedade aos estudantes e funcionários sindicados ou  processados  pela reitoria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Um dos oradores foi o professor Paulo  Eduardo Arantes, da FFCLH. Na  ocasião, ele  falou sobre o estado corrosão que grassa entre os   professores. Lembrou também que a ex-reitora Suely Vilela disse a ele e a  outros quatro professores que nenhum estudante seria processado por  conta da ocupação da reitoria em 2007. Promessa que não foi cumprida nem  pela Suely nem pelo atual reitor João Grandino Rodas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A sua fala é atualíssima, merece ser lida/ouvida/vista novamente.  Segue o vídeo. A diferença é que há um ano a situação era ruim, mas não  tinha os contornos macabros de agora, com repressão deliberada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nós publicamos também a transcrição da fala do professor Paulo  Arantes no&lt;span style=";font-family:Calibri;font-size:small;"  &gt; &lt;strong&gt;&lt;a href="http://emdefesadaeducacao.wordpress.com/2011/01/05/paulo-arantes-nos-estamos-afundando-nao-e-pela-repressao-nos-estamos-afundando-internamente"&gt;blog  em Defesa da Educação&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="padding-left: 60px;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“Eu gostaria de fazer uma breve evocação e  depois um breve comentário.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="padding-left: 60px;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A evocação já foi feita pelo professor  João Adolfo Hansen, que é a  seguinte: na Ocupação da Reitoria de 2007  foi constituída uma comissão  negociadora, que negociou com a reitora os  termos da desocupação da  reitoria, e uma das cláusulas é a de que não  haveria nenhuma retaliação  ou punição por motivos políticos. Os  eventuais danos patrimoniais seriam  objeto de uma investigação a parte,  documentada, segundo os trâmites  legais cabíveis. Isso foi totalmente  ignorado. Um dos negociadores dessa  cláusula, eu gostaria de evocar.  Foi o professor István Jancsó, que  faleceu recentemente, e que não pode  ser esquecido, não apenas por esse  episódio. O professor István Jancsó  começou aqui na História. Grande e  iminente historiador, especialista  na história colonial brasileira,  sobretudo nas grandes rebeliões  baianas da época da independência, um  estudioso da história do Brasil, é  um exemplo de muitas coisas, não só  do que é o ato docente, do que  significa ser professor, mas ele é um  exemplo de algo que nós estamos  descuidando nesse momento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="padding-left: 60px;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Foram convidados vários professores [&lt;em&gt;faz  alusão ao ato e a baixa presença de professores&lt;/em&gt;], eu sei disso.  Estou beirando os 70. Nós somos uma espécie de vitrine [&lt;em&gt;faz  referência aos integrantes da mesa&lt;/em&gt;], nós somos a cereja do bolo  para estancar um pouco a sangria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="padding-left: 60px;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas é preciso aprofundar isso, este  momento é um ato de solidariedade  aos estudantes que estão sendo  perseguidos, por inépcia jurídica  inclusive, e aos funcionários. Mas é  importante lembrar que a  universidade também é composta de professores,  e nós precisamos  multiplicar os Istváns da vida. Se não fosse o  István… o István  chegou a  dar plantão, chegou a dormir na  universidade. E ele tinha uma saúde  frágil, por várias razões,  inclusive porque havia sido torturado pela  ditadura, ele é um veterano  de 1964. De modo que essa memória que está  encarnada pelos professores,  não pode ser desativada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="padding-left: 60px;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não quero fazer nenhuma alusão macabra,  mas olhando para os meus  colegas [dirigindo-se aos professores  presentes à mesa], nós vamos  morrer daqui a pouco e é necessário… e são  sempre os mesmos, e cada vez  que encontro os mesmos, alguns já estão  grisalhos, outros nem estão mais  aqui. De modo que é necessário  providenciar uma mudança de quadros, e  isso só é possível se nós  tivermos uma estratégia de convencimento dos  professores, inclusive  lembrar a sua própria memória institucional, que  estava presente no  István Jancsó desde o inicio. E o István morreu há  poucos meses. Fora  uma ou outra homenagem pontual e escondida, sua morte  passou em brancas  nuvens. Porque essas coisas acontecem, como o  falecimento [&lt;em&gt;do  István&lt;/em&gt;], e passam em brancas nuvens… essas  pequenas barbaridades  que nós estamos testemunhando agora podem se  avolumar na mais completa  indiferença e impunidade, porque os colegas  dele, assim como foram  indiferentes à passagem dele pela Universidade de  São Paulo, são  indiferentes ou pouco estão ligando ao que reitor atual  está fazendo…  uma truculência  a mais… estão todos anestesiados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="padding-left: 60px;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Era isso que eu queria dizer. É apenas um  recado. Lembrem-se de personagens desse porte.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="padding-left: 60px;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nós estamos afundando não é pela  repressão, nós estamos afundando  internamente, é uma implosão, e essa  implosão começou há uns 20 e poucos  anos atrás pelo corpo docente,  depois chegou aos estudantes e  funcionários”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-left: 60px;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" width="425" height="350"&gt;&lt;param name="src" value="http://www.youtube.com/v/R3FsbAcSvAY"&gt;&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/R3FsbAcSvAY" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p id="noticia_sec"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p id="noticia_sec"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Leia também:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/sergio-fonseca-cabeca-ilustrada-em-corpo-de-jagunco.html"&gt;Sérgio  Fonseca: Cabeça ilustrada em corpo de jagunço&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div id="noticia_sec"&gt; &lt;div id="noticia_sec"&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/politica/gilberto-maringoni-brasao-da-pm-paulista-e-um-tapa-na-cara-do-povo-brasileiro.html"&gt;Gilberto  Maringoni: “Brasão da PM paulista é um tapa na cara do povo brasileiro”&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;div id="noticia_sec"&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/politica/mauricio-caleiro-o-avanco-do-conservadorismo-desinformado.html"&gt;Maurício  Caleiro: O avanço do conservadorismo desinformado&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;div id="noticia_sec"&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/politica/crise-agora-na-italia-requiem-para-o-euro.html"&gt;Crise,  agora na Itália: Réquiem para o euro&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;div id="noticia_sec"&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/politica/zelic-e-padilha-direitos-humanos-em-risco.html"&gt;Zelic  e Padilha: Direitos humanos em risco&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/politica/ana-paula-salviatti-a-ditadura-e-seus-fosseis-vivos-na-usp-de-2011.html"&gt;Ana  Paula Salviatti: A ditadura e seus fósseis vivos na USP de 2011&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/jorge-cid-o-dia-em-que-o-denuncismo-vingou.html"&gt;Jorge  Cid: O dia em que o denuncismo vingou&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;div id="noticia_sec"&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/vozes-silenciadas-relatorio-sera-lancado-dia-19.html"&gt;Vozes  silenciadas: Relatório será lançado dia 19&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;div id="noticia_sec"&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/shayene-metri-ato-pacifico-globo-nao-foi-bem-isso-o-que-eu-vi.html"&gt;Shayene  Metri: “Palhaçada organizada por policiais e alimentada pelos  repórteres”&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;div id="noticia_sec"&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/rodas-provou-que-merece-o-titulo-inedito-de-persona-non-grata.html"&gt;Universidade  em Movimento: “Rodas provou que merece o título (inédito) de persona  non grata da Faculdade de Direito”&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;div id="noticia_sec"&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/wilson-correia-usp-repressao-ou-educacao.html"&gt;Wilson  Correia: USP, repressão ou educação?&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;div id="noticia_sec"&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/reintegracao-de-posse-da-reitoria-da-usp-nota-a-imprensa.html"&gt;Estudantes  denunciam “intervenção militar” no campus&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/mario-maestri-pela-volta-da-idade-media-a-usp.html"&gt;Mário  Maestri: Pela volta da Idade Média à USP&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                           &lt;div style="clear: both; height: 1px;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;   &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/paulo-arantes-nos-estamos-afundando-internamente.html"&gt;Viomundo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;::&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-7714732940410274565?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/7714732940410274565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=7714732940410274565&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/7714732940410274565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/7714732940410274565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/11/paulo-arantes-nos-estamos-afundando.html' title=''/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-NeQ16NuvsSY/TrxjT-zKTPI/AAAAAAAADY4/OytiXkye_5U/s72-c/assembleia%2Bfflch%2Bfora%2Bpm.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-4860300460611626438</id><published>2011-11-10T21:25:00.004-02:00</published><updated>2011-11-10T21:29:49.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-76hArj5RE0o/TrxeGzDAEfI/AAAAAAAADYg/3NLI72Zmgc0/s1600/diplomacia%2Bobama.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 391px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-76hArj5RE0o/TrxeGzDAEfI/AAAAAAAADYg/3NLI72Zmgc0/s400/diplomacia%2Bobama.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673513101455004146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Pepe Escobar: “Nova dança da moda: bombardear o Irã” &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;div class="post-header"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;table class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt; &lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-QWjGodey1Tg/TrwwtpmGnKI/AAAAAAAAD24/4cONlb4EiYk/s1600/Pepe_Escobar12.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt; &lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=";font-size:130%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: right;" align="right"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;"  lang="EN-US"&gt;9/11/2011, &lt;b&gt;Pepe  Escobar&lt;/b&gt;,&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;!--?xml:namespace prefix =  st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" /--&gt;&lt;st1:place st="on"&gt;&lt;i&gt;Asia&lt;/i&gt;&lt;/st1:place&gt;&lt;i&gt; Times Online&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: right;" align="right"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;"  lang="EN-US"&gt;&lt;a href="http://www.atimes.com/atimes/Middle_East/MK11Ak01.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:blue;"&gt;Do  the bomb &lt;st1:place st="on"&gt;&lt;st1:country-region st="on"&gt;Iran&lt;/st1:country-region&gt;&lt;/st1:place&gt;   shuffle&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: right;" align="right"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt;Tradizido pelo  pessoal da &lt;b&gt;Vila  Vudu&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt;Preparem-se para  uma chuva de informes de “inteligência”, no formato de imagens de  satélites nas  quais todos os modelos de armazém fotografados em território iraniano  serão  freneticamente descritos como segmentos de linha de montagens de bombas  atômicas. (Lembram a famosa “instalação atômica secreta” localizada na  Síria, há  alguns anos? Era uma fábrica de tecidos).&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt;Preparem-se para  uma chuva de diagramas mal desenhados e imagens de objetos de ar sempre  muito  suspeito, ou dos contêineres onde teriam sido escondidos, todos capazes  de  atingir a Europa em 45 minutos.&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt;Preparem-se para  uma chuva de “especialistas” nos canais Fox, CNN e BBC, empenhados em  dissecação  sem fim de todas aquelas mal traçadas linhas travestidas como se fossem  “provas”. Por exemplo, o ex-inspetor de armas da ONU, David Albright,  agora  empregado do &lt;i&gt;Institute for Science and  International Security (ISIS)&lt;/i&gt;, já conseguiu escapar do mundo das  almas  mortas e já voltou à telinha, exibindo suas credenciais de “bombardear o  Irã”,  acrescidas de diagramas e inteligência de satélite.&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt;Esqueçam o Iraque.  Fora de moda, tãããããão 2003. O novo&lt;span class="apple-converted-space"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;i&gt;groove&lt;/i&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;está aí.  É guerra  contra o Irã já.&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt;Virar japonês&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt;Para começar,  convoquem algum senso comum.&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt;Se o Irã estivesse  construindo uma bomba atômica, teria de ter desviado urânio para essa  finalidade. O relatório divulgado essa semana pela Agência Internacional  de  Energia Atômica [&lt;i&gt;International Atomic Energy Agency (IAEA)&lt;/i&gt;] – por  mais  politicamente enviesado que seja – nega absolutamente qualquer desvio de   urânio.&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt;Se o Irã estivesse  desenvolvendo uma bomba atômica, os inspetores da ONU a serviço da IAEA  teriam  sido expulsos do país.&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt;OK. Em 2002 o  Iraque não tinha programa de armas nucleares. E, mesmo assim, foi  chocado e  apavorado. O mesmo argumento vale também para o Irã.&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt;Teerã deve ter  feito, isso sim – se merecem algum crédito as informações de  inteligência super  enviesadas usadas para o relatório da IAEA – muitos experimentos e  simulações em  computador. Todo o mundo faz – inclusive países que desistiram da bomba,  como o  Brasil e a África do Sul.&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt;O Corpo dos  Guardas Islâmicos Revolucionários [ing.&lt;span class="apple-converted-space"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Islamic Revolutionary Guards Corps (IRGC)&lt;/i&gt;] – encarregado  do  programa nuclear civil – quer, sim, com certeza, uma força de contenção.&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt;Quer dizer: eles  querem poder construir uma bomba nuclear, para o caso de virem a  enfrentar  ameaça confirmada e inequívoca de mudança de regime induzida, mais  provavelmente, por ataque militar ou invasão pelos EUA.&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt;Há  muitas dúvidas sobre a competência – ou a imparcialidade – do novo  presidente da  Agência Internacional de Energia Atômica, o submisso Yukya Amano,  japonês. A  melhor resposta sobre isso está num telegrama &lt;i&gt;Wikivazado&lt;/i&gt;, de  2010 &lt;a href="http://redecastorphoto.blogspot.com/2011/11/pepe-escobar-nova-danca-da-moda.html" name="1338efbb37afdfdd__ftnref1"&gt;&lt;b&gt;[1&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;]&lt;/b&gt;.&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt;Quanto à origem de muito do que tem sido  apresentado  pela IAEA como inteligência “confiável”, até o&lt;span class="apple-converted-space"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;i&gt;New York Times&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;já  foi  obrigado a noticiar que “parte daquelas informações foram enviadas à  IAEA por  EUA, Israel e Europa”. Gareth Porter já destruiu definitivamente a  credibilidade  daquele relatório &lt;a href="http://redecastorphoto.blogspot.com/2011/11/pepe-escobar-nova-danca-da-moda.html" name="1338efbb37afdfdd__ftnref2"&gt;&lt;b&gt;[2]&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt;Além do mais,  preparem-se para pressão máxima contra a CIA, para que desminta o  crucial&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;i&gt;2007 National  Intelligence Estimate  (NIE)&lt;/i&gt;, que estabeleceu – de forma irrefutável – que Teerã encerrou  seu  programa nuclear para armas atômicas há muito tempo, em 2003.&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt;Tudo isso  encaixa-se perfeitamente com os latidos dos cães de guerra, que já  começaram a  latir.&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt;Os fantoches  europeus podem ser incompetentes até para vencer uma guerra na Líbia (só   conseguiram, depois que o Pentágono assumiu o comando da inteligência  via  satélites).&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt;Podem ser  incompetentes até para dar solução ao desastre financeiro da Europa. Mas  França,  Alemanha e UK já começaram a latir – exigindo sanções mais duras contra o   Irã.&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt;Nos EUA,  Democratas e Republicanos juntos exigem não só sanções; os Republicanos  pirados  (evidente oxímoro) clamam por nova versão da Operação Choque e Pavor.&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt;Nunca é pouco  repetir como funcionam as coisas em Washington. O governo de Benjamin  Netanyahu  em Israel diz ao poderoso&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;i&gt;AIPAC&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;(&lt;i&gt;American Israel Public  Affairs  Committee&lt;/i&gt;) o que fazer; e o&lt;span class="apple-converted-space"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;i&gt;AIPAC&lt;/i&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;transmite  as ordens  ao Congresso dos EUA.&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt;Por isso a  Comissão de Relações Exteriores da Câmara de Deputados dos EUA já está  analisando um projeto de lei a ser apresentado pelos dois partidos e  que, de  fato, é declaração de guerra ao Irã.&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt;Nos termos da lei  em discussão, nem o presidente Barack Obama, nem a secretária de Estado  Hillary  Clinton, nem, de fato, nenhum diplomata dos EUA, poderá manter qualquer  tipo de  contato ou relação diplomática com o Irã – a menos que Obama obtenha,  “das  comissões apropriadas do Congresso”, uma declaração de que não falar com  o Irã  implicaria “ameaça extraordinária a interesses vitais da segurança dos  EUA.”&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt;“Comissões  apropriadas do Congresso” é exatamente a Comissão de Relações Exteriores  da  Câmara de Deputados dos EUA, que recebe ordens de marcha marcial  diretamente de  Bibi, em Israel, via o&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;i&gt;AIPAC&lt;/i&gt;,  em  Washington.&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt;Tentem dizer a  qualquer daqueles hiper-Israel-acima-de-tudo no Congresso dos EUA quais  são as  reais consequências imediatas de atacar o Irã: o Irã, em minutos,  fechará o  Estreito de Ormuz, com o que serão cortados 6 milhões de barris de  petróleo, da  economia mundial (que já está em recessão no norte industrializado), o  que  elevará o preço do barril de petróleo para 300, 400 dólares. De nada  adiantará:  eles não sabem juntar lé com cré.&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt;Preparem-se. E  nenhum passo fora da agenda&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt;Começam a aparecer  boatos de que o Corpo dos Guardas Revolucionários Islâmicos (IRGC) teria  dito,  segundo a agência de notícias Fars, que bastam quatro mísseis iranianos  para  deter Israel.&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt;Esse mísseis  talvez sejam – e talvez não sejam – os mísseis nucleares cruzadores  soviéticos  Kh-55 da Ucrânia e da Bielorrússia, com alcance máximo de &lt;st1:metricconverter productid="2.500 km" st="on"&gt;2.500 km&lt;/st1:metricconverter&gt;, e que o  Irã  talvez tenha comprado, há anos, no mercado negro.&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt;O IRGC, claro,  mantém-se em silêncio. O que só faz aumentar o nevoeiro da (pré) guerra  –,  porque ninguém sabe coisa alguma sobre a qualidade das defesas do Irã.&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt;Segredo que todos  conhecem em Washington é que a ‘mudança de regime’ no Irã é jogo de  guerra que  já vem sendo jogado desde, no mínimo, 2004.&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt;Ainda se aplica o  mapa do caminho favorito dos neoconservadores, de 2002; os alvos são  Iraque,  Síria, Líbano, Irã, Somália e Sudão – pontos chaves do “arco de  instabilidade”  inventado pelo Pentágono.&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt;Imaginem esses  PhDs em matanças e guerras examinando o tabuleiro de xadrez. O Iraque já  está  devidamente chocado e apavorado (apesar de os EUA estarem sendo chutados  de lá).  A Síria é jogo duro demais para os incompetentes da OTAN. O Líbano (o  Hezbollah)  só será derrotado se a Síria cair antes. A Líbia foi vitória (esqueçam  que a  guerra civil na Líbia que durará muito tempo). A Somália pode ser  contida com  Uganda e aviões-robôs tripulados à distância, os&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;i&gt;drones&lt;/i&gt;. E o Sudão do Sul já  está no  saco.&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt;O que deixa aberta  – para os adeptos linha dura da doutrina da Dominação de Pleno Espectro  –, a  tentação sedutora de um ataque bem-sucedido contra o Irã, como o ápice  de um  movimento radical de destruição, que redistribuiria todas as cartas, do  Oriente  Médio à Ásia Central. O “arco de instabilidade” estaria, afinal,  desestabilizado.&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;font-size:12pt;"  &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Como fazer? É  simples – do ponto de vista dos dedicados servidores da morte e da  guerra. Basta  convencer Obama de que, em vez de infernizar-lhe a vida, os  conservadores  beijarão o chão que ele pisa e o canonizarão como o salvador  ressuscitador da  economia dos EUA... se Obama concordar com, só, começar mais uma guerra.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;Alguém aí está  interessado em&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Occupy&lt;/i&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;Irã – literalmente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();}  catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-479bzw6XCF4/Trxd7Q3My2I/AAAAAAAADYU/OSypsVHT4g4/s1600/Obama_and_Iran_by_Latuff2.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 327px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-479bzw6XCF4/Trxd7Q3My2I/AAAAAAAADYU/OSypsVHT4g4/s400/Obama_and_Iran_by_Latuff2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673512903300139874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt; &lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt; &lt;hr align="left" width="33%" size="1"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;Notas dos  tradutores&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(34, 34, 34);"&gt;“New UN chief  is  'director general of all states, but in agreement with us” [Novo diretor  da  IAEA-ONU é "diretor geral de todos os estados", mas em acordo conosco] –   16/10/2009, &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.guardian.co.uk/world/us-embassy-cables-documents/230076?CMP=twt_gu"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:blue;"&gt;Telegrama  CONFIDENCIAL VIENNA 000478, WikiLeaks&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(34, 34, 34);"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;b style="color: rgb(34, 34, 34);"&gt; &lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(34, 34, 34);"&gt;em&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space" style="color: rgb(34, 34, 34);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;i style="color: rgb(34, 34, 34);"&gt;Guardian&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(34, 34, 34);"&gt;, UK, 2/12/2010&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;color:blue;"   &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;font-size:100%;"  lang="EN" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;(trechos que  o&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Guardian&lt;/i&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;assinala como “mais  importantes”):&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt 1cm; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;“O novo diretor  geral designado da IAEA, Yukiya Amano, em reunião com o embaixador,  agradeceu o  apoio dos EUA a sua candidatura e muito enfatizou que apoia todos os  objetivos  estratégicos dos EUA na condução da Agência.&lt;span class="apple-converted-space"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Amano disse ao Embaixador em  várias ocasiões que terá de fazer concessões ao G-77 que, acertadamente,  exige  que aja de modo justo e independente, mas que concorda enfaticamente com  os EUA  e jogará conosco em todas as decisões estratégicas chaves, desde a  indicação do  pessoal de alto nível, até o modo como manobrar o chamado programa  nuclear do  Irã&lt;/em&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;[itálicos no telegrama  original]&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;i&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt 1cm; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;3. (SBU) Amano  partilhou com o embaixador Davies sua posição pública sobre o papel da  Agência  Internacional de Energia Atômica e a contribuição a Agência nas questões  globais  cruciais da proliferação [de armas atômicas], segurança, energia, saúde  humana e  administração da água. Mais sincero, Amano observou a importância de  manter uma  certa “ambiguidade construtiva” sobre seus planos, até, pelo menos, que  ele  assuma o posto que hoje é de ElBaradei, o que acontecerá em dezembro  [fim do  excerto] .&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(34, 34, 34);"&gt;9/11/2011,  Gareth  Porter, “&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://ipsnews.net/news.asp?idnews=105776"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:blue;"&gt;IAEA's "Soviet Nuclear  Scientist" Never Worked on Weapons&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(34, 34, 34);"&gt;” [Os  “cientistas nucleares  soviéticos” da IAEA jamais trabalharam em programas de armas],&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space" style="color: rgb(34, 34, 34);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;i style="color: rgb(34, 34, 34);"&gt;IPS News&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(34, 34, 34);"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;(em   inglês).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://redecastorphoto.blogspot.com/2011/11/pepe-escobar-nova-danca-da-moda.html"&gt;RedeCastorPhoto&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;::&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-4860300460611626438?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/4860300460611626438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=4860300460611626438&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/4860300460611626438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/4860300460611626438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/11/pepe-escobar-nova-danca-da-moda.html' title=''/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-76hArj5RE0o/TrxeGzDAEfI/AAAAAAAADYg/3NLI72Zmgc0/s72-c/diplomacia%2Bobama.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-1341877737779486200</id><published>2011-11-10T20:53:00.001-02:00</published><updated>2011-11-10T21:00:56.053-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="http://cibeletenorio.files.wordpress.com/2008/09/google-logos.jpg" src="http://cibeletenorio.files.wordpress.com/2008/09/google-logos.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;Anúncios no g-mail mostram quanto o Google sabe  sobre você&lt;/span&gt;          &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Como o Google nos domina*&lt;/strong&gt;, por&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.nybooks.com/articles/archives/2011/aug/18/how-google-dominates-us/"&gt;&lt;strong&gt;  James Gleick, no New York Review of Books&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Tradução de &lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;Pedro Germano Leal&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/alerta-na-rede-como-o-google-nos-domina.html"&gt;&lt;strong&gt;A  primeira parte está aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/google-mercadoria-da-idade-da-informacao-e-atencao.html"&gt;&lt;strong&gt;A  segunda parte está aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O negócio do Google não é pesquisa, mas publicidade. Mais de 96 por  cento de seus 29 bilhões de dólares em receita no ano passado vieram  diretamente de publicidade, e a maior parte do resto veio de serviços  relacionados a publicidade. O Google recebe mais com publicidade do que  todos os jornais do país [Estados Unidos] juntos.  Vale a pena entender  como isso funciona. Levy relata o desenvolvimento dessa máquina de  publicidade: uma “fantástica conquista na construção de uma máquina de  fazer dinheiro através de truques virtuais (8), a partir da Internet.”  Em The Googlization of Everything (and Why Should Worry), livro que pode  ser lido como uma referência sóbria e admonitória, Siva Vaidhyanathan,  um estudioso da mídia na Universidade da Virginia, coloca a questão da  seguinte maneira: “Nós não somos clientes do Google: nós somos o seu  produto. Nós, nossas fantasias, fetiches, predileções e preferências,  somos o que o Google vende para os anunciantes.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A evolução desta incomparável máquina de fazer dinheiro produziu uma  rápida sequência de inovações brilhantes:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;1. No início de 2000, o Google vendeu “premium sponsored links”:  anúncios de texto simples associados a certos termos de pesquisa. Uma  fornecedora de bolas de golfe poderia ter seu anúncio mostrado a todos  que buscassem por “golfe” ou, melhor ainda, “bolas de golfe.” Outros  mecanismos de busca na internet já faziam isso. Seguindo a tradição,  eles cobravam de acordo com o número de pessoas que viam cada anúncio.  Os anúncios eram vendidos para grandes clientes, um a um.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;2. Mais tarde, naquele ano, engenheiros desenvolveram um sistema de  auto-atendimento, chamado AdWords. O ponta-pé inicial foi: “Você tem em 5  minutos e um cartão de crédito? Obtenha seu anúncio no Google hoje”, e  de repente milhares de pequenas empresas estavam comprando seus  primeiros anúncios na internet.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;3. A partir de uma outra iniciativa, que teve curta duração, chamada  GoTo (até 2003 Google era sua proprietária) vieram duas novas ideias.  Uma delas foi a cobrar por clique, ao invés de visualização. Pessoas que  clicam em um anúncio de bolas de golfe são mais propensas a comprá-las  do que aqueles que simplesmente vêem um anúncio no site do Google. A  outra idéia era deixar os anunciantes darem lances uns contra os outros  por palavras-chave – como “bola de golfe” – em rápidos leilões online.  Leilões de pay-per-click [‘pague-por-clique’] abriram uma torneira de  dinheiro. Um clique significava um anúncio bem sucedido, e alguns  anunciantes estão dispostos a pagar mais por isso do que um vendedor  humano poderia imaginar. Advogados especializados em compensações  buscando clientes fariam lances tão altos quanto 50 dólares por um único  clique na palavra-chave “mesotelioma”, uma forma rara de câncer causada  pelo amianto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;4. O Google – monitorando sistematicamente o comportamento de seus  usuários – tinha conhecimento instantâneo de quais anúncios eram bem  sucedidos, e quais não. Era possível usar o click-through rate  [‘proporção de cliques’] como uma medida de qualidade dos anúncios. E  para determinar quem seriam os vencedores dos leilões, começou-se a  considerar não apenas o dinheiro oferecido, mas o apelo do anúncio: um  anúncio mais eficaz, recebendo muitos cliques, iria receber uma vantagem  na disputa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Agora, o Google tinha um sistema de ciclos lucrativos em ação, um  feedback positivo por incentivar anunciantes a fazer anúncios  publicitários mais eficazes (oferecendo dados para ajudá-los nessa  tarefa), e por aumentar a satisfação dos usuários em clicar em anúncios,  por evitar ruídos e spam. “O sistema reforçou a insistência do Google  de que a publicidade não deveria ser uma transação entre um publicitário  e um anunciante, mas uma relação de três vias que também incluía o  usuário”, escreve Levy. No entanto, dificilmente esta é uma relação de  igualdade. Vaidhyanathan vê aí uma relação de exploração: “A Googlização  de tudo abrange a coleta, cópia, adição, e classificação de informações  e contribuições feitas por cada um de nós.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Em 2003, o AdWords Select estava servindo centenas de milhares de  anunciantes e fazendo tanto dinheiro que o Google estava deliberadamente  escondendo seu sucesso da imprensa e dos concorrentes. Mas este foi  apenas o trampolim para o que estava por vir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;5. Até o momento, os anúncios eram exibidos em páginas de busca do  Google, com tamanho discreto, com limites claros, no topo ou no lado  direito das páginas. Agora, a empresa ampliou sua plataforma. O objetivo  era desenvolver uma forma de inteligência artificial que poderia  analisar pedaços de texto – websites, blogs, e-mail, livros – e  combiná-los com palavras-chave. Com dois bilhões de páginas-web já  indexadas, e com o seu sistema de rastreamento do comportamento de  usuários, o Google tinha, na palma da mão, todas as informações  necessárias para resolver este problema. Dado um site (ou um blog, ou um  e-mail), ele poderia prever que anúncios seriam eficazes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Esta era a “publicidade voltada ao conteúdo”, para usar o jargão. O  Google chamou seu programa de AdSense. Para qualquer um que esperasse  “rentabilizar” o seu conteúdo, ele era o Santo Graal. As maiores  publicações digitais, tais como &lt;strong&gt;The New York Times&lt;/strong&gt;,  rapidamente aderiram ao AdSense, deixando o Google lidar com parcelas  crescentes de seus contratos de publicidade. E assim o fizeram as  menores publicações, aos milhões – fazendo crescer a “cauda longa” (9)  de possíveis anunciantes até blogueiros individuais. Todos eles aderiram  porque os anúncios eram extremamente produtivos e mensuráveis. “O  Google conquistou o mundo da publicidade com nada mais do que matemática  aplicada”, escreveu Chris Anderson, editor da &lt;strong&gt;Wired&lt;/strong&gt;.  “Ele não fingiu saber coisa alguma a respeito da cultura e das  convenções da publicidade – apenas assumiu que dados melhores, com  melhores ferramentas analíticas, iriam prevalecer. E o Google estava  certo.” Jornais e outras mídias tradicionais têm reclamado de tempos em  tempos sobre a apropriação do seu conteúdo, mas é através da absorção de  publicidade mundial que o Google tornou-se seu concorrente mais  destrutivo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Como todas as formas de inteligência artificial, a publicidade  voltada ao conteúdo produz erros e acertos. Levy cita um erro clássico: a  sangrenta história publicada no site do &lt;strong&gt;New York Post&lt;/strong&gt; –  sobre um corpo que foi desmembrado e colocado em um saco de lixo – que  foi acompanhada por um anúncio do Google sobre sacos de plástico. No  entanto, agora qualquer um pode adicionar algumas linhas de código ao  seu site, exibir automaticamente os anúncios do Google e começar a  descontar cheques mensais, ainda que pequenos. Vastas extensões da Web  que até agora estavam livres de publicidade tornaram-se parceiros do  Google. Hoje, os anúncios do Google não estão apenas em sua página de  busca, mas toda a Web e, além disso, em grandes volumes de e-mail e,  potencialmente, em todos os livros do mundo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pesquisa e publicidade tornam-se assim os dois gumes de uma espada  afiada. O motor de busca perfeito, como Sergey e Larry imaginam, lê sua  mente e produz a resposta que você quer. O motor de publicidade perfeito  faz o mesmo: mostra os anúncios que você deseja. Qualquer coisa além  disso desperdiça sua atenção, o dinheiro do anunciante e a largura de  banda da internet mundial. Sonha-se com uma publicidade virtuosa, unindo  compradores e vendedores para o benefício de todos. Mas a publicidade  virtuosa neste sentido é uma contradição em termos. O anunciante está  pagando por uma fatia da nossa atenção, que é limitada: nossas mentes  poderiam estar em outro lugar. Se os nossos interesses estivessem  perfeitamente alinhados aos dos anunciantes, não seria necessário pagar.  Não existe uma utopia da informação. Os usuários do Google são partes  de uma transação complexa, e se há uma lição a ser tirada de todos esses  livros é que nem sempre somos partes conscientes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os anúncios ao lado do seu e-mail (se você usa o serviço de e-mail  gratuito do Google) podem servir como lembretes, às vezes  surpreendentes, do quanto esta empresa sabe coisas que dizem respeito à  sua vida privada. Mesmo sem o seu e-mail, seu histórico de pesquisa por  si só já revela muita coisa, como diz Levy, “seus problemas de saúde,  seus interesses comerciais, seus hobbies, e seus sonhos.” Sua resposta à  publicidade revela ainda mais, e com seus programas de publicidade, o  Google passou a rastrear o comportamento de usuários individuais de um  site da Internet para outro. Eles observam cada um dos nossos cliques  (onde possam) e medem quanto tempo levamos para tomar nossas decisões,  em milisegundos. Se não fosse assim, os resultados não seriam tão  assustadoramente eficazes. Eles não têm rival na profundidade e  amplitude de sua mineração de dados. Eles fazem modelos estatísticos  para tudo o que sabem, conectando pequenas e grandes escalas, desde o  resultado de consultas e cliques, até informações relativas a moda, à  estação, ao clima e a doenças.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;É para seu próprio bem – esta é a crença que Google nutre. Se  queremos os melhores resultados possíveis para nossas buscas, e se  queremos anúncios adequados às nossas necessidades e desejos, temos que  deixá-lo entrar em nossas almas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;* Este texto foi publicado originalmente como uma análise das seguintes  publicações: &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;In the Plex: How Google Thinks, Works, and Shapes Our Lives&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;por Steven Levy&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Simon and Schuster, 424 p.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;I’m Feeling Lucky: The Confessions of Google Employee Number  59&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;por Douglas Edwards&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Houghton Mifflin Harcourt, 416 p.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;The Googlization of Everything (and Why We Should Worry)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;por Siva Vaidhyanathan&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;University of California Press, 265 p.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Search &amp;amp; Destroy: Why You Can’t Trust Google Inc.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;por Scott Cleland, com Ira Brodsky&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Telescope, 329 p.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Notas da tradução: &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;(8) No original, “virtual smoke and mirrors”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;(9) No original, “long tail”. É uma configuração estatística na qual  maior parte da população concentra-se na cauda de uma distribuição de  probabilidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;PS do Viomundo: &lt;/strong&gt;Parte da publicidade do Viomundo é  determinada pelo AdSense, do Google.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/anuncios-no-g-mail-mostram-quanto-o-google-sabe-sobre-voce.html"&gt;Viomundo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;::&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-1341877737779486200?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/1341877737779486200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=1341877737779486200&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/1341877737779486200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/1341877737779486200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/11/anuncios-no-g-mail-mostram-quanto-o.html' title=''/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-7073595874810088298</id><published>2011-11-09T20:09:00.002-02:00</published><updated>2011-11-09T20:22:10.313-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-hBjwLnG-t90/Trr89RkdfhI/AAAAAAAADYI/extwu-gL3Vs/s1600/PIG_Porquinhos.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 321px; height: 299px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-hBjwLnG-t90/Trr89RkdfhI/AAAAAAAADYI/extwu-gL3Vs/s400/PIG_Porquinhos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673124810245111314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                  &lt;h1&gt;&lt;/h1&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O poder permanente de derrubar governos                      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;As ondas de pânico criadas em torno de casos de  corrupção, desde Collor, têm servido mais a desqualificar a política do  que propriamente moralizar a nossa democracia. Apesar da imensa caça às  bruxas movida pela mídia contra os governos, em nenhum momento essa  sucessão de escândalos, reais ou não, incluíram seriamente a opinião  pública num debate sobre a razão pela qual um sistema inteiro é  apropriado pelo poder privado, e, principalmente, porque não se  questiona essa apropriação. O artigo é de Maria Inês Nassif.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;h2&gt;&lt;/h2&gt;                      &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(204, 0, 0);" class="headline-link"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;por Maria Inês Nassif (*)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="headline-link"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                                   &lt;p class="texto"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A corrupção do sistema político merece uma  reflexão para além das manchetes dos jornais tradicionais. Em especial  neste momento que o país vive, quando a nova democracia completou 26  anos e a política, que é a sua base de representação, se desgasta  perante a opinião pública. Este é o exato momento em que os valores  democráticos devem prevalecer sobre todas as discordâncias partidárias,  pois chegou no limite de uma escolha: ou diagnostica e aperfeiçoa o  sistema político, ou verá sucumbi-lo perante o descrédito dos cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  país pós-redemocratização passou por um governo  que foi um fracasso no  combate à inflação, um primeiro presidente eleito pelo voto direto  pós-ditadura apeado do poder por denúncias de corrupção, dois governos  tucanos que, com uma política antiinflacionária exitosa, conseguiram  colocar o país no trilho do neoliberalismo que já havia grassado o  mundo, e por fim dois governos do PT, um partido de difícil assimilação  por parcela da população. Nesse período, a mídia incorporou como poder  próprio o julgamento e o sentenciamento moral, numa magnitude tal que  vai contra qualquer bom senso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é um assunto difícil porque  pode ser facilmente interpretado como uma defesa da corrupção, e não é.  Ou como questionamento à liberdade de imprensa, e está longe disso. O  que se deve colocar na mesa, para discussão, é até onde vai legitimidade  da mídia tradicional brasileira para exercer uma função fiscalizadora  que invade áreas que não lhes são próprias. Existe um limite tênue entre  o exercício da liberdade de imprensa na fiscalização da política e a  usurpação do poder de outras instituições da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra  questão que preocupa muito é que a discussão emocional, fulanizada,  mantida pelos jornais e revistas também como um recurso de marketing,  têm como maior saldo manter o sistema político tal como é. É impossível  uma discussão mais profunda nesses termos: a escandalização da política e  a demonização de políticos trata-os como intrinsicamente corruptos,  como pessoas de baixa moral que procuram na atividade política uma forma  de enriquecimento privado.  Ninguém se pergunta como os partidos  sobrevivem mantidos por dinheiro privado e que tipo de concessão têm que  fazer ao sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde Antonio Gramsci, o pensador comunista  italiano que morreu na masmorra de Mussolini, a expressão “nenhuma  informação é inocente” tem pontuado os estudos sobre o papel da imprensa  na formulação de sensos comuns que ganham a hegemonia na sociedade.  Gramsci já usava o termo “jornalismo marrom” para designar os surtos de  pânico promovidos pela mídia, de forma a ganhar a guerra da opinião  pública pelo medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil atual, duas grandes crises de  pânico foram alimentadas pela mídia tradicional brasileira no passado  recente. Em 2002, nas eleições em que o PT seria vitorioso contra o  candidato do governo FHC, a mídia claramente mediou a pressão dos  mercados financeiros contra o candidato favorito, Luiz Inácio Lula da  Silva. Tratava-se, no início, de fixar como senso comum a referência “ou  José Serra [o candidato tucano] ou o caos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, a meta era  obrigar Lula e o PT ao recuo programático, garantindo assim a abertura  do mercado financeiro, recém-completada, para os capitais  internacionais. Em 2005, na época do chamado “mensalão”, o discurso do  caos foi redirecionado para a corrupção. Politicamente, era uma chance  fantástica para a oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva: a  única alternativa para se contrapor a um líder carismático em  popularidade crescente era tirar de seu partido, o PT, a bandeira da  moralidade. A ofensiva da imprensa, nesse caso, não foi apenas mediadora  de interesses. A mídia não apenas mediava, mas pautava a oposição e era  pautada por ela, num processo de retroalimentação em que ela própria [a  mídia] passou a suprir a fragilidade dos partidos oposicionistas. Ao  longo desse período,  tornou-se uma referência de poder político,  paralelo ao instituído pelo voto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eleita Dilma Rousseff, a  oposição institucional declinou mais ainda, num país que historicamente  voto e poder caminham juntos, e ao que tudo indica a mídia assumiu com  mais vigor não apenas o papel de poder político, mas de bancada  paralela. Dilma está se tornando uma máquina de demitir ministros. Nas  primeiras demissões, a ofensiva da mídia deu a ela um pretexto para se  livrar de aliados incômodos, nas complicadas negociações a que o Poder  Executivo se vê obrigado em governos de coalizão num sistema partidário  como o brasileiro. Caiu, todavia, numa armadilha: ao ceder ministros,  está reforçando o poder paralelo da mídia; em vez de virar refém de  partidos políticos que, de fato, têm deficiências orgânicas sérias,  tornou-se refém da própria mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ondas de pânico criadas em  torno de casos de corrupção, desde Collor, têm servido mais a  desqualificar a política do que propriamente moralizar a nossa  democracia. Mais uma vez, volto à frase de Gramsci: não existe notícia  inocente. O Brasil saído da ditadura já trazia, como herança, um sistema  político com problemas que remontam à Colônia. O compadrio, o  mandonismo e o coronelismo são a expressão clássica do que hoje se  conhece por nepotismo, privatização da máquina pública e falha separação  entre o público e o privado. A política tem sido constituída sobre  essas bases e, depois de cada momento autoritário e a cada período de  redemocratização no país, seus problemas se desnudam, soluções  paliativas são dadas e a cultura fica. Por que fica? Porque é a fonte de  poderes – poderes privados que podem se sobrepor ao poder público  legitimamente constituído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema político é mantido por  interesses privados, e é de interesse de gregos e troianos que assim  permaneça. Segundo levantamento feito pela Comissão Especial da Câmara  que analisa a reforma política, cerca de 360 deputados, em 513, foram  eleitos porque fizeram as mais caras campanhas eleitorais de seus  Estados. Com dinheiro privado. Em sã consciência, com quem eles têm  compromissos? Eles apenas tiveram acesso aos instrumentos midiáticos e  de marketing político cada vez mais sofisticados porque foram  financiados pelo poder econômico. É o interesse privado quem define se o  dinheiro doado aos candidatos e partidos é lícito ou ilícito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  dinheiro do caixa dois passou a fazer parte desse sistema. Não existe  nenhum partido, hoje, que consiga se financiar privadamente – como  define a legislação brasileira – sem se envolver com o dinheiro das  empresas; e são remotíssimas as chances de um político financiado pelo  poder privado escapar de um caixa dois, porque normalmente é o caixa  dois das empresas que está disponível. Num sistema eleitoral onde o  dinheiro privado, lícito e ilícito, é o principal financiador das  eleições, ocorre a primeira captura do sistema político pelo poder  privado. E isso não acaba mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o âmago de nosso sistema  político. A democratização trouxe coisas fantásticas para a política  brasileira, como o voto do analfabeto, a ampla liberdade de organização  partidária e a garantia do voto. Mas falhou no aperfeiçoamento de um  sistema que obrigatoriamente teria de ser revisto, no momento em que o  poder do voto foi restabelecido pela Constituição de 1988.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num  sistema como esse, por qualquer lado que se mexa é possível desenrolar  histórias da promiscuidade entre o poder público e o dinheiro privado.  Por que isso não entra, pelo menos, em discussão? Acredito que a  situação permaneça porque, ao fim e ao cabo, ela mantém o poder político  sob o permanente poder de chantagem privado. De um lado, os  financiadores de campanhas se apoderam de parcela de poder. De outro, um  sistema imperfeito torna facilmente capturável  o poder do voto também  por aparelhos privados de ideologia, como a mídia. Como nenhuma notícia é  inocente, a própria pauta leva a relações particulares entre políticos e  o poder econômico, ou entre a máquina pública e o partido político. A  guerra permanente entre um governo eleito que tem a oposição de uma  mídia dominante é alimentada pelo sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O apoderamento da  imprensa é ainda maior. Se, de um lado, a pauta expressa seu imenso  poder sobre a política brasileira, ela não cumpre o papel de apontar  soluções para o problema. Não existe intenção de melhorá-lo, de atacar  as verdadeiras causas da corrupção. Apesar da imensa caça às bruxas  movida pela mídia contra os governos, em nenhum momento essa sucessão de  escândalos, reais ou não, incluíram seriamente a opinião pública num  debate sobre a razão pela qual um sistema inteiro é apropriado pelo  poder privado, inclusive e principalmente porque não se questiona o  direito de apropriação do poder público pelo poder privado. A mídia  tradicional não fez um debate sério sobre financiamento de campanha; não  dá a importância devida à lei do colarinho branco; colocou a CPMF, que  poderia ser um importante instrumento contra o dinheiro ilícito que  inclusive financia campanhas eleitorais, no rol da campanha contra uma  pretensa carga insuportável de impostos que o brasileiro paga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode  fazer isso por superficialidade no trato das informações, por falta de  entendimento das causas da corrupção – mas qualquer boa intenção que  porventura exista é anulada pelo fato de que é este o sistema que  permite à imprensa capturar, para ela, parte do poder de instituições  democráticas devidamente constituídas para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;(*) Texto  apresentado no Seminário Internacional sobre a Corrupção, dia 7 de  novembro de 2011, em Porto Alegre.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="texto"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;i&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18914"&gt;Carta Maior&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;::&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-7073595874810088298?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/7073595874810088298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=7073595874810088298&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/7073595874810088298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/7073595874810088298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/11/o-poder-permanente-de-derrubar-governos.html' title=''/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-hBjwLnG-t90/Trr89RkdfhI/AAAAAAAADYI/extwu-gL3Vs/s72-c/PIG_Porquinhos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-6086848432278727984</id><published>2011-11-09T16:33:00.002-02:00</published><updated>2011-11-09T19:36:20.789-02:00</updated><title type='text'>Estado italiano perde o controle do país</title><content type='html'>::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;img src="http://www.cartamaior.com.br/arquivosCartaMaior/FOTO/77/banner_31495.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Estado italiano perde o controle do país&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;por Saul Leblon&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;                   &lt;p class="corpo"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mercados esfolaram a Itália até o osso nesta 4ª  feira, num misto de pânico e oportunismo com o vazio político criado  pela demissão branca de Berlusconi, imposta pelo poder financeiro. Il  Cavalieri tornou-se disfuncional para a banca credora do país que tem a  3ª maior dívida do mundo, depois do Japão e dos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso diz  algo sobre a natureza excludente da lógica que originou a crise mundial e  comanda a sua 'convalescença'. Até mesmo um neoliberal populista como o  vulgar premiê, outrora adulado pela plutocracia global, passou a ter  dificuldade política para implantar todo o arrocho requerido pelo BCE , o  FMI e os credores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em troca da solvência de uma economia que  precisa rolar 300 bi de euros em 2012, os ajustes cobrados de Roma  incluem a elevação da idade de aposentadoria para as mulheres; cortes de  gastos com a infância e a velhice; novos impostos e privatizações em  massa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pânico decorre do  fato matemático de que a dívida  italiana --da ordem de 2 trilhões de euros--é quase seis vezes maior que  a da Grécia, por exemplo. Significa que a Itália é irresgatável pelos  mecanismos à disposição das lideranças do euro (um fundo de 400 bi de  euros, cuja expansão para 1 trilhão depende da adesão chinesa...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É  isso que permite aos credores fazer gato e sapato de Berlusconi e do  Estado italiano cobrando juros equivalentes aos que levaram Portugal,  Grécia e Irlanda à falência. Só uma guinada histórica daria um cala-boca  nos mercados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria preciso o BCE  abandonar a ortodoxia e  intervir pesado, comprando títulos. Ou seja, assumir um papel regulador  das finanças para disciplinar os ganhos e impor perdas aos rentistas com  o manejo de uma dupla ferramenta: mais liquidez e menos juros. Mas  isso, os 'mercados auto-reguláveis-- vocalizados por Angela Merkel--  esconjuram. É forçoso fazer justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O verdadeiro nome da crise  européia não é 'Berlusconi', nem 'Papandreou' ou 'Zapatero', mas, sim,  supremacia das finanças desreguladas. Ou, rapto da democracia pelo  dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="corpo"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&amp;amp;post_id=814"&gt;Blog do Saul Leblon - na Carta Maior&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;::&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-6086848432278727984?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/6086848432278727984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=6086848432278727984&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/6086848432278727984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/6086848432278727984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/11/estado-italiano-perde-o-controle-do.html' title='Estado italiano perde o controle do país'/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-6981635926357816450</id><published>2011-11-09T15:49:00.002-02:00</published><updated>2011-11-09T15:53:29.930-02:00</updated><title type='text'>USP  - Ocupação patética, reação tenebrosa</title><content type='html'>::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;h2 class="titulo-post sizefont2"&gt;&lt;/h2&gt;                 &lt;div class="entry sizefont3"&gt;                      &lt;!-- AddThis Button Begin --&gt; &lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_product = 'wpp-262'; var addthis_config = {"data_track_clickback":true,"data_track_addressbar":false};if (typeof(addthis_share) == "undefined"){ addthis_share = [];}&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=wp-4ebab6845a91a78a"&gt;&lt;/script&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Por Matheus Pichonelli&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ao  que tudo indica, &lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/blog/politica/estudantes-pagam-fianca-e-sao-liberados/"&gt;a  ocupação da reitoria da USP&lt;/a&gt; foi de fato patrocinada por um grupo de  aloprados, que atropelou o rito das assembleias realizadas até então e,  num ato de desespero (calculado?), fez rolar morro abaixo uma pedra  que, aos trancos, deveria ser endereçada para pontos mais altos da  discussão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div id="attachment_56864" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a rel="fancybox" class="fancybox" href="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/11/PM.jpg"&gt;&lt;img class="size-medium wp-image-56864" src="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/11/PM-300x225.jpg" alt="" height="225" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(204, 0, 0);" class="wp-caption-text"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A tropa  de choque entra em ação, a sociedade aplaude. Foto: Milton Jung/Flickr&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma vez que essa pedra rolou, como se viu, tudo desandou.  Absolutamente tudo, o que se nota pela declaração do  ministro-candidato-a-prefeito &lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/blog/politica/haddad-nao-se-deve-tratar-usp-como-cracolandia/"&gt;(algo  como: bater em viciado pode, em estudante, não&lt;/a&gt;) e do governador  (vamos dar aula de democracia para esses safadinhos), passando pela  atitude da própria polícia (tão aplaudida como o caveirão do Bope que  arrebenta favelas), de cinegrafistas (ávidos por flagrar os “marginais”  de camiseta GAP) e de muitos, mas muitos mesmo, cidadãos que só  esperavam o ataque aéreo dos japoneses em Pearl Harbor para, em nome da  legalidade, arremessar suas bombas atômicas sobre Hiroshima.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O episódio, em si isolado, é sintomático em vários aspectos. Primeiro  porque mostra que, como outros temas-tabus (questão agrária, aborto…), a  discussão sobre a rebeldia estudantil é hoje um convite para o enterro  do bom senso. O episódio foi, em todos os seus atos, uma demonstração do  que o filósofo e professor da USP Vladimir Safatle chama de pensamento  binário do debate nacional – segundo o qual a mente humana, como  computadores pré-programados, só suporta a composição “zero” ou “um”. Ou  seja: estamos condicionados a um debate que só serve para dividir os  argumentos em “a favor” ou “contra”, “aliado” ou “inimigo”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Leia também:&lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/blog/sociedade/blog/politica/estudantes-pagam-fianca-e-sao-liberados/"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://http//www.cartacapital.com.br/blog/politica/dividido-em-tribos-movimento-estudantil-enfrenta-radicalismos/"&gt;Movimento  estudantil enfrenta radicalismos&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; &lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/blog/sociedade/blog/sociedade/pm-e-estudantes-entram-em-confronto/"&gt;PM  e estudantes em confronto&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; &lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/blog/sociedade/blog/politica/politica/pm-no-campus-estudantes-e-reitoria-da-usp-divergem-sobre-a-questao"&gt;Após  assassinato, reitoria pede PM no campus&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/blog/sociedade/blog/politica/o-movimento-estudantil-pega-fogo-na-amazonia/"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O movimento estudantil pega fogo na Amazônia&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;De um lado, uma minoria de estudantes que, sim, usa a universidade  para o que há de pior na vida pública, como politicagem e ignorância  sobre noções básicas de convivência; e que, queira ela ou não, atrai uma  nuvem de antipatia dentro da comunidade acadêmica e da opinião pública  que contamina qualquer avanço ou reivindicação séria, legítima e bem  costurada pelos estudantes de fato.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Do outro, uma parcela da opinião pública que jamais suportou qualquer  sinal de organização política – seja estudantil, sindical, partidária –  e que viu no episódio um pretexto para colocar as garras de fora,  cuspir sua raiva e taxar os estudantes, qualquer um que fosse contra a  presença da PM no campus, de baderneiro, vagabundo, privilegiado,  filhinho de papai, maconheiro e inútil. Porque bater em estudante com o  argumento de que não trabalha e, sob as asas dos pais, ainda não sabe  como a vida prática é dura é o mais fácil e covarde dos argumentos (como  se só os pais de família, que pagam impostos e vão à missa, reunissem  as condições necessárias para se graduar em cidadania para reclamar da  vida).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div id="attachment_55336" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a rel="fancybox" class="fancybox" href="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/10/pm-4.jpg"&gt;&lt;img class="size-medium wp-image-55336" src="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/10/pm-4-300x225.jpg" alt="" height="225" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(204, 0, 0);" class="wp-caption-text"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Cerca de  500 estudantes protestaram contra a detenção de colegas. Foto: Natália  Natarelli&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A ocupação da reitoria da maior universidade do País deu munição para  que boa parte da opinião pública (inclusive estudantes) testemunhasse,  graças à transmissão ao vivo das emissoras, a legitimação de seus  desprezos contra estudantes que, diferentemente deles, ainda ousam  apontam o dedo para o alto e dizer que alguma coisa está errada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Originários de uma multidão crescida sob o mito do&lt;em&gt; self made man&lt;/em&gt;  (“minhas conquistas são fruto do meu próprio trabalho, e o Estado muito  ajuda quando não me atrapalha”), muitos usaram canais de manifestação,  como as redes sociais, para despejar os argumentos mais covardes contra  todo (todo mesmo) universo estudantil, sobretudo o sistema público de  ensino, do “bem feito” ao “viva a legalidade”. Como se os ritos  democráticos tivessem sido respeitados desde o começo, quando o então  governador José Serra (PSDB) decidiu justamente desprezar a vontade da  comunidade acadêmica e nomear João Grandino Rodas&lt;em&gt;,&lt;/em&gt; o segundo  candidato mais votado, para o cargo. Como se fosse legítimo, também,  determinar, de cima para baixo, que a Polícia Militar transferisse para o  campus o seu &lt;em&gt;modus operandi&lt;/em&gt;. Hoje a bronca, gota d’água de  toda a crise, foi por não se poder fumar maconha em paz – sim, é uma  discussão menor num país de tantos problemas; sim, pode revelar um  desnecessário privilégio a um grupo que não é inimputável; mas sim (e é  bom lembrar), existe, e não só na comunidade estudantil, uma questão em  torno da descriminalização da droga, que é aceita inclusive em marchas  na Paulista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div id="attachment_56863" class="wp-caption alignleft" style="width: 209px;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a rel="fancybox" class="fancybox" href="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/11/rel%C3%B3gio.jpg"&gt;&lt;img class="size-medium wp-image-56863" src="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/11/rel%C3%B3gio-199x300.jpg" alt="" height="300" width="199" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(204, 0, 0);" class="wp-caption-text"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A praça  do relógio, símbolo da cidade universitária. Foto: Vismar R&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas, em meio às manifestações contrárias aos invasores (que, sim,  sabem o que fazem e não poderia descumprir decisão judicial), o que mais  estranha não é ver senhores engravatados, os tais cidadãos que  trabalham e pagam impostos, pedindo punição exemplar aos “aloprados”.  Estes estão preocupados demais em manter o estado das coisas exatamente  como está: assim como a polícia é útil na saída da favela, é útil também  que ela tome conta de qualquer, mas qualquer mesmo, insurgência  estudantil. Para a reitoria, o governador e os empresários que querem se  apropriar do espaço público para obter lucros privados, parece mais que  óbvio o interesse em deslegitimar não só ocupações estapafúrdias, como  foi o caso, mas também esmagar a voz, quiçá para sempre, do movimento  estudantil. (“Já pensou se eles, como os sem-terra, em vez de se  dividir, resolvem se unir para ir às ruas, pedir condições melhores de  vida e de trabalho e, mais tarde, entram no mercado do trabalho já  contaminados com ideias subversivas, entre elas a de que a vida não se  resume a dinheiro?”).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div id="attachment_56868" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a rel="fancybox" class="fancybox" href="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/11/usp-2.jpg"&gt;&lt;img class="size-medium wp-image-56868" src="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/11/usp-2-300x225.jpg" alt="" height="225" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(204, 0, 0);" class="wp-caption-text"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Força  Tática em frente a reitoria. Foto: Milton Jung/Flickr&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O que é estranho dessas reações todas de ojeriza aos uspianos é que  elas partem de quem muito cedo na vida já se apropriou do discurso dos  pais, criados num clima de “Brasil: Ame-o ou Deixo-o” herdado do regime  militar; e que, portanto, veem na obediência, no não-engajamento, na  docilidade, na adaptação a um mundo já pronto o único caminho possível  para salvar as próprias peles em um jogo arbitrário de saída. Tenho,  para isso, uma tese de botequim: a de que minha geração, nascida em  meados dos anos 80 e criada nos 90, foi o maior &lt;em&gt;baby boom&lt;/em&gt; de  bundões que o Brasil já testemunhou; crescemos com medo da violência,  das doenças sexualmente transmissíveis e do outro (do favelado ao  muçulmano) e, por este motivo, decidimos nos enclausurar em bolsões de  segurança (o shopping, a escola particular e os condomínios fechados)  para poder nascer e morrer em paz, sem grandes objetivos na vida a não  ser aceitá-la. Por isso aceitamos abrir mão de uma relativa liberdade  (porque ela nunca é absoluta) para viver em segurança. E se amanhã algum  policial resolver matar algum suspeito (ela chama de “meliante”) entre  uma aula e outra na FFLCH ou na FEA, paciência, bola pra frente. Faz  parte do jogo. Em nome da segurança, aceitamos a diferença de forças em  jogo: estudante, quando alopra, compra cerveja e depreda a reitoria;  policial, quando alopra, atira. (Em tempo: nem todos os policiais  abusam, como nem todos os estudantes invadem; mas a diferença dos  estragos proporcionados entre os que, por lei, detêm o monopólio da  violência e os que não o detêm é abissal).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O caso de um aluno da faculdade de ciências sociais – curso visto por  parte da elite paulista como ponto de irradiação de tumulto tal qual  uma ogiva de Mahmoud Ahmadinejad – exemplifica a situação criada com a  simples presença da PM no campus: em menos de um ano, já foi abordado  cinco vezes por policiais. Suspeito de quê não se sabe, e não está  cientificamente provada se há perseguição pelo fato de ser negro, mas  uma amiga dele, branca, relata: já ouviu de um policial que poderia ser  liberada porque não tinha o “perfil” de marginal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div class="mceTemp"&gt; &lt;div id="attachment_56870" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a rel="fancybox" class="fancybox" href="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/11/usp-3.jpg"&gt;&lt;img class="size-medium wp-image-56870" src="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/11/usp-3-300x225.jpg" alt="" height="225" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(204, 0, 0);" class="wp-caption-text"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Policiais  prendem estudantes que ocupavam reitoria da USP. Foto: Milton  Jung/Flickr&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uns aceitam a situação. Outros, pelos métodos certos ou não,  resolveram deixar claro que não aceitam. Tudo isso me leva a dizer que  eu nutria uma simpatia, ainda que leve, levíssima, aos ingênuos  invasores que erraram a hora pensando que faziam história – até  começarem a agredir os repórteres que estavam lá para ouvi-los. Mesmo  assim, ainda parecem ser mais interessantes do que os coxinhas que,  vestidos como os pais, esquecem que um dia foram estudantes e que um dia  também pensaram que poderiam mudar o mundo. Hoje, engolem lama,  agradecem quando lhe chutam as cabeças e dormem pensando ser coerentes  aos seus princípios. Ou, como na música, “caminham para a morte pensando  em vencer na vida”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Critique-se o quanto quiser a partidarização de parte do movimento,  mas são os estudantes os agentes de uma história que ainda somam coragem  e disposição para se organizar e promover discussões e manifestações  que, via de regra, apontam caminhos não observáveis por quem, a olhos  nus, está atolado nas funções diárias da divisão social do trabalho. O  empregado tem medo da greve e de perder o emprego; o patrão tem medo de  perder o lucro; o governador, o medo de perder poder. Mas os estudantes  estão, em tese, livres das amarras que os impediriam de simplesmente  optar por outros caminhos. Isso não deveria ser vergonhoso, nem apontado  como privilégio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O fato é que o rótulo (e a imagem do invasor vestindo GAP) pegou bem  aos que tem alergia a organizações sociais. Legalidade, insegurança,  hipocrisia, racismo, perseguição (ou mania de), erros táticos,  partidarização, elitização do ensino, espetacularização da notícia,  truculência, tensão…São muitos os ingredientes que fazem do confronto  entre estudantes e reitoria/governo paulista um tema complexo, que não  poderia jamais descambar para o Fla-Flu. Mas descambou, graças à ação  desastrada de um grupo que, agora, se coloca como “perseguidos  políticos” – e virou tema de piada, ou pólvora pura, para um galão de  gasolina reservado por quem nunca deu a mínima para ideias como  coletividade, bom senso e democracia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/blog/sociedade/ocupacao-patetica-reacao-tenebrosa/#.Trqz7xHujM0.facebook"&gt;Carta Capital&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;::&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;                                     &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-6981635926357816450?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/6981635926357816450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=6981635926357816450&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/6981635926357816450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/6981635926357816450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/11/usp-ocupacao-patetica-reacao-tenebrosa.html' title='USP  - Ocupação patética, reação tenebrosa'/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-7224294633945055866</id><published>2011-11-09T15:18:00.001-02:00</published><updated>2011-11-09T15:34:57.063-02:00</updated><title type='text'>Mídia isola Barbiere, o “leproso”</title><content type='html'>::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="width: 543px; height: 238px;" alt="http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2011/10/charge_emendas-sp.jpg" src="http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2011/10/charge_emendas-sp.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Mídia isola Barbiere, o “leproso” &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title"&gt;&lt;/h3&gt; &lt;div class="post-header"&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;Por Altamiro Borges&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de 16 anos como fiel integrante da base de apoio dos governos  tucanos em São Paulo, o deputado Roque Barbiere cogita romper com  Geraldo Alckmin. Autor das graves denúncias sobre o esquema de venda de  emendas na Assembléia Legislativa, ele diz que é vítima de feroz  perseguição, sendo tratado como “um leproso politicamente” pelos aliados  do governador do PSDB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em entrevista publicada hoje na Rede Brasil Atual, Barbieri reafirmou as  denúncias sobre corrupção em São Paulo e garantiu que encaminhará as  provas ao Ministério Público. Em setembro, o parlamentar petebista  revelou que de “25% a 30%” dos deputados paulistas vendem cotas de  emendas, em negociatas que envolvem empreiteiras, prefeituras e o  governo – num típico “mensalão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Bruno Covas, o preferido de Alckmin&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De imediato, Barbieri passou a ser hostilizado pela base governista.  Alckmin até tentou cooptá-lo com cargos, numa manobra que não deu certo.  Mesmo sob violenta pressão e por motivos ainda desconhecidos, o  deputado insistiu nas denúncias e afirmou que a Assembléia Legislativa  de São Paulo é um “verdadeiro camelódromo”, no qual muitos deputados “se  vendem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso ganhou dimensão quando o secretário estadual do Meio Ambiente e  deputado licenciado, Bruno Covas (PSDB), confirmou ter sido abordado por  um prefeito que lhe ofereceu 10% do valor de uma emenda. O lapso de  sinceridade apavorou os tucanos, mas depois o preferido de Alckmin para  disputar da prefeitura da capital paulista negou a história – apesar  dela estar gravada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Os falsos éticos do PSDB&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tática do PSDB, que adora usar o discurso hipócrita do combate à  corrupção, foi a de abafar as denúncias e isolar o parlamentar rebelde.  Os governistas fizeram de tudo para abortar o pedido de criação de uma  Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que obteve até agora 30  assinaturas. Também sabotaram o depoimento do “infantil” Bruno Covas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste esforço nada ético, o PSDB contou com a ajuda inestimável da mídia  demotucana. Apesar da gravidade das denúncias, ela evitou qualquer  estardalhaço, o que só confirma que a imprensa é seletiva e parcial. A  revista Veja não deu capa; o Fantástico não produziu nenhuma  “reporcagem”; e os jornalões publicaram matérias insossas, sem destaque.  A blindagem midiática foi total, vergonhosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Deputado reafirma as denúncias&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante do seu isolamento, Roque Barbieri agora volta à carga. Reproduzo  trechos da sua entrevista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que o sr. achou da lista do governo com a relação de todas as  emendas empenhadas desde 2007?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai chegar uma hora que ele (governo) vai colocar ela corretamente. A  minha (parte) e a dos demais. Para onde foram, qual o valor, se foi  pago, se teve aditivo, se obra foi feita, se está inacabada, se foi  entregue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Então o sr. concorda que a lista tem distorções?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, ainda não está 100% (correta).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O senhor se sentiu prejudicado? De acordo com o levantamento, o  senhor é o 22º deputado que mais empenhou recursos.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, nesse aspecto não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Em que aspecto se sentiu prejudicado?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei magoado pela maneira como o presidente da Assembléia (Barroz  Munhoz - PSDB) e o governo trataram do assunto com relação a mim,  tentando me desqualificar, exigindo que eu desse nomes, quando a própria  Constituição me ampara. Eles fingiram que não me conheciam. Esse é um  governo que apoio há quase 20 anos, e nunca pedi nada desonestamente. O  governo me ignorou por completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Explique melhor isso.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se eu tivesse falado a maior mentira do mundo, como se fosse uma  surpresa, um absurdo a entrevista que eu dei, como se ninguém tivesse  nem cogitado algo semelhante que pudesse ocorrer dentro da Assembléia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O senhor acha que o governo se sentiu prejudicado por suas denúncias?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, talvez tenham sim, mas a denúncia foi para o bem, não foi para o  mal. Paciência, quem não deve não teme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Alguém do governo chegou a conversar com senhor?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, ninguém conversou comigo, nem na boa e nem na ruim. Eu virei um  leproso politicamente falando, porque, no governo, ninguém tem nem  coragem de chegar perto de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que achou de o governo dizer que o Bruno Covas gastou apenas R$ 2,1  milhões em 2010?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Bruno Covas primeiro disse que o prefeito ofereceu propina para ele,  depois disse que foi hipoteticamente. Do Covas eu gostava muito era do  Mário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Está descartada a hipótese de o senhor deixar a base?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não está nada descartado. Vou esperar aprovar o orçamento, cumprir  minha obrigação com o povo de São Paulo, depois, no ano que vem, eu vou  me posicionar politicamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O presidente do PTB em São Paulo, deputado estadual Campos Machado,  foi o grande defensor do governo nesse caso. Ele fez o que nenhum outro  deputado governista fez. Por que isso?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Campos Machado é apaixonado pelo governador Geraldo Alckmin, que  realmente é uma pessoa cativante, mas em determinado momento temos que  fazer uma separação do governador e do governo. E o Campos Machado não  consegue fazer isso. O compromisso dele é apoiar o governo, estando  certo ou errado. Ele mostra a cara, ele tem lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Não seria o momento de o senhor dizer algum nome, para não deixar o  assunto esfriar?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não posso, para satisfazer parte, prejudicar o todo. Primeiro vou  conversar com o promotor. Depois, se ele seguir o caminho, com a  aparelhagem que ele tem, ele vai chegar aos nomes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://altamiroborges.blogspot.com/2011/11/midia-abandona-barbiere-o-leproso.html"&gt;Blog do Miro&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;::&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-7224294633945055866?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/7224294633945055866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=7224294633945055866&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/7224294633945055866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/7224294633945055866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/11/midia-isola-barbiere-o-leproso.html' title='Mídia isola Barbiere, o “leproso”'/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-7413455699305205260</id><published>2011-11-09T00:27:00.002-02:00</published><updated>2011-11-09T00:33:55.452-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="cursor: -moz-zoom-in;" alt="http://s1-02.twitpicproxy.com/photos/large/443018542.gif" src="http://s1-02.twitpicproxy.com/photos/large/443018542.gif" height="592" width="388" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;USP:  autonomia seletiva&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;h1&gt;&lt;a href="http://blogdojuca.uol.com.br/2011/11/usp-autonomia-seletiva/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h1&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Por LEONARDO CALDERONI E  PEDRO CHARBEL*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;       &lt;div id="texto"&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Tem-se dito pelos que defendem o convênio entre a USP e a PM que não se  pode tratar a Cidade Universitária como algo que está fora da cidade de  São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A própria reitoria tem feito discursos nesse sentido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E é verdade: a USP faz parte do território paulistano, paulista e  brasileiro, mesmo sendo uma autarquia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ter autonomia, afinal, não é o mesmo que ter soberania.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Agora, se a Cidade Universitária está sujeita a todas as leis  municipais, estaduais e nacionais e deve ser tratada como qualquer outra  parte do território, por que ela se fecha – material e intelectualmente  – ao resto da sociedade?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Por que a mesma reitoria que agora afirma a não-soberania da USP teve  o poder, há alguns anos, de vetar a construção de uma estação de metrô  dentro do campus?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Por que em uma universidade pública, financiada pela sociedade, esta  mesma não pode usufruir de seus espaços livremente sem uma carteirinha?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A USP virou uma terra de autonomia seletiva.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Na hora em que convém a determinados interesses, há sim bastante  autonomia para afastar a “gente diferenciada” que viria de metrô para  dentro dos muros da universidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas na hora em que não interessa, a autonomia some e o “campus é  parte da cidade”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O discurso da segurança serve ora para defender o segregacionismo,  ora para defender a integração.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Aparentemente estamos condenados a sermos eternos reféns das “razões  de segurança”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Seria realmente desejável que os que defendem a integração da Cidade  Universitária nesse caso, fizessem-no em tudo mais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Isso porque a Cidade Universitária não deixará de ser uma “ilha” por  causa de um convênio com a PM.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Deixará de sê-lo no dia em que não for hostil aos que “não possuem  carteirinha”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Deixará de sê-lo quando a comunidade São Remo, ao lado da USP, deixar  de ser vista como antro de criminalidade ou fonte de mão de obra para  os serviços terceirizados da universidade; e passar a ser vista como uma  comunidade que detém o direito sobre aquele espaço assim como qualquer  outro cidadão, afinal não é a Cidade Universitária um espaço como  qualquer outro dentro da cidade de São Paulo?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Acima de tudo, a USP deixará de ser uma “ilha” quando realmente for  uma universidade pública, na qual toda a sociedade possa usufruir do seu  espaço e o conhecimento lá produzido não atenda apenas às demandas do  capital privado – o que é legítimo, mas de modo algum suficiente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O papel da universidade deve superar o Ensino e a Pesquisa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;É necessário que haja Extensão, isto é, que se trave um diálogo  horizontal entre o conhecimento universitário e o restante da sociedade,  em um processo que traga a sociedade para dentro da universidade, e  vice-versa, tanto física quanto intelectualmente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mais do que uma questão de espaço e jurisdição, está em debate,  portanto, o caráter público da USP.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;É preciso desvincular as discussões recentes de casos pontuais e  associá-las a algo muito maior.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No limite, a principal discussão não deve ser o convênio entre USP e  PM em si, mas a maneira como este se deu e como são tomadas todas as  decisões relevantes da política universitária, dentre as quais este  convênio é só mais uma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ao contrário do que afirma a reitoria, esse convênio não foi decidido  por uma “ampla maioria”, simplesmente porque nenhuma decisão importante  na USP é tomada de maneira democrática.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Novamente reina a autonomia seletiva: a universidade não está acima  da lei quando se trata de polícia, mas segue desrespeitanto  determinações de leis federais, como a Lei de Diretrizes e Bases da  Educação Nacional, no que tange aos seus processos deliberativos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não à toa, a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da  Capital instaurou, nesse ano, um processo para apurar irregularidades na  eleição da reitoria e na disposição dos assentos dos docentes em órgãos  colegiados constituintes do colégio eleitoral.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Se o convênio USP-PM encontra suas justificativas no factual problema  da segurança, a maneira como ele foi firmado já o invalida por  completo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;É a mesma maneira pela qual se permite que processos administrativos  sejam usados como forma de repressão e controle político.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Advêm da mesma estrutura as iniciativas que ilham o Ensino e a  Pesquisa desenvolvidos dentro da USP, na qual os cursos pagos e os  convênios com grandes empresas são as únicas formas de diálogo com a  sociedade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Recentemente, a Congregação da Faculdade de Direito da USP declarou o  reitor João Grandino Rodas “persona non grata”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Reconhecer os problemas da gestão Rodas é, sem dúvida, um passo  importante.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;É fundamental, todavia, entendermos que o reitor que está sob  investigação do Ministério Público encontrou na estrutura da própria  universidade as possibilidades para assim atuar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mais do que uma “persona non grata”, há na USP toda uma “estrutura  non grata”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E no caso da Cidade Universitária, além da estrutura decisória,  também a estrutura física precisa ser rearquitetada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quando o diálogo não for mais uma promessa vazia e a democracia uma  propaganda enganosa, aí sim a USP poderá deixar seus dias de ilha e  autonomia seletiva para trás.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A USP não deve mais ser um enorme terreno desértico, hostil e sem  iluminação; assim como deve se afirmar enquanto universidade pública a  serviço da comunidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A universidade deve ser permeável à sociedade em sua totalidade, não  só no que diz respeito à polícia – cuja atuação e estrutura devem ser  questionadas dentro e fora do campus.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Só assim, a Cidade Universitária será um lugar muito mais seguro e,  principalmente, muito mais útil à cidade que a abriga e aos cidadãos que  a sustentam.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;*Leonardo Borges Calderoni e Pedro Ferraracio Charbel são  estudantes de Relações Internacionais da USP.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Fonte: &lt;a href="http://blogdojuca.uol.com.br/2011/11/usp-autonomia-seletiva/"&gt;Blog do Juca Kfouri&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;             &lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;::&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-7413455699305205260?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/7413455699305205260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=7413455699305205260&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/7413455699305205260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/7413455699305205260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/11/usp-autonomia-seletiva-por-leonardo.html' title=''/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-2905716417389196129</id><published>2011-11-08T22:19:00.002-02:00</published><updated>2011-11-08T22:24:27.035-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;               &lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a onclick="'s_objectID="" href="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2011/11/usp2-okokoko.jpg"&gt;&lt;img class="aligncenter size-full wp-image-5866" title="Foto: Érica Saboya/  R7" src="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2011/11/usp2-okokoko.jpg" alt="usp2 okokoko O choque na USP e a militarização de São Paulo" height="309" width="450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O choque na USP e  a militarização de São Paulo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; por  André Forastieri, no &lt;a href="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/2011/11/08/o-choque-na-usp-e-a-militarizacao-de-sao-paulo/"&gt;R7&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Acabou como previsto a ocupação da reitoria da USP. Duzentos homens  da tropa de choque da Polícia Militar de São Paulo foram ativados para  tirar 73 estudantes à força. O imprevisto foi a torrente de impropérios  internéticos contra os uspianos. A rapaziada foi tratada de filhinho de  papai pra baixo, com uns dobermanns advogando pau neles, cassetete, gás  lacrimogêneo e cadeia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;É inveja. Quem não queria ter 21 anos e estudar na USP, zero de  preocupação com grana, namorar umas mocinhas cabeça, fumar unzinho na  praça do Relógio, nadar lá naquele piscinão lindo, e ainda se sentir  super-rebelde, nas barricadas, parte de um movimento internacional de  libertação? Bem, eu não.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Entrei em duas faculdades na USP, Jornalismo e, só de chinfra,  História. A primeira abandonei. A segunda fui um dia e nunca mais  voltei. Imagino ter sido jubilado nos dois cursos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Percebi que a USP não era pra mim na minha primeira semana lá,  careca, recém-chegado de Piracicaba, 17 anos. Pensei que ia encontrar a  gente mais doida, interessante e livre da minha geração. Mas na minha  classe eu era o único com camiseta dos Dead Kennedys e a comunicação com  meus colegas era, digamos, precária.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O último ano realmente legal pra entrar na Escola de Comunicações e  Artes foi o anterior - cheguei atrasado. 1982 foi o primeiro ano em que  ficou difícil entrar em jornalismo, que passou a ter &lt;a onclick="'s_objectID="" target="_blank" title="vestibular" href="http://noticias.r7.com/vestibular-e-concursos/"&gt;vestibular&lt;/a&gt;  separado do restante das Comunicações.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Dali para frente, nota de corte da Fuvest bem alta, só gente aplicada  e estudiosa entraria na ECA. O engraçado é que 1983, quando cheguei lá,  foi um ano bem animado na ECA. Uma confederação de sacanas anarquistas  de todas as matizes se uniu pra botar para fora do Centro Acadêmico os  trombas trotskistas da Libelu, que a esta altura já estavam em  descompasso com a história. Vitória dos PicaRetas e votei neles.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A USP, onde decididamente não fui feliz, era e é escola para tropa de  elite, gente que vem das melhores escolas pagas, e sonho de todo  vestibulando. Muita cabeça boa estudou lá, e continua estudando. Não é  nem de longe uma das melhores universidades do mundo, mas continua  referência de ensino e pesquisa de qualidade, para nossos pobres padrões  locais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Como qualquer universidade de primeira linha, deveria ser um espaço  arejado, de diversidade e experimentação. O que inclui, sim, uma série  de atividades socialmente questionáveis fora dos muros do campus.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Universidade não é para socar o máximo de informação nos miolos da  juventude e produzir em série um exército de robôs tecnocratas. Trata-se  de formar as melhores cabeças do país, o que é impossível sem liberdade  e libertinagem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os argumentos contra os ocupantes da reitoria da USP são pífios. Eles  quebram a lei? Primeiro, se quebram, não importa; leis não existem para  serem obedecidas cegamente; a lei é para ser desobedecida e questionada  abertamente quando injusta; não é possível aplaudir as rebeliões contra  Mubarak e Gaddafi, ou a ocupação de Wall Street, e recriminar os  uspianos por não seguir a lei.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Segundo, fumar maconha NÃO é contra a lei, o que o amigo (e também  veterano da ECA) Marcelo Rubens Paiva demonstrou em artigo para o  Estadão. Leia &lt;strong&gt;&lt;a onclick="'s_objectID="" href="http://blogs.estadao.com.br/marcelo-rubens-paiva/posse-de-maconha-nao-e-crime/" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a onclick="'s_objectID="" href="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2011/11/marcelo_rubens_paiva.jpg"&gt;&lt;img class="aligncenter size-full wp-image-5869" src="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2011/11/marcelo_rubens_paiva.jpg" alt="marcelo rubens paiva O choque na USP e a militarização de São  Paulo" title="O choque na USP e a militarização de São Paulo" height="279" width="287" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Terceiro, defender o direito de fumar maconha na USP sem ser preso é  uma maneira de se rebelar contra a crescente truculência dos caretésimos  governantes da cidade e Estado mais ricos do país. Naturalmente, eu  defendo que os estudantes da USP deveriam lutar para que ninguém fosse  preso por consumir droga nenhuma em todo o território nacional, e não só  no seu campus...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas o que aconteceu agora é o mais recente capítulo da militarização  do aparelho estatal paulista/paulistano. O reitor João Grandino Rodas,  advogado, foi indicado em 2009 por José Serra, quando governador (embora  tenha sido o segundo mais votado na lista tríplice).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a onclick="'s_objectID="" href="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2011/11/serra-4-okokok.jpg"&gt;&lt;img class="aligncenter size-full wp-image-5867" title="ABr" src="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2011/11/serra-4-okokok.jpg" alt="serra 4 okokok O choque na USP e a militarização de São Paulo" height="349" width="450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Serra, que em economia é indistinguível dos petistas, em costumes é  direita raivosa e higienista. Assumiu, imagino que para fins eleitorais,  o manto de guardião da lei e da ordem, palavras mágicas que encantam  parcela importante da numerosa, masoquista e paranoica classe média do  Estado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Existem muitos paulistas que têm algo a perder e, inseguros, anseiam  pela tutela de um pai rigoroso, que dite as regras, contenha miseráveis e  pardos à distância, e nos puna exemplarmente em caso de mínima  infração.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Serra, sempre com a cara fechada, incorpora perfeitamente o tipo, e  defende a vigilância e o microgerenciamento da vida particular do  cidadão. Seu afilhado e sucessor, Gilberto Kassab, parece sujeito mais  afável, mas colocou policiais militares da reserva nos comandos de 25  das 31 subprefeituras &lt;a onclick="'s_objectID="" title="paulistanas" href="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/2010/03/16/paulistanas/"&gt;paulistanas&lt;/a&gt;,  o que Serra, que iniciou o processo, chamava de "choque de ordem".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a onclick="'s_objectID="" href="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2011/11/kassab-ok.jpg"&gt;&lt;img class="aligncenter size-full wp-image-5868" title="ABr" src="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2011/11/kassab-ok.jpg" alt="kassab ok O choque na USP e a militarização de São Paulo" height="341" width="450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Também há comando militar na Secretaria de Transportes, na Companhia de  Engenharia de Tráfego, no Serviço Funerário, no Serviço Ambulatorial  Municipal, na Defesa Civil e na Secretaria de Segurança.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;São cerca de 90 oficiais da PM com cargos importantes no governo do  Estado e prefeitura. A maior parte das indicações é atribuída ao  comandante geral da PM, Álvaro Camilo, três décadas na polícia militar,  que assumiu o cargo em 2009.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E Geraldo Alckmin? Também é da turma da lei e ordem acima de tudo.  Natural, porque integrante da prelazia católica ultraconservadora Opus  Dei, ou no mínimo simpatizante muito próximo. Não assume e também não  nega.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a onclick="'s_objectID="" href="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2011/11/alckmin-ok.jpg"&gt;&lt;img class="aligncenter size-full wp-image-5870" title="ABr" src="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2011/11/alckmin-ok.jpg" alt="alckmin ok O choque na USP e a militarização de São Paulo" height="306" width="450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A primeira vez que isso foi noticiado foi em 2006, pela revista  Época. Recentemente tivemos confirmação, do próprio secretário (e  tucano) Andrea Matarazzo, que afirmou a diplomatas americanos que  Alckmin é da Opus Dei, conforme telegramas revelados pelo Wikileaks.  Leia &lt;strong&gt;&lt;a onclick="'s_objectID="" href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/884155-matarazzo-diz-a-diplomatas-que-alckmin-e-do-opus-dei.shtml" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Com tudo isso, o crime em São Paulo segue firme e forte, claro, com  especial destaque para o gueto de craqueiros erigido pela polícia na rua  Helvétia, pleno centro de São Paulo. A corrupção continua grassando na  administração pública. Playboys bêbados continuam atropelando  transeuntes impunemente. Continuam batendo nossas carteiras no metrô. E  por aí vai.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O reitor da USP, João Grandino Rodas, iria ser diferente de seus  patrões? As denúncias contra ele se acumulam, e vão da mera extinção de  cursos e compra duvidosa de imóveis a atitudes francamente brucutus,  como chamar a Tropa de Choque para resolver outra ocupação (em 2006) e  realizar demissão em massa de 270 funcionários em janeiro de 2011.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Chamado pela Assembleia Legislativa para se explicar, simplesmente  não apareceu. Chegou a ser declarado Persona Non Grata pela congregação  da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, com apoio do Centro  Acadêmico 11 de Agosto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Este último foi só mais um enfrentamento. Outros necessariamente  acontecerão. E não só entre os estudantes e as autoridades da USP.  Porque o problema não é a USP, ou seus estudantes, ou a PM. O problema  não é nem o reitor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O problema é quem indica o reitor, a quem interessa a militarização  do governo, e principalmente quem comanda os comandantes. Da próxima  vez, sugiro à rapaziada começar a ocupação pelo Palácio dos  Bandeirantes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/2011/11/08/o-choque-na-usp-e-a-militarizacao-de-sao-paulo/"&gt;Blog do  André Forastieri, no R7&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;h2 class="widgettitle"&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;::&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-2905716417389196129?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/2905716417389196129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=2905716417389196129&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/2905716417389196129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/2905716417389196129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/11/o-choque-na-usp-e-militarizacao-de-sao.html' title=''/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-3884242529262871493</id><published>2011-11-08T22:06:00.002-02:00</published><updated>2011-11-08T22:16:37.871-02:00</updated><title type='text'>Uma nação de Caco Antibes</title><content type='html'>::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-_Z6v44NP8HQ/TrnGSloF3uI/AAAAAAAADX8/unU3rvuGQAA/s1600/privada%2Bmidia%2Bbosta.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-_Z6v44NP8HQ/TrnGSloF3uI/AAAAAAAADX8/unU3rvuGQAA/s400/privada%2Bmidia%2Bbosta.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5672783228290064098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Uma nação de Caco Antibes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;h2 class="titulo-post sizefont2"&gt;&lt;/h2&gt;                 &lt;div class="entry sizefont3"&gt;                      &lt;!-- AddThis Button Begin --&gt; &lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_product = 'wpp-262'; var addthis_config = {"data_track_clickback":true,"data_track_addressbar":false};if (typeof(addthis_share) == "undefined"){ addthis_share = [];}&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=wp-4eb9a85722059a3b"&gt;&lt;/script&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;por Matheus Pichonelli&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A  vida em rede é viciante. Nela, você consegue ter por perto boa parte  dos amigos e até da família com uma simples rolagem na barra de  contatos. As manifestações de apreço têm temperaturas adequadas para  cada situação, diferentemente de sorrisos indecisos dos que sabem  misturar, na vida real, afetos com dissimulação. Na internet, o  compartilhamento de uma dica, um link, uma foto, um pensamento sobre a  vida é, de longe, o maior sinal de prestígio dos tempos atuais – se não  for pra tanto, basta apertar o botão de “curtir”, espécie de  manifestação britânica de apreço ou camaradagem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div id="attachment_45614" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a rel="fancybox" class="fancybox" href="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Face.jpg"&gt;&lt;img class="size-medium wp-image-45614" src="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Face-300x211.jpg" alt="" height="211" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(204, 0, 0);" class="wp-caption-text"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Seria  muito bom poder denunciar conteúdo, bloquear, trollar ou simplesmente  eliminar da vida real os lastros de nazismo da vida real. Ilustração:  Nina Moraes&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma frustração da vida moderna, porém, é não poder transferir os  hábitos em rede para a vida concreta, que nem sempre cabe numa caixa de  140 caracteres. Porque seria bom, muito bom, poder denunciar conteúdo,  bloquear, ignorar, trollar ou simplesmente eliminar da vida real os  lastros de nazismo revigorado que povoam, sempre povoaram, e sempre  povoarão as ruas, mesas de bares, jantares para convidados, happy hours,  sermões e tudo o mais que, em nome da estupidez, reunir dois ou mais  idiotas numa mesma conversa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Faz pouco mais de uma semana que o Brasil soube que o ex-presidente  Luiz Inácio Lula da Silva está doente, submetido a um tratamento contra  um câncer na laringe. Foi tempo suficiente para me levar a criar uma  espécie de barreira sanitária nas minhas relações virtuais: por  recomendação de uma amiga, limei da minha lista todos os amigos (sim,  alguns eram chamados de “amigos” antes mesmo de Mark Elliot Zuckerberg  ganhar seu primeiro “Pense Bem”) que usaram a rede para fazer chacota em  cima da doença do ex-presidente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Vendo os assuntos mais comentados nas mídias eletrônicas, e também  nas bancas de jornais, posso supor que não fui o único a desconfiar (e a  me livrar) dos colegas ativistas que sugeriam a Lula que se tratasse  pelo SUS.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Leia também:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/blog/politica/blog/politica/efeitos-da-pregacao-midiatica/"&gt;Efeitos  da pregação midiática&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/blog/politica/blog/destaques_carta_capital/a-classe-media-sofre/"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A classe média sofre&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Em meio à enxurrada de análises que pipocaram na última semana,  alguém chegou a sugerir: não dá para ignorar o que quer e o que pensa  uma parcela significativa da sociedade que usa as redes sociais para se  manifestar. Ou seja: as pessoas têm direito de pedir ou sugerir o que  quiserem, inclusive que políticos se beneficiem das estruturas públicas  que eles mesmo administram. O que não se pode, segundo o raciocínio, é  desperdiçar a chance de se identificar tendências em razão de uma  “barreira de indignação”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Faz sentido. Quem acompanha as nuances da internet já se deparou, em  algum momento, com uma espécie de ativismo justiceiro, de quem  aparentemente não distingue alhos de bugalhos, limpa a consciência com  frases-feitas de indignação (como comparar salário de deputado com o de  qualquer profissional) e faz, em nome da revolução, nada mais do que  arremessar aviões de papel em direção a prédios de concreto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div id="attachment_34933" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a rel="fancybox" class="fancybox" href="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/07/redes-sociais-520.jpg"&gt;&lt;img class="size-medium wp-image-34933" src="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/07/redes-sociais-520-300x211.jpg" alt="" height="211" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(204, 0, 0);" class="wp-caption-text"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O  Facebook, o Orkut e o Twitter mostraram que estamos no meio de uma  multidão, uma nação de Caco Antibes. Foto:Istockphoto&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nos países árabes, o ativismo provocou estragos, dirão alguns. Mas no  Brasil a mobilização mais emblemática, até o momento, aconteceu em  Natal, onde protestos na rede transbordaram para o concreto das ruas e  geraram uma grande manifestação popular contra a prefeita Micarla de  Souza (PV). Fora isso, o que se viu, na maioria das vezes, foram boas  intenções misturadas com um lacerdismo revisitado, como os indignados  que saíram às ruas em São Paulo supostametre contra a corrupção (&lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/blog/politica/a-revolucao-nao-partira-do-vao-livre-do-masp/"&gt;&lt;strong&gt;LEIA  AQUI&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;). Uma espécie de indignação que só é acionada quando a  suspeita recai sobre o partido a ser combatido. E que leva as centenas  de pessoas, entre as milhares que confirmam virtualmente a presença em  atos reais, a manifestarem um número imenso de impropérios contra o  governo federal e o Congresso, mas nenhuma linha sobre CPIs engavetadas e  problemas urbanos bem embaixo do nariz nas grandes cidades.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Foi essa mesma indignação seletiva que fez com que, de repente,  pessoas que jamais se preocuparam com política ou com o sistema público  de saúde manifestassem, por meio de correntes virtuais, uma repentina  revolta com o estado das coisas. A fórmula reúne a mais baixa das  escalas de desonestidade intelectual: parte de dois pressupostos  verdadeiros (o sistema de saúde é problemático + a elite não se trata em  hospitais públicos) para se chegar a uma conclusão falsa (“Lula,  oportunista, não prova do próprio veneno”), gerando uma sensação de  descalabro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O sofisma sobre o SUS me levou à eliminação da primeira dezena de  amigos numa rede social, com viés de alta. Vou viver melhor sem eles, ao  menos no mundo virtual. Mas não é a primeira nem será a última  manifestação de nazismo 2.0 que teremos o desprazer de testemunhar. Por  falta de referências, intelectuais ou mesmo de experiência de vida, a  direita raivosa (assumida ou não assumida) acabou identificando nas  páginas eletrônicas um terreno fértil para o seu obscurantismo, sua  ignorância e o seu preconceito. E, diferentemente do que se crê, ela não  está protegida pelo anonimato; as manifestações surgem com nome,  identidade e endereço (eletrônico). Basta clicar no botão “compartilhar”  ou “retweet” e passar para frente toda e qualquer forma de campanha  cívica em nome da moral e dos bons costumes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div id="attachment_56140" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a rel="fancybox" class="fancybox" href="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/11/lula.jpg"&gt;&lt;img class="size-medium wp-image-56140" src="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/11/lula-300x199.jpg" alt="" height="199" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(204, 0, 0);" class="wp-caption-text"&gt;A  indignação seletiva que fez com que, de repente, pessoas que jamais se  preocuparam com política ou com o sistema público de saúde  manifestassem, por meio de correntes virtuais, uma repentina revolta com  o estado das coisas. Foto: Yuri Cortez/AFP&lt;/p&gt;&lt;/div&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A bola da vez é o “Quero ver o Lula no SUS”, mas pouco antes  correntes tão ou mais ofensivas à inteligência humana já haviam  temperado o clima. Uma delas: “Por que cuido de animais com tanta gente  passando fome?”. Tratava-se de um banner, compartilhado por milhares de  pessoas, em que algum pensador contemporâneo expunha uma tese segundo a  qual os animais, diferentemente dos pobres humanos, não contavam com  SUS, Bolsa Família, leis de proteção social, etc. Na mesma semana, fotos  de suspeitos mortos numa ação policial começaram a pipocar nas minhas  páginas de atualizações, sempre com o lema: “bem feito”. Uma outra ainda  incitava, em meio a uma campanha de prevenção do câncer do mama, as  amiguinhas a tirarem fotos mostrando os peitos. A ideia virou corrente.  Pouco antes pipocavam campanhas contra a “roubalheira” (cujo símbolo era  uma mão aberta com quatro dedos); fotos de chacota sobre uma mulher que  seria o “cruzamento” entre Mussum e Zacarias (negra, portanto);  campanhas contra nordestinos em plena campanha eleitoral, etc. Racismo,  bairrismo e medievalismo nunca estiveram tão à vontade numa rede  mundial.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pode ser só bobagem, brincadeira, rebeldia sem causa, sintoma de  esvaziamento político da discussão – que, por ser vazio, tem como maior  risco chegar a lugar nenhum. Mas na campanha de 2010 foi justamente esse  o caminho encontrado por marqueteiros para espalhar, de modo rápido e  barato, boatos sobre abortos e privatizações no rastilho da internet. Os  presidenciáveis passaram mais tempo rebatendo absurdos do que  discutindo propostas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Antes das redes sociais, a sensação que havia era que a sala de  jantar em família era o único palanque para aquele primo metido a besta  que gostava de posar de Caco Antibes, o personagem de Miguel Falabella  que cuspia impropérios públicos em ambiente privado no dominical “Sai de  Baixo”. Agora o Facebook, o Orkut e o Twitter mostraram que estamos no  meio de uma multidão, uma nação de Caco Antibes sem papas na língua.  Devido à ausência de princípios, ainda que presas fáceis para líderes  que já entenderam a nova linguagem da internet, as manifestações podem  até ser infrutíferas – vide o revide imediato em defesa da dignidade de  um tratamento de doença, que ao fim venceu a queda de braço. Mas o  termômetro está aí, indicando a cada dia que os idiotas são, de fato, a  grande maioria dos que não calam. E de uma nação de idiotas não há o que  se esperar, a não ser o pior.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/blog/politica/uma-nacao-de-caco-antibes/#.TrmoDjAGAH4.facebook"&gt;Carta Capital&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                                     &lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;::&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-3884242529262871493?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/3884242529262871493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=3884242529262871493&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/3884242529262871493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/3884242529262871493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/11/uma-nacao-de-caco-antibes.html' title='Uma nação de Caco Antibes'/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-_Z6v44NP8HQ/TrnGSloF3uI/AAAAAAAADX8/unU3rvuGQAA/s72-c/privada%2Bmidia%2Bbosta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-455378713609000266</id><published>2011-11-08T21:43:00.002-02:00</published><updated>2011-11-08T21:50:26.925-02:00</updated><title type='text'>Campus da USP. Quem ganhou e quem perdeu</title><content type='html'>::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="storycontent"&gt;   &lt;p&gt;&lt;a href="http://maierovitch.blog.terra.com.br/files/2011/11/a-usp-sala-da-reitoria.jpg"&gt;&lt;img class="aligncenter size-full wp-image-8705" src="http://maierovitch.blog.terra.com.br/files/2011/11/a-usp-sala-da-reitoria.jpg" alt="" height="374" width="499" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Campus da USP. Quem ganhou e quem perdeu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; por Wálter Fanganiello Maierovitch&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os alunos que invadiram o prédio da reitoria da Universidade de São  Paulo foram, em cumprimento à decisão liminar de reintegração na posse,  tirados coercitivamente e presos em flagrante. A fiança arbitrada ficou  por volta de R$ 600.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Depois de uma assembléia no prédio da FFLCH, ocupado em 26 de  outubro, a maioria dos universitários decidiu deixar o primeiro imóvel  ocupado (prédio da FFLCH). Uma minoria, vencida e inconformada, partiu  para a invasão da Reitoria. E a reintegração forçada, realizada pela  Polícia Militar consumou-se há pouco.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Tudo começou por uma trapalhada de agentes da Polícia Militar que, em  vez de proteger de crimes graves os que utilizavam o   campus, resolveram partir para a burra &lt;em&gt;war on drugs&lt;/em&gt;, em cima de  universitários na posse de maconha para uso lúdico-recreativo. Na  Inglaterra, policiais, com base em lei de iniciativa da própria Polícia,  só podem lavrar auto de multa ou apreender o cigarro. Nos campi,  policiais não realizam rondas preventivas, ou seja, não ingressam, sem  chamada, nas casas particulares: a polícia política de Vargas e a dos  ditadores militares invadiam domicílios. Como ensinam os professores  universitários europeus, no “quintal” das universidades os estudantes  devem se sentir em repúblicas estudantis e os chamados agentes da ordem  devem permanecer distantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em lugares civilizados, policiais, educados para a legalidade  democrática, executam uma política de segurança pública voltada a  contrastar os crimes graves, de potencial ofensivo significativo, como  os delitos com força para gerar sensação de medo na sociedade civil.  Como se sabe, em vários bairros paulistanos as ruas ficam vazias depois  das 21 horas diante do temor de se sair de casa. As empresas privadas de  segurança, também como se sabe e já levantado em pesquisas, crescem  economicamente em progressão geométrica diante da demanda por segurança.  E pesquisas demonstram, ainda, que existe o medo dos próprios policiais  militares, quase sempre violentos. E a Secretaria de Segurança Pública  de São Paulo, tempos atrás, para enganar a população, mascarou  estatísticas: um corpo crivado de balas e sem vida já ingressou EME  estatística como “encontro de cadáver” e não como homicídio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A posse de droga para uso próprio, por evidente, representa um  problema sociossanitário, de saúde pública. E num campus universitário o  policial que manda ou sai para reprimir usuários de maconha, por  evidente, não tem noção mínima de prioridades e do que seja garantir a  tranquilidade social. Conveniência e oportunidade deixam, no mundo  civilizado, as polícias fora dos campi universitários.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A doutrina norte-americana e direitista da Lei e da Ordem gera  violência e não tem força inibidora com relação aos graves delitos. O  presidente W. Bush entendeu de colocar usuários na cadeia, com base no  truísmo de que sem consumo não haveria tráfico. Entendia que pena de  prisão aos usuários levaria à redução imediata de consumo. No momento,  acreditam os republicanos do Tea Party que a ameaça contida na lei é  suficiente para reduzir crimes, em especial com relação aos usuários de  drogas para fim lúdico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os policiais da Polícia Militar que realizaram, no campus da USP,  a  detenção de universitários e apreenderam três cigarros de maconha  espelham a política de segurança do governo Alckmin. Uma política  que  só não tem à frente um Saulo de Castro, ex-secretário e um dos arautos  no Brasil da doutrina norte-americana da Lei e da Ordem, empregada no  chamado caso da Castelinho (rodovia).  A propósito, a doutrina só foi  colocada de lado num acordo com o Primeiro Comando da Capital (PCC)  — cada dia mais forte na periferia — feito no período tampão de governo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Em resumo, a confusão criada pela Polícia Militar gerou  desproporcional e reprovável reação de universitários.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma minoria que optou pelo enfrentamento e pela invasão do prédio da  Reitoria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Aos 70 universitários presos em flagrante já se arbitra fiança  desproporcional, com abertura de  apuração por formação de quadrilha,  como se universitários, em reação infeliz, tivessem formado uma  organização criminosa. No particular, a Polícia Civil apresenta-se com a  mesma conduta inoportuna da Polícia Militar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;PANO RÁPIDO&lt;/strong&gt;. Em São Paulo temos uma política de  matriz fascista. Ela em nada contribui para ensinar os jovens  universitários a agirem  orientados à legalidade e à democracia. Uma  polícia que coloca em universitários o indevido carimbo de  agentes do  crime organizado em quadrilha e bando.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Três cigarros de maconha, cujo porte não é punível com prisão, cai  naquilo que os romanos, à luz da Justiça,  ensinavam:  &lt;em&gt;de minimis  non curat praetor&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; Em Portugal o consumo caiu e a violência foi reduzida, convém ser  lembrado. A sua política sobre drogas é recomendada pela União Europeia:  o usuário recreativo só comete ilícito administrativo e não  criminal, seria o mesmo que estacionar em fila dupla, jogar lixo na  calçada etc.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;  O governo Alckmin (um dos poucos políticos honestos) atua de forma   lamentável em termos de segurança pública.  E o reitor Grandino Rodas,  escolhido pelo então governador José Serra, que pulou os dois primeiros  da lista tríplice, é uma “herança maldita” recebida por  Alckmin. E na  direção da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, Rodas,  incluído o lamentável episódio da Biblioteca, mostrou o seu perfil  filo-Bushiano.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://maierovitch.blog.terra.com.br/2011/11/08/campus-da-usp-quem-ganhou-e-quem-perdeu/"&gt;Terra Magazine&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;::&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4562531578564468052-455378713609000266?l=muitasbocasnotrombone2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/feeds/455378713609000266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4562531578564468052&amp;postID=455378713609000266&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/455378713609000266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4562531578564468052/posts/default/455378713609000266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2011/11/campus-da-usp-quem-ganhou-e-quem-perdeu.html' title='Campus da USP. Quem ganhou e quem perdeu'/><author><name>Alexandra Peixoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00332324877979279454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/SOj-arMp4jI/AAAAAAAAArI/7DANNu5cenE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4562531578564468052.post-4493364902919559382</id><published>2011-11-08T21:19:00.003-02:00</published><updated>2011-11-08T21:43:23.073-02:00</updated><title type='text'>Não-carta ao ex-presidente FHC</title><content type='html'>::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-Glo--fLt4Qw/Trm-gooDkAI/AAAAAAAADXw/UE5B3sAZwBo/s1600/cadeia%2Bdaniel%2Bdantas.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 286px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Glo--fLt4Qw/Trm-gooDkAI/AAAAAAAADXw/UE5B3sAZwBo/s400/cadeia%2Bdaniel%2Bdantas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5672774673520365570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não-carta ao ex-presidente FHC&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;h2 class="titulo-post sizefont2"&gt;&lt;/h2&gt;                 &lt;div class="entry sizefont3"&gt;                      &lt;!-- AddThis Button Begin --&gt; &lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_product = 'wpp-262'; var addthis_config = {"data_track_clickback":true,"data_track_addressbar":false};if (typeof(a
